Os Números

4 comentários

Raul Seixas

Meus amigos essa noite eu tive uma alucinação
Sonhei com um bando de número invadindo o meu sertão
E de tanta coincidência que eu fiz essa canção

-Falar do número um
Falar do número um não é preciso muito estudo,
Só se casa uma vez e foi um Deus que criou tudo,
Uma vida só se vive, só se usa um sobretudo.

-Agora o doze
E só de pensar no doze eu então quase desisto,
São doze meses do ano, doze apóstolos de Cristo,
Doze hora é meio-dia, haja dito e haja visto.

-Agora o sete
Sete dias da semana, sete notas musicais,
Sete cores do arco-íris nas regiões divinais,
E se pintar tanto sete, eu já não agüento mais.

-Dois
E no dois o homem luta entre coisas diferente,
Bem e mal, amor e guerra, preto e branco, bicho e gente
Rico e pobre, claro e escuro, noite e dia, corpo e mente.

-Agora o quatro
E o quatro é importante, quatro ponto cardeal,
Quatro estação do ano, quatro pé tem um animal,
Quatro perna tem a mesa, quatro dia o carnaval.

– Pra encerrar
Eu falei de tanto número, talvez esqueci algum,
Mas as coisas que eu disse não são lá muito comum,
Quem souber que conte outra, ou que fique sem nenhum


4 comments on “Os Números

  1. Ele deixa implícito que pra acreditar que um Deus que criou tudo não é preciso muito estudo e que geralmente as pessoas que acreditam nisso só se casam uma vez e a vida se vive, e não é vivida.

  2. Felipe disse:

    acredito que ele deixa bem explicito sobre números cabalísticos. que são números misticos.

  3. dinho disse:

    e eu achava q era so um xote inocente mesmo, baiao, viva luiz gonzaga!!! turma do jackson do pandeiro…

  4. Adriano disse:

    Olá senhores, há algum tempo tento decifrar esta letra do grande mestre Raul, não demorou muito até que pudesse entender a mensagem por trás da letra, porém está me parece incompleta, ainda falta algo que não consegui entender e Raul deixa isso bem claro no final da música.
    “Eu falei de tanto número, talvez esqueci algum, mas as coisas que eu disse não são lá muito comuns, quem souber que conte outra ou que fique sem nenhum… Quem souber da história que me conte outra… menino (não compreendi essa parte, talvez aqui esteja a resposta) ele chega?”
    Bem vamos começar do inicio
    Meus amigos,
    essa noite
    tive alucinação.
    Sonhei com um bando de números
    invadindo o meu sertão.
    Vi tanta coincidência
    que eu fiz essa canção.
    Depois vamos pensar apenas nos numeros:
    1, 12, 7, 2, 4.
    A sequencia, minha tese se da inicio na sequencia em que os numeros aparecem, e o porque dessa sequencia. Porque não 1, 2, 4, 7, 12 em ordem crescente?
    Então vamos lá, utilizando o Livro da Lei citado em varias músicas do Raul.

    1. Had! A manifestação de Nuit.
    12. Avançai, ó crianças, sob as estrelas, e tomai a vossa plenitude de amor.
    7. Vede! isto é revelado por Aiwass o ministro de Hoor-paar-kraat.
    2. O desvelar da companhia do céu.
    4. Todo número é infinito; não há diferença.

    Ou
    1. Nu! o esconder de Hadit.
    12. Por causa de mim em Ti que tu não conheceste.
    7. Eu sou o Magista e o Exorcista. Eu sou o eixo da roda, e o cubo no círculo. “Vinde a mim” é uma palavra tola: pois sou Eu que vou.
    2. Vinde! todos vós e conhecei o segredo que ainda não foi revelado. Eu, Hadit, sou o complemento de Nu, minha noiva. Eu não sou estendido, e Khabs é o nome de minha Casa.
    4. Ainda assim ela será conhecida e Eu nunca.

    Ou ainda

    1. Abrahadabra; a recompensa de Ra Hoor Khut.
    12. Sacrificai gado, pequeno e grande: depois uma criança.
    7. Eu vos darei uma máquina de guerra.
    2. Há divisão deste lado em direção ao lar; há uma palavra não conhecida. O soletrar é extinto; tudo não é qualquer coisa. Vede! Esperai! Elevai o encantamento de Ra-Hoor-Khuit!
    4. Escolhei vós uma ilha!

    Posso ter escrito uma besteira, porem se alguém se interessar em dar continuidade aqui está até onde eu cheguei, ou não… posso estar só apresentando uma pequena parte, Bem quem souber que conte outra ou que fique sem nenhum.

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