Eu não quero mais mentir
Usar espinhos que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu
Dos cegos do castelo me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, o lugar
Pro que eu sou
Eu não quero mais dormir
De olhos abertos me esquenta o sol
Eu não espero que um revólver venha explodir
Na minha testa se anunciou
A pé a fé devagar
Foge o destino do azar
Que restou
E se você puder me olhar
E se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar
Eu vou cuidar, eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Do seu jardim
Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar, e de você e de mim
Eu não quero mais mentir
Usar espinhos que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu
Dos cegos do castelo me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, o lugar
Pro que eu sou
Eu não quero mais dormir
De olhos abertos me esquenta o sol
Eu não espero que um revólver venha explodir
Na minha testa se anunciou
A pé a fé devagar
Foge o destino do azar
Que restou
E se você puder me olhar
E se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar
Eu vou cuidar, eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Do seu jardim
Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar, e de você e de mim
Os Cegos Do Castelo
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Nando Reis
Eu não quero mais mentir
Usar espinhos
Que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno
Que me atraiu
Dos cegos do castelo
Me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, um lugar
Pro que eu sou…
Eu não quero mais dormir
De olhos abertos
Me esquenta o sol
Eu não espero que um revólver
Venha explodir
Na minha testa se anunciou
A pé a fé devagar
Foge o destino do azar
Que restou…
E se você puder me olhar
Se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar…
Eu vou cuidar
Eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Do seu jardim…
Eu vou cuidar
Eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar
E de você e de mim…
Eu não quero mais mentir
Usar espinhos
Que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno
Que me atraiu
Dos cegos do castelo
Me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, um lugar
E pro que eu sou
Oh! Oh! Oh! Oh!…
E se você puder me olhar
Se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar…
Eu vou cuidar
Eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Ah! Ah! Ah! Ah!
Do seu jardim…
Eu vou cuidar
Eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar
E de você e de mim
Oh! De mim!
E você e de mim
E de você e de mim…
Ih! Já comentaram tudo o que eu queria comentar!
Concordo inteiramente com a sua colocação, Suheyla. Com certeza o Nando utilizou como referência (principalmente) a teoria Platoniana para relatar seu drama pessoal. Fico grato pelo esclarecimento.
Excelentes ambas as críticas. Gostaria apenas de acrescentar uma outra visão: a figura dos cegos do castelo pode fazer referência ao ‘mito da caverna’ de Platão. É notório o tom filosófico das letras de Nando Reis, e no trecho : ‘De olhos abertos me esquento ao sol’, há mais uma referência à teoria platoniana.
Oi, Flor. Boa tarde.
Sua análise desta bela letra do Nando Reis tem tudo a ver. No entanto, apenas como crítica construtiva, desejo dar alguns toques. Creio que além desta visão mais global, a letra traz uma posição mais específica que se refere a um possível afastamento das drogas. É sabido que o Nando enfrentou muitos problemas com drogas pesadas e, após vários tratamentos, se limpou. Nesta música ele procura mostrar os danos causados sob a influência das mesmas utilizando imagens: “Eu não quero mais mentir: usar espinhos que só causam dor”… Isso é tão somente o desejo de se livrar da tentação de buscar a sensação de bem-estar (mentira) que uma picada (espinho) nos proporciona. “Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu”… (Idem). “Dos cegos do castelo eu me despeço e vou…” Afinal, quem são os cegos do castelo? Simplesmente são as amigos da “rodada”, que ele considera ainda cegos por não conseguirem “enxergar” o mundo fora das muralhas (castelo) das drogas. E por aí vai. No final ele confessa a uma possível pessoa amada que ele precisa daquele apoio, do aconchego de um lar. E o artista faz questão de enfatizar numa linguagem bem simples e familiar (“vou cuidar do seu jardim”… “cuidarei do seu jantar”) que é na simplicidade de uma estrutura familiar que se encontra força pra fugir das tentações mundanas. Espero que minha análise tenha servido de alguma ajuda. Obrigado.
Acredito que tem a ver com um estado de espirito, desistiu de acreditar que existia um inferno eterno para os seus pecados, mentir enganar fazer sofrer e sim num inferno temporário que se você puder me achar com suas orações será mais fácil me encontrar me despedir e ir.