Carnavá tá aí

Carnavá taí! (tá mesmo)! Vamo vadiá (vamo embora)!
Vamo vadiá, se a polícia não atrapaiá
Oi, carnavá taí! Vamo vadiá (vambora)!
Vamo vadiá, se a polícia não atrapaiá

Carnavá é o forguedo mais mió de se brincá
Oi, quem não gosta do brinquedo, não sabe o que é forgá
Carnavá é o forguedo mais mió de se brincá
Oi, quem não gosta do brinquedo, não sabe o que é forgá
Oi!

(Estribilho)
Carnavá antigamente era festa populá
Hoje é perciso que a gente peça us home prá brincá
Carnavá antigamente era festa populá
Hoje é perciso que a gente peça us home prá brincá
Oi nêgo!

(Estribilho)
Mandei fazê um estandarte com as cor da nossa bandeira
Todo enfeitado com arte, pruquê eu sou é brasileira!
Mandei fazê um estandarte com as cor da nossa bandeira
Todo enfeitado com arte, pruquê eu sou é brasileira!
Oi, nêgo!

Iaiá, Ioiô

Yoyô, Yayá
me dá licença p’rá eu brincar no carnavá?
Iaiá, ioiô
vancês não vai, mas deixa eu ir qu’eu voô

Nunca vi festa tão boa (Yayá, Yoyô)
Carnavá é memo o suco (Yayá, Yoyô)
São três dias de alegria (Yayá, Yoyô)
que inté faz ficá maluco


Você diz que vai-se embora (Yayá, Yoyô)
Não m’importa, não faz má (Yayá, Yoyô)
Eu só quero que tu vorte (Yayá, Yoyô)
só despois do carnavá


Você diz que me despreza (Yayá, Yoyô)
Eu só tô quereno vê (Yayá, Yoyô)
Despois não pegue a chorá (Yayá, Yoyô)
Quando tu te arrependê


Quando nós dois se encontrou (Yayá, Yoyô)
Nóis peguemo a se gostá (Yayá, Yoyô)
Tu me disse umas coisinha (Yayá, Yoyô)
qu’eu nem quero me alembrá

(Voz masculina): Deixa eu entrá no cordão, minha nêga?

Carmem Miranda – Entra meu nêgo, entra, mas não encosta, hein?

Sonhei que era feliz

Eu fui abandonada, por um quase nada
Chorei!
O mundo é mesmo assim, um sofrer sem fim
Bem sei!

Meu pobre coração vive na ilusão de amor
Vive à cata de ventura, de um chamego
para meu sossego

Depois que te conheci de tudo me afastei
e o mundo abandonei
Eu me arrependi de tudo que te fiz! Foi sonho!
Eu sonhei que era feliz! (bis)

Isto é lá com Santo Antônio

Eu pedi numa oração
Ao querido são joão
Que me desse um matrimônio
São joão disse que não!
São joão disse que não!
Isto é lá com santo antônio!

Eu pedi numa oração
Ao querido são joão
Que me desse um matrimônio
Matrimônio! matrimônio!
Isto é lá com santo antônio!

Implorei a são joão
Desse ao menos um cartão
Que eu levava à santo antônio
São joão ficou zangado
São joão só dá cartão
Com direito a batizado

Implorei a são joão
Desse ao menos um cartão
Que eu levava a santo antônio
Matrimônio! matrimônio!
Isto é lá com santo antônio!

São joão não me atendendo
A são pedro fui correndo
Nos portões do paraíso
Disse o velho, num sorriso:
– minha gente, eu sou chaveiro!
Nunca fui casamenteiro!

São joão não me atendendo
A são pedro fui correndo
Nos portões do paraíso
Matrimônio! matrimônio!
Isto é lá com santo antônio

Uva de caminhão

Já me disseram que você andou pintando o sete
Andou chupando muita uva
E até de caminhão
Agora anda dizendo que está de apendicite
Vai entrar no canivete, vai fazer operação
Oi que tem a Florisbela nas cadeiras dela

Andou dizendo que ganhou a flauta de bambu
Abandonou a batucada lá na Praça Onze
E foi dançar o pirolito lá no Grajaú

Caiu o pano da cuíca em boas condições
Apareceu Branca de Neve com os sete anões
E na pensão da dona Estela foram farrear
Quebra, quebra gabiroba quero ver quebrar

Você no baile dos quarenta deu o que falar
Cantando o seu Caramuru, bota o pajé pra brincar
Tira, não tira o pajé, deixa o pajé farrear
Eu não te dou a chupeta, não adianta chorar

Na batucada da vida

No dia em que eu apareci no mundo

Juntou uma porção de vagabundo

Da orgia

De noite, teve samba e batucada
Que acabou de madrugada
Em grossa pancadaria
Depois do meu batismo de fumaça
Mamei um litro e meio de cachaça

Bem puxado
E fui adormecer como um despacho
Deitadinha no capacho na porta dos enjeitados
Cresci olhando a vida sem malícia
Quando um cabo de polícia
Despertou meu coração
E como eu fui pra ele muito boa
Me soltou na rua à toa
Desprezada como um cão
E hoje que eu sou mesmo da virada
E que eu não tenho nada, nada
E por Deus fui esquecida
Irei cada vez mais me esmulambando

Seguirei sempre cantando
Na batucada da vida…

Pra você gostar de mim (Taí)

Taí, eu fiz tudo p’rá você gostar de mim
Ah! meu bem, não faz assim comigo não! (est.)
Você tem, você tem que me dar seu coração!

Meu amor não posso esquecer
Se dá alegria faz também sofrer
A minha vida foi sempre assim
Só chorando as mágoas que não têm fim

Essa história de gostar de alguém
já é mania que as pessoas têm
Se me ajudasse Nosso Senhor
eu não pensaria mais no amor

Alô, alô

CM – Alô, alô responde
Se gostas mesmo de mim de verdade
MR – Alô, alô responde
Responde com toda a sinceridade (alô, alô)

CM – Tu não respondes e o meu coração em lágrimas
Desesperado vai dizendo alô, alô
Ai! Se eu tivesse a certeza desse teu amor
A minha vida seria um rosal em flor (responde então)

MR – Alô, alô responde
Responde com toda a sinceridade
CM – Alô, alô responde
Se gostas mesmo de mim de verdade
(Alô, alô)

MR – Alô, alô continuas a não responder
E o telefone cada vez chamando mais
É sempre assim… Não consigo ligação, meu bem
Indiferente não te importas com meus ais

Deixa falar

Ary Barroso – Jogo Brasil e Tchecoslováquia.
Entram em campo os checos (vaias).
E agora os brasileiros (aplausos).
Vai começar a partida.
Leônidas entrega a Perácio.
Perácio a Leônidas.
Leônidas avança pelo centro, dribla o
(?), (?), (?), gol! (som de flauta)

(Estribilho)
E todos têm seu valor (deixa falar!)
Este samba tem Flamengo
Tem São Paulo e São Cristóvão
Tem pimenta e vatapá
(Fluminense e Botafogo já têm seu lugar)
E todos têm seu valor (deixa falar!)
Este samba tem Flamengo
Tem São Paulo e São Cristóvão
Tem pimenta e vatapá
(Fluminense e Botafogo já têm seu lugar)

Você pensava que o “Diamante” fôsse jóia
de mentira para tapear
Você pensava que o “Caboclinho” fôsse negro
de senzala para se comprar
Só porque viu que ele tem um pé que deixou
o mundo inteiro em revolução
Quando ele bota aquele pé em movimento,
chuta tudo para dentro e não tem sopa não

(Estribilho)
Quando você dizia que trocava
a gostosa feijoada pelo macarrão
desconfiava que você não era brasileiro,
abençoado deste meu rincão
Você torcia p’ro italiano e apostou
o meu dinheiro e nem sequer me deu
Jogou a minha feijoada fora, falou mal
da minha gente e ainda me bateu

(Estribilho)
AB – E era uma vez a Tchecoslovaqui… (som de flauta)

E o mundo não se acabou

Anunciaram e garantiram
Que o mundo ia se acabar
Por causa disso
Minha gente lá de casa
Começou a rezar

E até disseram que o sol
Ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite
Lá no morro
Não se fez batucada

Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando
De aproveitar

Beijei a boca
De quem não devia
Peguei na mão
De quem não conhecia
Dancei um samba
Em traje de maiô
E o tal do mundo
Não se acabou

Anunciaram e garantiram
Que o mundo ia se acabar
Por causa disso
Minha gente lá de casa
Começou a rezar

E até disseram que o sol
Ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite
Lá no morro
Não se fez batucada

Chamei um gajo
Com quem não me dava
E perdoei a sua ingratidão
E festejando o acontecimento
Gastei com ele mais de quinhentão

Agora eu soube
Que o gajo anda
Dizendo coisa
Que não se passou
E, vai ter barulho
E vai ter confusão
Porque o mundo não se acabou

Anunciaram e garantiram
Que o mundo ia se acabar
Por causa disso
Minha gente lá de casa
Começou a rezar

E até disseram que o sol
Ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite
Lá no morro
Não se fez batucada

Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando
De aproveitar

Beijei a boca
De quem não devia
Peguei na mão
De quem não conhecia
Dancei um samba
Em traje de maiô
E o tal do mundo
Não se acabou

Anunciaram e garantiram
Que o mundo ia se acabar

Adeus batucada

Adeus, adeus
Meu pandeiro do samba
Tamborim de bamba
Já é de madrugada

Vou-me embora chorando
Com meu coração sorrindo
E vou deixar todo mundo
Valorizando a batucada

Adeus, adeus
Meu pandeiro do samba
Tamborim de bamba
Já é de madrugada

Vou-me embora chorando
Com meu coração sorrindo
E vou deixar todo mundo
Valorizando a batucada

Em criança com samba eu vivia sonhando
Acordava e estava tristonha chorando

Jóia que se perde no mar 
Só se encontra no fundo
Samba mocidade
Sambando se goza
Nesse mundo

E do meu grande amor 
Sempre eu me despedi sambando
Mas da batucada agora me despeço chorando
E guardo no lenço esta lágrima sentida
Adeus batucada
Adeus batucada querida

Eu dei…

Eu dei, 
O que foi que você deu meu bem ?
Eu dei, 
Guarde um pouco para mim também,
Não sei, se você fala por falar sem meditar,
Eu dei, 
Diga logo, diga logo, é demais,
Não digo,
E adivinhe se é capaz,
Você deu seu coração, 
Não dei, não dei,
Sem nenhuma condição,
Não dei, não dei,
O meu coração não tem dono,
Vive sozinho, coitadinho, no abandono.

Eu dei, 
O que foi que você deu meu bem ?
Eu dei, 
Guarde um pouco para mim também,
Não sei, se você fala por falar sem meditar,
Eu dei, 
Diga logo, diga logo, é demais,
Não digo,
E adivinhe se é capaz,
Foi um terno e longo beijo, 
Se foi, se foi,
Desses beijos que eu desejo,
Pois foi, pois foi,
Guarde para mim unzinho,
Que mais tarde pagarei com jurinhos.

Eu dei, 
O que foi que você deu meu bem ?
Eu dei, 
Guarde um pouco para mim também,
Não sei, se você fala por falar sem meditar, 
Eu dei, 
Diga logo, diga logo, é demais.

Não digo,
E adivinhe se é capaz.

Camisa listrada

Vestiu uma camisa listrada
E saiu por aí
Em vez de tomar chá com torrada
Ele bebeu Parati
Levava um canivete no cinto
E um pandeiro na mão
E sorria quando o povo dizia
Sossega, Leão, sossega Leão

Tirou o seu anel de doutor
Para não dar o que falar
E saiu, dizendo, eu quero mamá
Mamãe, eu que mamá, mamãe, eu quer mamá

Levava um canivete no cinto
E um pandeiro na mão
E sorria quando o povo dizia
Sossega Leão, sossega Leão

Levou meu saco de água quente
Pra fazer chupeta
E rompeu a minha cortina de veludo
Pra fazer uma saia
Abriu o guarda-roupa
Arrancou a combinação
Até do cabo de vassoura
Ele fez um estandarte, para o seu Cordão

E agora que a batucada
Já vai começando
Eu não deixo e não consinto
Meu querido debochar de mim
Porque, se ele pegar as minhas coisas
Vai dar o que falar
Se fantasia de Antonieta
E vai dançar na Bola Preta
Até o sol raiar

No tabuleiro da baiana

No tabuleiro da baiana tem
Vatapá, oi
Caruru
Mungunzá
Tem umbu
Pra ioiô
Se eu pedir você me dá
O seu coração
Seu amor de iaiá

No coração da baiana tem
Sedução
Canjerê
Ilusão
Candomblé
Pra você

Juro por Deus
Pelo senhor do Bonfim
Quero você, baianinha, inteirinha pra mim
Sim, mas depois, o que será de nós dois?
Seu amor é tão fugaz, enganador

Tudo já fiz
Fui até num canjerê
Pra ser feliz
Meus trapinhos juntar com você
E depois vai ser mais uma ilusão
Que no amor quem governa é o coração

No tabuleiro da baiana tem
Vatapá, oi
Caruru
Mungunzá, oi
Tem umbu
Pra ioiô
Se eu pedir você me dá
O seu coração
Seu amor de iaiá

No coração da baiana também tem
Sedução
Canjerê
Ilusão
Candomblé
Pra você

Sonho de papel

O balão vai subindo, vem caindo a garoa.
O céu é tão lindo e a noite é tão boa.
São João, São João!
Acende a fogueira no meu coração.

Sonho de papel a girar na escuridão
soltei em seu louvor no sonho multicor.
Oh! Meu São João.

Meu balão azul foi subindo devagar
O vento que soprou meu sonho carregou.
Nem vai mais voltar.

Na baixa do sapateiro

Ai, o amô, ai, ai
Amô, bobage que a gente não explica, ai, ai
Prova um bocadinho ôi, fica envenenado, ôi
E p’ro resto da vida é um tá de sofrê, olará, olerê

Ôi, Bahia, ai, ai
Bahia que não me sai do pensamento, ai, ai
Faço o meu lamento ôi, na desesperança, ôi
de encontrá p’resse mundo o amô que eu perdi
na Bahia, vô contá:

Na Baixa do Sapateiro encontrei um dia
o moreno mais frajola da Bahia
Pediu-me um beijo, não dei
Um abraço, sorri
Pediu-me a mão, não quis dar… e fugi

Bahia, terra da felicidade
Moreno, eu ando louca de saudade
Meu Sinhô do Bonfim
arranje outro moreno igualzinho p’rá mim

Cantores do rádio

Nós somos as cantoras do rádio
Levamos a vida a cantar
De noite embalamos teu sono
De manhã nós vamos te acordar
Nós somos as cantoras do rádio
Nossas canções cruzando o espaço azul
Vão reunindo num grande abraço
Corações de Norte a Sul

Canto pelos espaços afora
Vou semeando cantigas
Dando alegria a quem chora
Bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum
Canto, pois sei que a minha canção
Vai dissipar a tris…….teza
Que mora no teu coração

Canto para te ver mais contente
Pois a ventura dos outros
É alegria da gente
Bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum, bum
Canto e sou feliz só assim
Agora peço que can…..tes
Um pouquinho para mim

O Que É Que A Baiana Tem?

O que é que a baiana tem?
Que é que a baiana tem?
Tem torço de seda, tem! Tem brincos de ouro, tem!
Corrente de ouro, tem! Tem pano-da-Costa, tem!
Tem bata rendada, tem! Pulseira de ouro, tem!
Tem saia engomada, tem! Sandália enfeitada, tem!
Tem graça como ninguém
Como ela requebra bem!
Quando você se requebrar Caia por cima de mim
Caia por cima de mim
Caia por cima de mim
O que é que a baiana tem?
Que é que a baiana tem?
Tem torço de seda, tem! Tem brincos de ouro, tem!
Corrente de ouro, tem! Tem pano-da-Costa, tem!
Tem bata rendada, tem! Pulseira de ouro, tem!
Tem saia engomada, tem! Sandália enfeitada, tem!
Só vai no Bonfim quem tem
O que é que a baiana tem?
Só vai no Bonfim quem tem
Um rosário de ouro, uma bolota assim
Quem não tem balangandãs não vai no Bonfim
Um rosário de ouro, uma bolota assim
Quem não tem balangandãs não vai no Bonfim
Oi, não vai no Bonfim
Oi, não vai no Bonfim
Um rosário de ouro, uma bolota assim
Quem não tem balangandãs não vai no Bonfim
Oi, não vai no Bonfim
Oi, não vai no Bonfim

Chegou a Hora da Fogueira

Chegou a hora da fogueira!
É noite de São João…
O céu fica todo i1uminado
Fica o céu todo estrelado
Pintadinho de balão…
Pensando no caboclo a noite inteira
Também fica uma fogueira
Dentro do meu coração…

Quando eu era pequenino
De pé no chão
Eu cortava papel fino
Pra fazer balão…
E o balão ia subindo
Para o azul da imensidão…

Hoje em dia o meu destino
Não vive em paz
O balão de papel fino
Já não sobe mais…
O balão da ilusão…
Levou pedra e foi ao chão…