Coisas do Coração

10 comentários

Raul Seixas

Quando o navio finalmente alcançar a terra
E o mastro da nossa bandeira se enterrar no chão
Eu vou poder pegar em sua mão
Falar de coisas que eu não disse ainda não

Coisas do coração!
Coisas do coração!

Quando a gente se tornar rima perfeita
E assim virarmos de repente uma palavra só
Igual a um nó que nunca se desfaz
Famintos um do outro como canibais

Paixão e nada mais!
Paixão e nada mais!

Somos a resposta exata do que a gente perguntou
Entregues num abraço que sufoca o próprio amor
Cada um de nós é o resultado da união
De duas mãos coladas numa mesma oração!

Coisas do coração!
Coisas do coração!


10 comments on “Coisas do Coração

  1. Zem disse:

    O NAVIO SOMOS NÓS, A TERRA FIRME É UM PONTO EM COMUM, ALGO QUE PENSAMOS IGUAL OU CONCORDAMOS.
    SAUDAÇÕES (PEGAR EM SUA MÃO)E SER SINCERO COM VOCÊ POR QUE SEI QUE TEM UM ALIADO.

  2. Íris disse:

    Essa música fala da distância (Quando o navio finalmente alcançar a terra) e da certeza de que dois amores estarão juntos(E o mastro da nossa bandeira se enterrar no chão).
    Fala das promessas para o encontro (Eu vou poder pegar em sua mão Falar de coisas que eu não disse ainda não)
    Essa musica justifica que a saudade e o encontro são coisas do coração.Talvez Raul tivesse retratado um casal impossibilitado de estar juntos. Por que se fosse apenas a distancia de um local a outro ele poderia ter dito tudo de outra maneira. A impossibilidade deve ter sido outra. Amores proibidos momentaneamente(Famintos um do outro como canibais). Prestes a se libertar e estarem juntos.
    Amores que estavam longe e sofrendo em suas situações. Imagino alguém acompanhado de outro e prestes a deixar tudo por amor (Somos a resposta exata do que a gente perguntou).
    Os dois buscavam o amor verdadeiro, que desse sentido e felicidade verdadeira ao coração. Pediram isso a Deus até…(Cada um de nós é o resultado da união
    De duas mãos coladas numa mesma oração!)
    Não pediram pra se apaixonar (Coisas do coração!)

  3. Artur dos Santos disse:

    é essa letra pode abrir caminho para várias interpretações.Uma dela seria exatamente oq vcs disseram acrescentando que: realmente fala de uma paixão que no momento está incompleta, e que quando eles conseguirem se juntar, viveram toda paixão que há entre os dois.”quando a gente se tornar rima perfeita e assim virarmos de repente uma plavra só, igual ao nó que nunca se desfaz, famintos um do outro como canibais”

  4. Marcos Paulo disse:

    Na verdade, o texto possui muitas metáforas que isoladamente não possuem significados concretos e precisos, então para uma correta reflexão da música é preciso relacioná-lo a um significado comum. Logo no início temos “Quando o navio finalmente alcançar a terra / E o mastro da nossa bandeira se enterrar no chão” percebe-se claramente a alusão ao sexo pelo fato de haver a idéia de penetração isso também é evidente em outros trechos: “Quando a gente se tornar rima perfeita / E assim virarmos de repente uma palavra só / Igual a um nó que nunca se desfaz” aqui não temos o mesmo sentido, mas também é relativo ao sexo, ou seja, a perfeita conjunção dos corpos no ato: as metáforas e comparações presentes criam a imagem de unidade e encaixe; além disso, esses versos são reforçados pelo seguinte “Famintos um do outro como canibais” explicitamente há um reforço do que foi dito anteriormente. A quinta estrofe também trata do temo mais traz um novo elemento, a concepção de um novo ser que ocorre com a relação íntima, “Cada um de nós é o resultado da união / De duas mãos coladas numa mesma oração”

  5. Deivid disse:

    As interpretações nº 1 e nº 3, são boas, na minha humilde opinião faltou mencionar apenas uma coisinha, a celebração do casamento, da união propriamente dita … “de duas mãos coladas numa mesma oração…”, mas uma vez retrata o verdadeiro Raul, contraditório, mas perfeito, que o diga A maçã.

  6. CésarBaziqueto disse:

    Gosto muito de Raul Seixas, e ter oportunidades de analisar as letras de suas musicas me anima muito. Achei interessante as analises abaixo, porém, humildemente, descordo das analises que apontam que a musica trata de “sexo”, como a de Marcos Paulo.
    Para mim, nesta letra, Raul falou de sim de “sexo”, porém, “sexo” não foi o tema principal buscado por Raul, ou seja, Raul não fez essa musica para falar somente de sexo. O tema principal é “Amor”, coloco aqui, humildemente, minha analise:
    “Quando o navio finalmente alcançar a terra
    E o mastro da nossa bandeira se enterrar no chão”

    Raul escreve “alcançar/enterrar” e não “alcança/enterra”, para mim é um detalhe importante, pois passa a ideia de algo que nunca havia acontecido, algo esperado e novo. E se é algo novo, é muito mais provável que esteja falando de um amor do que de sexo. “Navio” da ideia de algo que vaga, muitas vezes se perde, enfrenta tempestades, e não tem nada de firme, como um chão, para sustenta-lo. Então ele imagina o dia em que o “Navio finalmente alcançar a terra”, ou seja, o dia em que encontrará a terra firme, a segurança de um lar, um amor que ofereça tudo isso. “Bandeira” é usada para marcar algo que você encontrou e por isso pode tomar como seu, sinal de que encontrou um novo local, que pode se tornar um novo lar!Raul era ciumento, tanto que certa vez, em uma entrevista, afirma que escrever/gravar a musica “A maçã” foi algo extremamente difícil para ele. A marcação da bandeira pode estar revelando um pouquinho desse lado…

    “Eu vou poder pegar em sua mão
    Falar de coisas que eu não disse ainda não”

    Aqui é onde se pode ter certeza de que Raul fala muito mais de amor (ele também fala sobre sexo, mas de forma menor, como veremos adiante).
    O ato de pegar na mão, demostra delicadeza e cuidado com a pessoa amada, e falar “de coisas que eu não disse ainda não” revela mais ainda um profundo e sincero sentimento envolvido! A repetição da frase “Coisas do coração, coisas do coração”, que inclusiva dá o nome à musica, completa essa declaração de amor feita por Raul!!!

    “Quando a gente se tornar rima perfeita
    E assim virarmos de repente uma palavra só
    Igual a um nó que nunca se desfaz
    Famintos um do outro como canibais”

    Aqui ele imagina (e crê nisso) como sua UNIÃO com a amada sera perfeita e feliz: “Rima perfeita” “uma palavra só” “nó que nunca se desfaz”. E quando digo “união”, sim, me refiro também ao sexo, claro, pois uma união de duas pessoas que se amam envolve também sexo, oras! Mas não somente sexo, como afirmam as outras analises! A ideia de que a união a que Raul se refere envolve também sexo fica mais evidente na parte “Famintos um do outro como canibais”, canibais, claro usado como metáfora! E ele esclarece porque em uma musica com o tema “amor” ele também quis incluir e abordar o “sexo”: “Paixão e nada mais! Paixão e nada mais!” Paixão, como disse, envolve tanto emocional como o fisico.

    “Somos a resposta exata do que a gente perguntou
    Entregues num abraço que sufoca o próprio amor”

    Aqui, ele busca reafirmar que tem a certeza de que é amor, e que a amada é aquilo que ele sempre procurou! A amada é o seu porto seguro, onde ele pode descer do navio e construir o seu lar! E afirma que seu amor é tão grande que ultrapassa a ideia de “amor comum” (um amor maior do que o amor dos outros casais, talvez), e talvez ele precise de um novo termo para definir seu sentimentos! Uma definição que particularmente sempre achei muito linda e forte de Raul.

    “Cada um de nós é o resultado da união
    De duas mãos coladas numa mesma oração!”

    Aqui ele venera o amor, que é o responsável (ou pelo menos deveria ser o responsável) pela criação/geração de cada um de nós. o amor une as pessoas com os mesmo ideais e vontades, “mesma oração”, com “oração” ele também pode estar afirmando que o amor é algo divino.

    Raul termina cantando o nome da musica: “coisas do coração! Coisas do coração”. Sinto muita alegria quando ouço essa musica, e particularmente essa frase, que apesar de parecer simples, é muito profunda e forte, afinal, quem pode entender as coisas do coração? Abraços à todos, viva Raul, Viva o eterno Raul Seixas, um grande sábio!

  7. Jorge Tadeu disse:

    Exclusivamente sexo? Não, por favor. Raul nao interpretaria a musica dessa forma quase chorosa se quisesse passar a ideia de lascívia.
    Vindo de Raul, enterrar um mastro em hipótese alguma serviria como analogia ao sexo. É muito raso e sem graça. Isso é coisa de Didi Mocó, do nível de “agasalhar o croquete”. Certamente nao do “estilo Raul”.
    A única exceção é a parte “famintos um do outro feito canibais”. Sexo. Com certeza. Um sexo selvagem, suado e acrobático. Veja como é diferente do vulgar “enterrar o mastro”.

    Com relação à metáfora do navio no primeiro verso, concordo com o comentário número 01. Bela interpretação.

    De um modo geral, a musica é uma declaração aberta de que esta apaixonado. Devo dizer, porém, que os versos “somos a resposta exata do que a gente perguntou” e “entregues num abraço que sufoca o próprio amor” são dificílimos de compreender.
    Primeiro, porque nao consigo vislumbrar uma explicação que me elucide: “que pergunta?”. Somos a resposta exata de qual pergunta?
    A pergunta nao parte só dele, pois “a gente perguntou”. Perguntaram ele e a amada? Pergunta ele, imaginando que esta é uma dúvida comum a todas as pessoas?
    Fico com a segunda opção, porque “cada um de nós é o resultado da união, de duas mãos coladas numa mesma oração”. Isso me aparenta também ser parte da resposta e Nao é direcionada a uma só pessoa. Talvez diga Raul, que somos todos iguais quando se trata de amar, numa ingenuidade e inocência comuns a todos.

    Portanto, Raul esta respondendo a uma pergunta que julga julga incomodar a qualquer um. Algo que tem a ver com agir como criança.

    Mas voltando à busca da pergunta fundamental, que penso ter dado motivação para essa musica.
    Raul Nao se enxergava como uma pessoa normal. Só alguém com muita confiança no intelecto próprio escreveria letras reveladoras do seu subsolo, como ele fazia.
    Imagino que Raul se pegou um dia sofrendo por uma mulher que estava longe. Torcia pra revê-lá o mais breve possível, doendo a dor do amor enquando esperava.
    É a parte do navio. Como um viajante do século XV, ele também estava distante por ocasiões da vida.

    Mas Raul para e pensa: “ate eu? Por que, ora bolas, eu Raul que me julgo tão sagaz, sofrendo de saudades de uma mulher?”….. “POR QUE EU TAMBÉM ME APAIXONO COMO UM TOLO QUALQUER?”

    A resposta? Somos assim mesmo. Tolos apaixonados. Coisas do coracao humano.
    Nao adianta racionalizar. Nao significa ser bobo ou despreparado amar. Nao significa nada alem de paixão, por si só, e nada mais.

    “Entregues num abraço que sufoca o próprio amor”, mostra que o coracao, que sem explicação se apaixona, também destrói sua criação. O coracao te faz amar, te faz querer ficar perto de alguém, mas isso é o que vai servir de razão para que ele Nao queira mais essa paixão. O coracao enjoa, fica sufocado. Quer voltar a estar em primeiro lugar.

    Nao se engane achando que um “nó que nunca se desfaz” daria ideia de longo relacionamento. Acho que o nó é de corpos, do sexo de canibais famintos.

  8. Henrique Miranda disse:

    “Quando o navio finalmente alcançar a terra (quando ele e a mia senhor ficarem juntos)”.
    “E o mastro da nossa bandeira se enterrar no chão (quando ele a mulher estiverem morando juntos)”
    “Eu vou poder pegar em sua mão,(dar carinho a ela, já que se trata de toque)”.
    “Falar de coisas que eu não disse ainda não (resposta: “Quando a gente se tornar rima perfeita
    E assim virarmos de repente uma palavra só
    Igual a um nó que nunca se desfaz”.

    Famintos um do outro como canibais

  9. George Felipe disse:

    Eu discordo do Jorge Tadeu, a música se resume a sexo. Mas o sexo de uma forma não vulgar.

    No mais, não há muito o que se dizer. Afim de saberem do que se trata essa música leiam Metafísica do Amor de Arthur Schopenhauer, filosofo que serviu-lhe de inspiração para outras tantas músicas.

    E no mesmo livro há também o completamento, Metafísica da Morte, que mostra donde veio a Mosca na Sopa, a Canto para minha morte e etc.

  10. Ivanildo Jorge deOliveira Jorge disse:

    Quando confiamos numa pessoa a gente firma nossa bandeira de confiança e temos certeza que teremos ideías iguas!

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