Chao de Giz
Subscribe
Zé Ramalho
Eu desço dessa solidão, espalho coisas sobre um chão de giz
Há meros devaneios tolos a me torturar
Fotografias recortadas em jornais de folhas amiúde
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Disparo balas de canhão, é inútil pois existe um grão vizir
Há tantas violetas velhas sem um colibri
Queria usar quem sabe uma camisa de força ou de vênus
Mas não vão gozar de nós apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom
Introdução
Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar
Meus vinte anos de "boy, that's over, baby" , Freud explica
Não vou me sujar fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo é assunto popular
no mais estou indo embora 3x
No mais…
Quando escutei essa música pela primeira vez amei, mas não consegui interpretá-la. Adorei a interpretação da euniceely.
Quanto ao do didimo, faltou ele explicar a parte “Freud explica”. Até onde sei Freud explica sobre o “Complexo de Édipo”. Talvez o poeta tenha visto no ser amado a imagem de sua mãe… Mas o que vale é a capacidade que temos para imaginar, sentir, perceber, deduzir… e acreditar nisso tudo.Vale aquilo que acreditamos!!
beijos a todos.
Olá, pessoal, cada leitura leva consigo uma compreensão
associada à “leitura de mundo do leitor,anterior a leitura
da palavra”, portanto prefiro acreditar na efemeridade
deste amor impossível, metaforicamente representado pela
risca do giz, que se apaga rapidamente.
Parabéns, Euniceely, pela inteligente interpretação. Não
creio que Zé Ramalho estivesse fazendo uma apologia às dro-
gas, seria se expor demais, embora deva ter se envolvido
com elas. Que importa? Quem somos nós para julgá-lo?
O brilho desta letra retrata o universo musical surrea-
lista da obra de Zé, maior representante do cenário paraibano.
Orgulho-me de ser conterrânea e contemporânea dele.
Comentário feito por ALBANIRA LUCENA – 21 de julho de 2010.
nossa um dia um colega meu oh rodrigo nos estavamos vindo embora de uma chacara ei coloquei meu cel pra passar umas musicas bem na hora passa essa
ai ele me falo qual o significado dela poxa achei muito legal e vim ver msm mas eu adorei ….
NORMAIS: são aqueles que fazem o que dao vontade sem pensar no depois
LOUCOS: são aqueles que pensam demais sao os anormais pq si intimidam ao olhar nu do homen humanidade isso e puro egoismo e locura pois nao tem coragem de mostra quem são de verdade….
Gostei muito da interpretação,essa musica e muito interessante.
só tenho um comentario. essa música quer expressar a afundamento do autor nas drogas. Chão de giz é metaforicamente cocaina!
Na verdade , músicas são caixinhas que guardam sentimentos dentro, para cada pessoa a música expressa um sentimento diferente,pra mim ela significa isso, para outros aquilo, e isso mesmo é o que é o excitante nas músicas. A música é “grande”, qdo permite que se funda com nosso íntimo, essa mesma é a intenção dos autores… por isso, seria antiético taxarmos uma única definição, a música é como qualquer obra de arte, uma pluraridade de sentidos, sentimentos e pontos de vista. è como observar um quadro, uns sentem A e outros B, mas nem por isso o quadro deixa de ser envolvente.
Abraços
gostei da interpretaçao da euniceely. pra mim, esta musica sempre significou muito, mas nunca soue entender seu significado. prefiro entende-la coom uma musica de amor do q como uma ode a cocaina. pra mim, todo mundo q ja sofreu por amor se identifica com a musica.
abraço
Faça um risco risco com um jiz e parecerá uma linha de pó, isso e o que realmente a musica retrata, a sua labuta contra o vicio e ponto final.
Pois é.. eu já comentei essa música faz algum tempinho…
até que enfim, pessoas que bem ou mal tem uma visão que possa ser comparada a minha.. pensei que era só eu! valeu rapaziada.. tá aí o link se alguém quiser ver: http://seqvme.zip.net/arch2009-09-01_2009-09-30.html#2009_09-04_17_54_20-105640901-0
O lindo de Chao de giz, além de sua bela melodia, é a diversidade de interpretações que ela proporciona….se fala de amor por uma mulher mais velha, ou cocaína ou como diz um amigo meu “uma eterna briga com seu próprio eu”, é o que menos importa…é difícil saber o que o poeta pensava naquele momento, naquela época… por isso é diferenciado.
Os mitos e preconceitos não podem tirar o brilho dessa canção pois expressam palavras maiores que nossas palavras, capazes de nos fazer calar….já sileiciei e o importante é ouvir mais uma vez.
Sem querer polemizar: Depois de eu ler a bela interpretação da euniceely, matei minha curiosidade e acredito que ela esteja correta. Mas já perceberam que em qualquer música de qualquer cantor se quisermos, podemos substituir um amor por uma pessoa por cocaína? Se interpretármos dessa forma, qualquer música pode-se falar de cocaína. É muito subjetivo. Tipo “qualquer um que falar de amor, pode estar falando de alguém ou de alguma coisa que ama. Falando de um homem? De uma mulher? de Cocaína?”. Como eu disse, isso é subjetivo demais. Por isso eu fico com o comentário da euniceely. Parabéns, garota. Abraço
Que viagem, Didimo. Nada a ver.
Seria mais convincente você retratar “Chão de giz”
como “Tablado de cocaína”.
“Desço dessa solidão, espalhos acontecimentos da minha vida, sobre um chão de giz” – Para esquecer dos problemas…
“Lembranças ruins de minha vida…
Meros devaneios tolos..a me torturar”
“Fotografias recortadas em jornais de folhas…amiúde”
-O papel da fotografia é mais grosso(serviria como espátula) mais fácil de preparar as carrerinhas da cocaína. Além disso a fotografia lembra os sentimentos de família e com isso o autor transmite problemas familiares por causa do vício…em jornais de
folha seria o papel aonde embrulha a cocaína…Amiúde(frequentemente)”
“Vou te jogar num pano de guardar confetes”
- O pano de guardar confetes é geralmente de cor branca…com isso o “pó”, ficaria “invisível”
ao se guardar nele…E então o ajudando a não encherga-lo e esquecer do vício.
“Disparo todas as minhas forças contra isso…é inútil pois, existe um grão vizir”
- pequena particula da coca…e vizir no dicionário é um fardo que ele terá que carregar por muito tempo.
Porém podemos pensar também que durante o Império Otomano, o GRÃO_VIZIR era a mais alta autoridade depois do sultão.
ou seja…
Ele pode disparar todas as balas de canhão que for, mas existe esse grão de autoridade perante a ele.
“Há tantas violetas velhas sem um colibri”
Colibri é um beija-flor.
Tantas violetas velhas sem seu beija-flor
violetas são lugares onde o beija-flor é acostumado a ir.
Então existe tantas “bocas de drogas” sem um colibri.
Existe muitos viciados que conseguiram superar
e desviar desse caminho sombrio.
“Queria usar quem sabe uma camisa de força ou de Venus”
¬¬ “camisa de venus” era uma banda de rock brasileiro
que fez pouco sucesso e foi ao fim em 1998.
GOSTARIA DE USAR UMA CAMISA DE FORÇA OU OUTRA DROGA QUALQUER.
“Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro”
“Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom”
Se caso o autor tenha alguma recaíca pelo “pó”…não vai
ser para apenas um “teco” e sim vários…
Por isso logo depois uma recaída…
“Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez”
Consome uma grande carreira de cocaína e com isso “cai
a lona” novamente.
“Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar”
-Para sempre foi escravo de tudo isso.
E com isso os vinte anos de BOY dele….se acabou…
E não é mais aquela alegria de quando começou a utilizar
a droga.
“Não vou me sujar fumando apenas um cigarro”
Não vai estragar o período em que ficou “limpo” (sem usar drogas).
se “sujando” para saciar a vontade de um cigarro.
“Quanto ao pano dos confetes já passou meu carnaval”
Passou os momentos alegres…momentos que ele fazia festa
de quanto cheirava sem se preocupar.
“Isso explica porque o sexo é assunto popular”
Claramente porque o sexo é um vício que não é proibido.
E agora “no mais estou indo embora”
-Não quero mais saber desse vício.
Interessante , mas minha análise de Chão de Giz e do Zé é a seguinte :
Chão de Giz diz o que foi preciso ser dito para milhares de pessoas que amam essa música. E continua dizendo. Dia após dia alguém ouve e imagina que essa letra é para si.
Isso acontece com quem já ouviu muitas vezes e com quem ouve pela primeira vez. Acreditem : Todo santo dia isso acontece em algum recanto desse país ou fora dele.
Sobre Zé ? Este cidadão simplesmente é absolutamente necessário no mundo de outras milhares de pessoas. Zé Ramalho é algo inexplicável. Ele é apenas Zé Ramalho. Dispensa qualquer explicação. E quem não entender isso ,não sei o motivo pelo qual está nesse mundo.
Mas ressalto que gostei muito da análise de Chão de Giz.
O que vale aqui não é somente o acerto das análises, mas a prática em si, o exercício do pensar e do sentir sobre as palavras do poeta.
Tudo o que foi dito está perfeito!
Gostei muito das impressões de todos.
Lembro também que a primeira coisa que me veio à cabeça com a idéia de “chão de giz”, foi a da hipinóse causada nas galinhas diante de um risco no chão.
Não creio que o autor tenha pensado nisso, mas me veio à cabeça e achei pertinente para um homem saído de um encantamento. Decartei esta idéia inicial.
Melhor assim:
Apeado dos devaneios da solidão delirante, o poeta pretende guardar as lembranças indesejadas em um recipiente feito para armazenar, temporariamente, objetos que serão descartados durante uma festividade: um carnaval, que já acabou. Um chão falso, um apego tolo.
Mostra, então, que tentou inutilmente lutar, mas foi vencido por poder maior. Diante disso, demonstra que não vai perder tempo, há outras flores velhas precisando de sua atenção e não vale a pena despediçar seu sabor com ela, que quer apenas a vulgaridade, a banalidade popular do sexo, acompanhada de um cigarro ao final. Se for para isso, não lhe resta outra opção senão despedir-se.
Tudo isso com o auxílio das explicações anterior, é claro.
[...] Chao de Giz , letras de Zé Ramalho, biografia de Zé Ramalho, vídeos de Zé Ramalho, discografia d… analisedeletras.com.br/ze-ramalho/chao-de-giz – view page – cached Encontre análises, comentários e interpretações das letras de musicas do seu artista preferido! [...]
mano eu quero acifra nao a historia do zé
Nos somos ouvites, na grande maioria, das belas melodias do rico repertorio musical brasileiro………..HINO NACIONAL, AXE, SERTANEJO…COISA LINDA, CONTAGIANTE, DANÇANTE. E POR AÍ VAI. Pouco se discute sobre nossos grandes poetas, sua obras, musicas…PARABENS A TODOS PALO DEBATE.’
acredito q nem o próprio Zé tenha explicações plausíveis, hoje, p o q sentiu e escreveu naquele momento. Essa questão de escrita é da ordem da subjetividade, da alteridade… fica difícil , é pretencioso esmiuçá-la, pois pertence a um tempo q se foi e q já não é. interpretar ? a si é perigoso e aos outros? basta sentir, imaginar, compreender q não é o mesmo q interpretar. No mais, acho corajosa e oportuna a vontade de nos pronunciarmos a respeito de algo tão singular como um momento de inspiração de um poeta. Colocar em relevância se a letra tem notas alucinógenas ou não, tira o brilho da letra? Não, não é uma apologia ao uso de drogas… a propósito: vc já leu sobre a “mosca azul” do Machado? vista de perto, ela continua Azul? abraços a todos qtos já se manifestaram a respeito do Chão do Zé.
Parabéns a Euniceely pela interpretação, mas concordo com os demais que comentaram que é difícil traduzir o que não só o Zé, como muitos outros “malucos” como o Raulzito, como o Cazuza, como o Renato Russo, como o Roger Waters, como o Belchior, como o Gonzaguinha, como o Djavan (puxa são tantos! ), sentem e pensam. Admiro essa coisa de opniões.
Mas parece que a letra está de fato puxada à questão da depressão causada pela coca, pois o Zé já cheirou muito ( e quem pode dizer que ainda não ), e Chão de giz foi a forma de expressar isso.
E se formos analizar tem letra mais complicada ainda de se interpretar como por exemplo Jardim das Acácias.
Mas valeu a todos. Bom mesmo é viajar nas idéias
Bom, a interpretação esta perfeita, senão, eu descordo somente do chão de giz, que sempre vai ter a dupla interpretação a de foi dada no inicio e a da cocaina, cujo qual ele passou por rpoblemas com drogas, como todos sabem, carnaval, drogas e sexo e um amor q ele tanto queria
abrass
Ze ramalho pa mim sempre será a maior expreção da musica brasileira,
não arrisco interpretar suas letras mas com sertesa, trata-se de um genio á beira da loucura, ou um louco á beira da genialidade.
devo tirar o chapeu para as interpretaçãoes de euneeeli, sabias e traanslucidas .
Desculpe, Isabel. Obrigado pelas suas palavras sobre meus comentários. Um beijo pra vc também.
Obrigadão, Tainah!… Bj pra você.
Gente esta música foi feita por ele na época em que ele largou a cocína …..chão de giz…..fala de sua dependência….de que ele não conseguia largar a sdrogas…. estava sempre acorrentado ….. vai a locaute outra ves…pois el tenta e não cosegue se desvencilhar…devaneios…..não vai se sujar apenas por um cigarro…. eou seja não vale mais a pena …não lva a anada ….ele sempre se sentia só …deprimido…no mais estou indo embora..´seria ele tententando largar a cocaína e deixar o passado…as vezes ele dá a entender que fora um “amor” o q não deixa de ser ua comparação para dependentes químicos …….
Acredito muito no crescimento das pessoas , e análisando as letras sei como temos que aprender
adorooo os comentários e aprendo muito ah!! e sou fã do Sergio ele é muito inteligente!!!!!!!!!! e de muita sensibilidade bjoo Sergio
Gosto desta musica de Zé Ramalho, mas ainda ñ me havia despertado a real intencionalidade dele ao compor esta letra…Ao encontrar este site e vi esta interpretação, vejo o quanto ele é admiravel e feliz em suas composiçoes.
esta musica , ” a interpretação ” fala do que eu vivo hoje
Sempre gostei desta música mais n conseguia interpretá-la mais agora entendi , e fiquei mais interessada ainda por música
Adorei a interpretação de “euniceely”!!
O termo chão de giz, para mim, sempre teve dois significados paradoxais!
* Algo que se apaga fácil… Mas, ao mesmo tempo algo que fica marcado! Eu fico pensando em um chão manchado de giz… Se alguém pisa fica a marca… e se esse alguém continua andando saí deixando marcas nos lugares limpos! Rs! Sempre gostei de pensar assim!
Será que “chão de giz” não pode ser referir a cocaína espalhada sobre uma mesa que se olha em profunda depressão! Sofrimento dor e cocaína?!
frase a frase 4
Há quem veja também aqui uma referência do sexo a ela através do termo
“popular”, que se referiria ao jornal (populares), e ela sempre estava
nos jornais, ele sempre a via neles.
“No mais estou indo
embora”
Bem, aqui é o fechamento. Após sofrer tanto e depois desabafar,
dizendo tudo que pensa a ela na canção, só resta-lhe ir embora.
A explicação
Geral foi dada pelo próprio Zé Ramalho
frase a frase 4
“Não vou me sujar fumando apenas um cigarro”
Ele não vai se sujar
transando apenas mais uma vez com ela, sabendo que nunca passará
disso!
“Quanto ao pano dos confetes, já passou meu
carnaval”
Lembrem-se, eles se conheceram num carnaval. Voltando a falar
das fotos dela, que ele iria jogar num pano de guardar confetes, ele consolida o
fim, dizendo que agora já passou seu carnaval, ou seja, terminou, passou o
momento.
“E isso explica porque o sexo é assunto popular”
Aqui ele
faz um arremate do que parece ter sido apenas o que restou do amor dele por ela
(ou dela por ele): sexo. Por isso o sexo é tão popular, pois só ele é valorizado
- uma constatação amarga para ele, nesse caso.
frase a frase 3
“Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom”
Para que beijá-la,
“gastando o seu batom”
(o seu amor), se ela quer apenas o
sexo?
“Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra
vez”
Novamente ele resolve ir embora, após constatar que é inútil tentar.
Mas, apaixonado como está, vai novamente “à lona” – expressão que
significa ir a nocaute no boxe, mas que também significa a lona do caminhão com
o qual ele foi embora – lembrem-se que ele teve que se mudar de sua residência
para “fugir” desse amor doentio!
“Pra sempre fui acorrentado no
seu calcanhar”
Auto-explicativo, né?! Esse amor que, para sempre, irá
acorrentá-lo, amor inesquecível.
“Meus vinte anos de boy, “that’s
over, baby” , Freud explica”
Ele era bem mais novo que ela. Ele era
um boy, ela era uma dama da sociedade. Freud explica um amor desse (complexo de
édipo, talvez?). Em …
frase a frase 2
“Há tantas violetas velhas sem um colibri”
Aqui ele pega pesado com
ela… há tantas violetas velhas (como ela, bela, mas velha) sem um colibri
(jovem pássaro que a admire). Aqui ele tenta novamente convencê-la
simbolicamente, destacando a sorte dela – violeta velha – poder ter um colibri e
rejeitá-lo.
“Queria usar quem sabe uma camisa de força ou de
vênus”
Bem, aqui é a clara dualidade do sentimento dele. Ao mesmo tempo
que quer usar uma camisa de força, para manter-se distante dela e não sofrer
mais, queria também usar uma camisa de vênus, para transar com ela.
“Mas
não vou gozar de nós apenas um cigarro”
Novamente ele invoca a fugacidade
do amor dela por ele, que o queria apenas para “gozar o tempo de um
cigarro”. Percebe-se o tempo todo que ele sente por ela profundo amor e
tesão, enquanto é correspondido apenas com o tesão, com o gozo que dura o tempo
de se fumar um cigarr…
frase a frase continuando
Devaneios, viagens, a lembrança dela a torturá-lo.
“Fotografias
recortadas de jornais de folhas amiúde”
Outro hábito seu era recortar e
admirar TODAS as fotos dela que saiam nos jornais – lembrem-se, ela era da alta
sociedade, sempre estava nas colunas sociais.
“Eu vou te jogar num pano
de guardar confetes”
Pano de guardar confetes são aqueles balaios ou
sacos típico das costureiras do nordeste, onde elas jogam restos de pano, papel,
etc. Aqui, ele diz que vai jogar as fotos dela fora num pano de guardar
confetes, para não mais ficar olhando-as.
“Disparo balas de canhão, é
inútil pois existe um grão vizir”
Ele tenta ficar com ela de todas as
formas, mas é inútil pois ela é casada com o tal figurão rico.
Zé teve, em sua juventude, um caso duradouro com uma mulher casada, bem mais
velha, da alta sociedade de João Pessoa, na Paraíba. Ambos se conheceram num
Carnaval.
Ele se apaixonou perdidamente por esta mulher, porém ela era casada
com uma pessoa influente da sociedade, e nunca iria largar toda aquela vida por
um “garoto pé rapado” que ela apenas “usava”.
Assim, o caso,
que tomava proporções grandes, foi terminado. Zé ficou arrasado por meses, e
chegou a mudar de bairro, pois morava próximo a ela. E, nesse período de
sofrimento, compôs essa canção. Conhecendo a história, tu consegues perceber a
explicação para cada frase da música, que passo a transcrever:
“Eu desço
dessa solidão, espalho coisas sobre um chão de giz”
Um de seus hábitos,
no sofrimento, era espalhar pelo chão todas as coisas que lembravam o caso dos
dois. O chão de giz também indica a fugacidade do relacionamento, facilmente