Vários Holofotes

16 comentários

Rappa

Haaaaa heeeee haaaaaa heeeeee
Vários holofotes ligados aqui,
A água do banho já aqueceu,
Crianças correm para fora do campinho
Quem sabe aqui dentro o que acontece sou eu

É o estado de sítio diário e o muro é alto e contém a inchente.
Um limite de arame farpado não acaba com a fome, com a fome da gente.
O chão que trinca o teto infiltrado é risco de alerta ligado
Sinto o medo no espaço apertado é o risco de alerta, de alerta ligado

Vários holofotes ligados aqui,
A água do banho já aqueceu,
Crianças correm para fora do campinho,
Quem sabe aqui dentro o que acontece sou eu

O coração se não pirrite mata me protege dos meus sentimentos
O santo dorme, o santo daime muita coisa de bom que acontece com a gente
O sol deixou de ser paisagem e passou a queimar de repente (2x)

Olho a tv e o rádio ligado, não suportam a imensa gritaria.
Já não há mais, já não há mais,
O barulho lá fora, o barulho lá fora,
Foi selada, foi selada a falsa calmaria.

Águas lavam o chão da evidência
na área mansa ela é testemunha
no silêncio não existe flagrante
foi lavado o asfalto com cunha

águas lavam o chão da evidência
na área mansa ela é testemunha
no silêncio não existe flagrante
foi lavado o asfalto com cunha
Haaaaa heeeee haaaaaa heeeeee

Vários holofotes ligados aqui,
A água do banho já aqueceu,

Refrão (2x)


16 comments on “Vários Holofotes

  1. Diego Chaya disse:

    perfeito

  2. Leonardo disse:

    Fala da realidade vivida na favela, que é bem diferente do que a mídia tenta passar.

    “QUEM SABE O QUE ACONTECE AQUI DENTro SOU EU!”

  3. Julia Beli disse:

    Alguém sabe o que ele quer dizer quando fala Agua do banho ja aqueceu ?? Achei meio sem nexo no meio do contexto…

    • Marta disse:

      Ele ilustra o dia a dia da favela,das comunidades. Vários holofotes (Mídia) a água do banho já aqueceu, crianças correm pra fora do Campinho, quem sabe aqui dentro (da comunidade) o que acontece sou eu.

  4. Jefferson disse:

    “água do banho já aqueceu” – quando chuveiro elétrico era coisa de rico (e ainda é de quem tem condições de pagar por uma conta cara de luz), a água era (e ainda é) fervida no fogo e derramada em um balde para aquecer a água fria.
    “água do banho já aqueceu” e “crianças correm para fora do campinho” simbolizam coisas simples de uma população sem tanto recurso.

    Mas pode-se ter outros significados. “Água do banho já aqueceu” possa ser usada para lavar a calçada cheia de sangue. Ou ainda, “água” possa significar o sangue que será derramado, e o sangue já aqueceu, no calor de uma confusão/tiroteio. Por isso “crianças correm para fora do campinho”.

    “Olho a tv e o rádio ligado, não suportam a imensa gritaria.
    Já não há mais, já não há mais,
    O barulho lá fora, o barulho lá fora,
    Foi selada, foi selada a falsa calmaria.
    Águas lavam o chão da evidência
    na área mansa ela é testemunha
    no silêncio não existe flagrante
    foi lavado o asfalto com cunha”

    Esse trecho é de entendimento mais fácil. Creio que houve tiros e rojões estourando na comunidade, depois de um certo tempo e muitos mortos, ficou-se um silêncio que a morte traz. Lavou-se depois o chão ensanguentado. E o chão é a testemunha, e no silêncio não há mais ações para serem flagradas.

    • wilker disse:

      Essa música trata – se de um lugar para menores infratores que encontra- se em péssimas condições e ambos os adolescentes sofrem abuso de todos os tipos.

      Aonde tem vários holofotes?

  5. Jefferson disse:

    Vários holofotes: luz utilizada por helicópteros para iluminar uma área precisa.

  6. Michel Rootsman disse:

    Esta música forma um cena dentro de minha mente da polícia invadindo a favela enquanto a vida dos moradores estava fluindo normalmente (“Crianças brincando no campinho”, “A água do banho já aqueceu” – alguém aquecendo a água pro banho já que nao tem chuveiro elétrico-.)

    ” Olho a TV e o radio ligado, não suportam a imensa gritaria
    Já não há PAZ, já não há PAZ
    O barulho lá fora, o barulho lá fora,
    Foi selada, foi selada a falsa calmaria.” – Mesmo a TV e o Radio ligado não foram suficientes para abafar o barulho dos tiros e da gritaria das pessoas lá fora e em seguida a falsa calmaria, pois todos se esconderam com medo.

    “Lavam o chão da evidência – Lavam a poça de sangue. “No silencio nao existe flagrante” – Ninguem tem coragem de dizer o que aconteceu com medo.

    Desculpa a brisa aí galera, mas é minha visão desta música. Moh Fyah!

  7. Jefferson disse:

    Na minha opinião, essa música explica a vida dentro de um presídio. As formas que tudo acontece. Os assassinatos internos, o campinho, lá nao ha caguetas, por isso o “No silencio não existe flagrante”
    Que viageeem doidoooo

  8. Pedro disse:

    A primeira vez que escutei essa música foi no Acústico O.B , desde então nem sabia que existia no outro CD. Quando escutei, na hora eu pensei que tinha haver com política e até com o processo do impeachment (“foi lavado o asfalto com cunha”).

    Dai pra frente pensei uma porrada de coisa, mais que não sei se essa foi a real ideia deles.

    Alguns trechos que me fazem pensar ainda mais que a música se encaixa no contexto atual:

    “Águas lavam o chão da evidência
    na área mansa ela é testemunha” (Testemunha = Dilma R. ?)

    “Vários holofotes ligados aqui,” (Me lembra algo de IBOPE,Coletivas de Imprensa)

    “É o estado de sítio diário e o muro é alto e contém a inchente.” (Continha?)

    “Crianças correm para fora do campinho,” (Algo relacionado a Brasília, Políticos)

    Não sei, pode ser que esteja viajando, e que a música realmente retrate a realidade na favela. Mas muita coisa veio na minha cabeça e me lembrou questões políticas.

  9. Bruna disse:

    Que música doida… nunca tinha parado pra imaginar…. mas creio que ele esteja falando da vida dentro de um presídio. Imaginei certinho as cenas na minha cabeça hahhaha

  10. david disse:

    na minha concepção essa musica fala da realidade vivida nas favelas
    realidade essa que a mídia manipula impulsionada por um jogo de interesses políticos visando benefícios próprios
    o resultado disso e a corda arrebentando pra o lado dos mais fracos
    e crianças q já não tem como se divertir diante de tanta violência que acaba em impunidade e por ai vai.e o que eu acho.

    • Primeiramente, a música, segundo varias outras fontes, está diferente em um trecho:
      “Coração, SÍNCOPE RITMADA
      Me protege dos meus sentimentos
      O santo dorme, o santo DAI-ME
      Muita coisa de bom que acontece com a gente”

      Bom, o que minha namorada e eu estávamos analisando aqui, a musica pode tratar de mais de um tema, mas em especial sobre questões climáticas, entre elas o desastre de Mariana-MG.

      “Vários holofotes ligados aqui (…) Quem sabe aqui dentro o que acontece sou eu” – A mídia (“holofotes”) mostra os casos, mas quem sabe o que acontece é só quem está vivendo aquela situação – Ex.: O caso do desastre de Mariana foi amplamente mostrado, não só pela mídia nacional, mas também pela internacional, envolvendo ate celebridades, porém as famílias ainda sofrem com o ocorrido e nada mais é mostrado.

      “É um estado de sítio diário” – Estado de sítio é um estado de exceção, instaurado como uma medida provisória de proteção do Estado, quando este está sob uma determinada ameaça, como uma guerra ou uma calamidade pública.

      “O muro é alto e contém a enchente” – – O muro alto que contia a enchente eminente em Mariana.

      “Um limite de arame farpado”-
      Não acaba com a fome, com a fome da gente” – Questão fora do caso de Mariana: podem estar tratando sobre que uma delimitação marcada com muros e arames farpados não acabam com as necessidades da população carente.

      “Sinto medo no espaço apertado
      É o risco de alerta, de alerta ligado” – Seria sobre a maior probabilidade de assalto, arrastões e atentados em locais com maior concentração de pessoas. Ou também sobre aglomerações comuns nas comunidades carentes.

      “O sol deixou de ser paisagem
      E passou a queimar de repente” – O Sol que outrora era visto como algo belo hoje é associado com a preocupação do aquecimento global.

      “Águas lavam o chão da evidência” – Como se desse a entender que limpando os dejetos da mineradora de Mariana a evidencia do acidente teria sido limpa.

      “Na área mansa ela é testemunha” – A água que leva os dejetos do acidente aos rios e mares, mesmo que distantes, é testemunha do ocorrido.

      “No silêncio não existe flagrante” – Silêncio da mídia dando a falsa impressão que tudo está resolvido.

      “Foi lavado o asfalto com cunha” – “Cunha” objeto angular usado para abrir fendas em materiais como pedra, madeira e, por que não, a lama seca de Mariana.

      … e quem sabe o que acontece lá, são só eles.

      Franciele Colhassi & Léo Bocci

      • Vi agora que a musica é de 2008, antes do acidente de Mariana.
        Porém, em 2007, um acidente muito semelhante aconteceu também em MG. Segue trecho de uma reportagem do site G1:

        “Em 10 de janeiro de 2007 houve o rompimento da barragem São Francisco, na zona rural de Miraí, onde havia concentração de resíduos de bauxita. No entanto, o rompimento causou danos ambientais como inundação de trechos de áreas agricultáveis, mortandade de peixes e desabastecimento de água na vizinha Muriaé, na cidade de Laje do Muriaé (RJ) e nos distritos de Retiro e Comendador Venâncio, em Itaperuna (RJ). Meses antes, a barragem havia apresentado vazamento, mas foi controlado.”

  11. Primeiramente, a música, segundo varias outras fontes, está diferente em um trecho:
    “Coração, SÍNCOPE RITMADA
    Me protege dos meus sentimentos
    O santo dorme, o santo DAI-ME
    Muita coisa de bom que acontece com a gente”

    Bom, o que minha namorada e eu estávamos analisando aqui, a musica pode tratar de mais de um tema, mas em especial sobre questões climáticas, entre elas o desastre de Mariana-MG.

    “Vários holofotes ligados aqui (…) Quem sabe aqui dentro o que acontece sou eu” – A mídia (“holofotes”) mostra os casos, mas quem sabe o que acontece é só quem está vivendo aquela situação – Ex.: O caso do desastre de Mariana foi amplamente mostrado, não só pela mídia nacional, mas também pela internacional, envolvendo ate celebridades, porém as famílias ainda sofrem com o ocorrido e nada mais é mostrado.

    “É um estado de sítio diário” – Estado de sítio é um estado de exceção, instaurado como uma medida provisória de proteção do Estado, quando este está sob uma determinada ameaça, como uma guerra ou uma calamidade pública.

    “O muro é alto e contém a enchente” – – O muro alto que contia a enchente eminente em Mariana.

    “Um limite de arame farpado”-
    Não acaba com a fome, com a fome da gente” – Questão fora do caso de Mariana: podem estar tratando sobre que uma delimitação marcada com muros e arames farpados não acabam com as necessidades da população carente.

    “Sinto medo no espaço apertado
    É o risco de alerta, de alerta ligado” – Seria sobre a maior probabilidade de assalto, arrastões e atentados em locais com maior concentração de pessoas. Ou também sobre aglomerações comuns nas comunidades carentes.

    “O sol deixou de ser paisagem
    E passou a queimar de repente” – O Sol que outrora era visto como algo belo hoje é associado com a preocupação do aquecimento global.

    “Águas lavam o chão da evidência” – Como se desse a entender que limpando os dejetos da mineradora de Mariana a evidencia do acidente teria sido limpa.

    “Na área mansa ela é testemunha” – A água que leva os dejetos do acidente aos rios e mares, mesmo que distantes, é testemunha do ocorrido.

    “No silêncio não existe flagrante” – Silêncio da mídia dando a falsa impressão que tudo está resolvido.

    “Foi lavado o asfalto com cunha” – “Cunha” objeto angular usado para abrir fendas em materiais como pedra, madeira e, por que não, a lama seca de Mariana.

    … e quem sabe o que acontece lá, são só eles.

    Franciele Colhassi & Léo Bocci

  12. Aderbal disse:

    Na verdade essa música “vários holofotes”
    Simboliza o encontro de duas vertentes da arte do paisagismo clássico. Sendo ilustrada na dinâmica presencial de escolas dessa arte. Esse personagem revive momentos lúdicos da sua infância através de representações paralelas paradoxais, bem descritiva entre teoria espiritual e a pratica de cultivar plantas ornamentais. Contudo, leva-se em conta um paralelo entre sua vivência e seus métodos recentes aplicados na Europa Ocidental contemporânea, e por ele aplicada hj.

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