O Salto

37 comentários

Rappa

As ondas de vaidade
Inundaram os vilarejos
E minha casa se foi
Como fome em banquete
Então sentei sobre as ruínas
E as dores como o ferro a brasa e a pele
Ardiam como o fogo dos novos tempos(2x)

E regaram as flores
Do deserto
E regaram as flores
Com chuva de insetos

Mas se você ver
Em seu filho
Uma face sua
E retinas de sorte
E um punhal reinar
Como o brilho do sol
O que farias tu?
Se espatifaria
Ou viveria
O espírito santo

Aos jornais
Eu deixo meu sangue
Como capital,
E às famílias
Um sinal

À corte eu deixo um sinal…

E regaram as flores
Do deserto
E regaram as flores
Com chuva de insetos


37 comments on “O Salto

  1. a f disse:

    Os caprichos humanos inundam, alagam, retiram a vida
    da sociedade, mas não se deve fraquejar ante essa realidade, pois o que farias tu? se espatifaria ou viveria.

  2. Luiz HP disse:

    Essa música é boa. Dá margem a algumas interpretações. A começar pelo título. O salto. Além do signifiacdo recorrente. Salto também pode aludir ao ato de procriar-se. De fato a música faz uma alusão à imagem de um filho, na terceira estrofe.

    A música se inicia com o encadeamento de comparações e metáforas. Na primeira estrofe duas alegorias chamam a atenção. A onda de vaidade invade um vilarejo e deixa a casa em ruínas. A vaidade, algo ilusório, instável, rui a casa que é algo duradouro, que representa o lar, a família; instituições seculares. O eu-lírico sob as ruínas do que era inquebrantável sente a dor; a dor dos novos tempos que arde como fogo, brasa em pele.

    Mas por que a vaidade tomou conta de tudo? A resposta vem no refrão. Eles regaram as flores do deserto com chuva de insetos. Ou seja, a sociedade não fez o seu dever. Regar flores no deserto com chuva de insetos, é uma ilusão. É achar que se está fazendo o seu dever. É o auto-engano. Contudo a vaidade não nos deixa ver esse erro fatal.

    Constatado o fracasso. O eu-poético questiona o leitor. Se o ardil do auto-engado cair e você ver refletido em seu filho, uma face de sua própria personalidade corroída pela vaidade. Afinal o salto, é isso, deixar nossa carga genética na terra. Onde um punhal reina, e só aqueles que tem retina de sorte vêem a realidade como ela é. Ou seja somente os lúcidos, aqueles que não foram corroídos pela vaidade conseguirão enxergar. Daí a pergunta. Se você começasse a enxergar o que faria? Não aguentaria a pressão? Ou viveria o espírito santo? Viver o espírito santo é acreditar em Deus, é o espírito santo que nos prova a existência do todo poderoso. É ele que nos dá a certeza que a vida continuará. Esta é a alternativa que devrá seguir os corajosos.

    E por fim, o eu-poético nos fala o que ele fará. Aos jornais, aos detentores da informação ele deixará o seu sangue, o seu único capital; a seu único estoque de riqueza. Seu filho. Ele é quem estampará as páginas da gazeta tanto para o bem quanto para o mal. E por último, para as famílias e dentro da categoria família, os detentores da visão; o rei (pois em terra de cego quem tem um olho é rei) e sua família ( a corte) ele deixa um sinal. Pode ser o sinal da cruz indicando esperança ou pode ser o sinal de negativo, de total angústia com um mundo que não tem mais jeito.

  3. Luiz Xavier disse:

    Interessante a retórica, concordo em gênero, número e grau.

  4. eduardo disse:

    essa musica relata o sofrimento de um pai de familia que ve seus filhos passando fome e nao podia reverter a situaçao, ai oque faria tu?

  5. hairlf disse:

    E as dores como o ferro a brasa e a pele
    Ardiam como o fogo dos novos tempos oq q ele kis dzr com isso?

  6. cabral rodrigues disse:

    Vejo essa música como o que ocorre todos os anos.. varios mortos inudados(pela sua própia casa ,lama,etc..) no rio de janeiro e em outros lugares.Aqui vou eu,se tiver errado,corrijam-me.

    (As ondas da vaidade,inudaram os vilarejos)Essa metafora usada,seria que as ondas(chuva no caso)pra uns seria a vaidade,pois não afligem e nenhum motivo por moram em areas seguras,assim sendo,as ondas(chuva) sendo adimirada por uns,e os vilarejos seria as favelas,barracos,algo parecido.
    As casas do pobres moradores sumiram como comida na mão de morto de fome( E minha casa se foi como fome em banquete).Ardiam como fogo,pois perdendo sua familia,seria mesma coisa de um alguem(pode ser o governo;subjetivamente)matar no tiro sua familia(fogo do novos tempos)(refrão explico por ultimo).Mas se voçê tiver sorte de viver(retinas de sorte)e só voçê vivesse da sua familia(o que farias tu?)espatifaria ou viveria o espirito santo?
    Essa mortes acaba virando dinheiro,ou seja,nos jornais retratam as mortes das enchentes e venderam muito,por sinal(Aos jornais,deixo o meu sangue como capital).E as Familias um sinal:”eu morri,saias de casa,se não morres tbm”.À corte deixo um sinal:”por favor nos ajudem!”
    E realmente acontece um fato: após todo esse sofrimento ,os fortes heróis brasileiros,reconstuiram(maioria das vezes não)suas casas ,mas sem dinheiro ,sem ajuda do governo,sem nada!(regaram as flores do deserto;tentaria o impossivel para a vida;alem disso regaram com chuvas de insetor que devoraram as flores,insetos,esse mesmo,excluidor dos cortiços dos centros urbanos e,com boa parte, da geração de tudo isso.)

  7. Jessé disse:

    eu entendo que essa música foi inspirada por trechos biblicos Quand diz: as ondas de vaidade inundaram o vilarejo (refere-se a sodama e gomorra)e regaram as flores do deserto com chuvas de inseto (refer-se à chuva de gafanhotos sofrida pelos egipcios na epóca da escravidão)Mas se você ver
    Em seu filho
    Uma face sua
    E retinas de sorte
    E um punhal reinar
    Como o brilho do sol
    O que farias tu?
    Se espatifaria
    Ou viveria
    O espírito santo (refer-se à Abraão que iria sacrificar seu unico filho isaac em obidiência a Deus)Aos jornais
    Eu deixo meu sangue
    Como capital,
    E às famílias
    Um sinal(refere-se ao sangue de Cristo que hoje virou uma máquina de fazer dinheiro por causas das falsas igrejas)

  8. Bom miha interpretação dessa musica foi que na verdade a letra tenta falar sobre o tráfico e o mundo do crime, vou explicar pq:
    “As ondas de vaidade inundaram os vilarejos…” – Aqui ele quer dizer a ação do tráfico que tomou conta das favelas ou seja os “vilarejos”, ondas de vaidade seriam tudo o q o trafico traz dinheiro, poder, jóias, mulheres e etc.., coisas consideradas vaidades pra quem não tem muita coisa.
    “E minha casa se foi como fome em banquete…” – Aqui ele fala sobre os filhos dele que se deixaram levar por essa vida.
    “Então sentei sobre as ruinas e as dores como o ferro a brasa e a pele, ardiam como fogo dos novos tempos…” – Aqui ele ja não sabe mais o q fazer para salvar a familia e se sente cansado (“então sentei sobre as ruinas”) as dores que ele diz traz uma analogia a dor que ele está sentindo com a dor que seria de levar um tiro (“como fogo dos novos tempos”) q é o q mais pode acontecer com alguem no mundo do crime.
    “E regaram as flores do deserto, e regaram as flores com chuvas de insetos…” – Aqui as flores do deserto(que são coisas raras) seriam as crianças e adolescentes de bem, que estariam sendo “regadas” ou sejam criadas com essa “chuva de insetos” ou seja a marginalidade.
    “Mas se vc ver em seu filho, uma face sua, e retinas de sorte…” – Aqui ele traz um pensamento: se vc (pai ou mãe) pudesse enxergar em seus filhos vc msm, enxergar a realidade em que está sem apelo para a fé ou seja “retinas de sorte” segue a musica “E um punhal reinar como o brilho do Sol. O que farias tu?
    Se espatifaria ou viveria o espirito santo” – ou seja numa epoca em que quem tem uma arma é quem manda (um punhal que reina como o brilho do Sol), o que vc faria? vc se espatifaria ou seja entraria nesse mundo e dava razão ao seu filho, ou voce ainda sim ia continuar acreditando na sua fé em tudo o que vc aprendeu como certo (“ou viveria o espirito santo…”)
    “Aos jornais eu deixo meu sangue como capital, e as familias um sinal, a corte eu deixo um sinal.” – Aqui ele fala quando um bandido é morto, aos jornais o sangue (a morte) vira capital (dinheiro), pois os jornais noticiam a todo momento invasões de policiais em favelas com não sei quantos mortos, para as demais familias essas mortes viram um sinal de não deixarem seus filhos embarquarem nessa pois o fim é triste, e a corte (sociedade) o sinal que fica é que está tudo errado, pois se continuar assim a cada dia teremos mais e mais mortes.

    Fantástica letra, as outras interpretações que li aqui fazem sentido, porém achei essa mais coerente com todas as partes da musica espero que gostem.

  9. Thiago Batera disse:

    Assistindo ao clipe, a música passa a fazer todo sentido:

    As ondas de vaidade
    Inundaram os vilarejos

    [No início do governo Collor a poupança rendia cifras altas, todos investiam seu dinheiro na poupança]

    E minha casa se foi
    Como fome em banquete
    Então sentei sobre as ruínas
    E as dores como o ferro a brasa e a pele
    Ardiam como o fogo dos novos tempos(2x)

    [Os “novos tempos” são o impeachment do Collor depois do confisco da poupança, onde muita gente perdeu todo o dinheiro investido, caindo na miséria]

    E regaram as flores
    Do deserto
    E regaram as flores
    Com chuva de insetos

    [Flores no deserto não são comuns, bem como não é comum a prosperidade do brasileiro, e com a precária situação econômica pós-Collor, os insetos foram os políticos da época]

    Mas se você ver
    Em seu filho
    Uma face sua
    E retinas de sorte
    E um punhal reinar
    Como o brilho do sol
    O que farias tu?
    Se espatifaria
    Ou viveria
    O espírito santo

    [Aqui o personagem já faminto, sem emprego e sem casa, encontra-se com seu filho no colo, decidindo se seria melhor sacrificá-lo com um punhal pra aliviar seu sofrimento, como o espírito santo (Abraão sacrificando seu filho pela vontade divina), ou se ele se jogaria do alto do prédio se espatifando no chão junto ao filho]

    Aos jornais
    Eu deixo meu sangue
    Como capital,
    E às famílias
    Um sinal

    À corte eu deixo um sinal…

    [Ao decidir se matar com o filho no colo em virtude da miséria, o personagem tem ciência de que ao menos os jornais irão ganhar dinheiro com a notícia de sua morte tão trágica, e que isso sirva de sinal para que as famílias estejam alertas para não sofrerem a mesma situação, e à corte, ele se refere ao Supremo, Senado e Câmara, que sua morte é um sinal de que se nada for mudado (aprovação do impeachment), esse será o destino de muitos brasileiros]

  10. Tiago disse:

    mto legal as interpretações, acho que por isso que o Rappa sempre vai ser o Rappa, uma letra faz agente pensar em vários assuntos ao mesmo tempo.
    Bom vamos lá para minha humilde interpretação:
    “As ondas de vaidade
    Inundaram os vilarejos
    E minha casa se foi
    Como fome em banquete
    Então sentei sobre as ruínas
    E as dores como o ferro a brasa e a pele
    Ardiam como o fogo dos novos tempos(2x)”
    Um mundo de vaidade, onde não existe o valor de cada um, tudo que ele tem ( nada de bem material) não tem valor para muitos, então ele só pode ficar sentado vendo tudo isso ir embora.

    “E regaram as flores
    Do deserto
    E regaram as flores
    Com chuva de insetos” O governo finge que cuida do povo, mais na verdade quer acabar com os morros e eliminando as “flores do deserto” que existe em meio a tanta violência.
    “Mas se você ver
    Em seu filho
    Uma face sua
    E retinas de sorte
    E um punhal reinar
    Como o brilho do sol
    O que farias tu?
    Se espatifaria
    Ou viveria
    O espírito santo”
    Ele já não aguenta mais, queria se matar, mais pensa em sua família, e se fosse seu filho e ele pensasse assim? O que vc faria sabendo a dor que ele sentiria? Se mataria e deixaria sua alma ir para o inferno ou continuaria sendo alguém honesto vivendo como alguém do bem?

    É masi ou menos oq entendia dessa música, porém depois de ver as interpretações de cada um vi que como todas as musicas do Rappa a letra vai além…

  11. Sandro Dantas disse:

    Achei muito boa a análise do Tiago Batera, acho que é isso mesmo!

  12. abraao disse:

    eu concordo com jessé . essa musica tem uma base profunda na biblia,e só quem a conhece pode realmente entender,quando ele fala Mas se você ver
    Em seu filho
    Uma face sua
    E retinas de sorte
    E um punhal reinar
    Como o brilho do sol
    O que farias tu?
    Se espatifaria
    Ou viveria
    O espírito santo

    é sobre uma das tentaçoes que jesus sofreu por satanas .e “regar as flores do deserto” é uma relaçao com uma das 10 pragas do egito a dos gafanhatos

  13. Evelyni disse:

    é sobre uma das tentaçoes que jesus sofreu por satanas .e “regar as flores do deserto” é uma relaçao com uma das 10 pragas do egito a dos gafanhatos.

    Abraao,voce explicou tudo.
    A letra foi muito bem interpretada.

  14. marcia regina ribas disse:

    Essa música é simplesmente incrivel , aliás como todas as letras do Rappa que se expandem a várias interpretações cmo o própria falcão sempre fala uma banda que atinge todas as classes sociais que mistura tudo… Eu amei as interpretações de todo mundo que comentou , e na minha humildade acredito que tudo aqui coopera para o verdadeiro sentido da música , tem muito de bíblia sim como inspiração, mas principalmente tem muita realidade do povo brasileiro nesta sensacional letra ….salve salve família o RAPPA

  15. Luiz Felipe Marquez disse:

    todos os comentarios sao otimos!!!nao da pra discordar de nenhum.
    vou dar minha opiniao tb (nao to dizendo q é isso mas acho q tb pode ser)
    as ondas de vaidade – Rio de Janeiro cidade maravilhosa q tem forte investimento em uma infraestrutura p q todos achem td muito lindo, bonito e maravilhoso.
    política de vaidade.
    as favelas q se fodam.investimento zero.
    intaum – “as ondas” – as açoes do governo (nao importa se é federal estadual ou municipal, veja apenas os fatos)nao se direcionaram p as favelas, consequencia -“as ondas” da chuva q desce o morro
    e alaga tudo leva embora o maior bem daquele q nao tem qrase nada………..fodeu…fodeu mesmo.
    o cara ja vive numa condiçao subhumana, sem emprego ou ganhando miseria e ainda perde aquilo ou tudo q tinha conquistado com muita dificuldade,
    com muito trabalho e demorou uma vida inteira.
    como fome em banquete – se vc ta com fome na frente de um banquete vc mata ela rapidinho.Como a onda da enxurrada leva um barraco ou mesmo uma casa rapidinho.nao demora 1 minuto.
    a fome q na verdade é um estomago vazio, q quase nao tem comida como um morador q quase nao tem nada, recebe aquilo q deveria ser bom, como a chuva ou a comida (q são dádivas de Deus) como algo prejudicial. Matar a fome com um prato de comida é bom, mas se matar de comer com fome faz mal,é gula, banquete é gula, é desperdício.pra quem mora na favela,receber a agua q cai do ceu é bom, mas se chover muito é ruim.
    o pobre é a fome q recebe a onda d comida.
    a fome é um incômodo, como o favelado é um incômodo para os governantes.
    O Rio é um banquete e a favela é a fome.

    Então sentei sobre as ruínas
    E as dores como o ferro a brasa e a pele
    Ardiam como o fogo dos novos tempos(2x) – meu…imagina a dor de ver q vc nao tem mais nada.nada.e pior…com sua familia na mema.

    E regaram as flores
    Do deserto
    E regaram as flores
    Com chuva de insetos – Flores é a favela, flor no deserto é sobreviver, viver com muita dificuldade, se superar.a cidade é o deserto q nao oferece terreno, clima e suporte para a sustentaçao da flor.
    Chuva de insetos – é a praga da política q devasta a favela por falta de apoio e obriga seus moradores a receberem a chuva como desgraça.

    Mas se você ver
    Em seu filho
    Uma face sua
    E retinas de sorte
    E um punhal reinar
    Como o brilho do sol
    O que farias tu?
    Se espatifaria
    Ou viveria
    O espírito santo – sem nada e sem alternativa a pessoa olha seu filho e pensa “qual futuro ele vai ter?q chance ele terá?nenhuma, vai sofrer ou se tornar um indigente.diante das circunstancias pensa em uma soluçao absurda porem cabível: acabar com todo o sofrimento, tanto do filho como dele proprio.mas lembra daquilo q nunca abandonou: fé.
    mesmo com fé ele se coloca em dúvida.
    Nossa politica incentiva boas pessoas a cometerem insanidades ao levarem elas a situaçoes de extremo desespero!!!

  16. maluna disse:

    so quem conhece a biblia sabe do que ele ta falando!!! todo mundo sabe que ele ve jesus como um orixa.
    quando ele diz:
    As ondas de vaidade
    Inundaram os vilarejos
    E minha casa se foi
    Como fome em banquete
    Então sentei sobre as ruínas
    E as dores como o ferro a brasa e a pele…..
    è uma citaçao a sodoma e gomorra, duas cidades que se corromperam por vaidade e pecado que deus destrui com chuva de fogo. por isso ele diz que se sentou em meio as ruinas, a fala sobre a dor causada pelo ferro e a brasa na pele.
    essa é a primeira estrofe onde cita a ira de Deus.

    A segunda estrofe, ele fala que deus regou as flores do deserto,(as pragas que Deus lançou no egito, segundo o livro de Exodo)com pragas, mais uma vez citando a ira de Deus.

    a terceira estrofe ele fala de Deus ter permetido jesus morrer. No envangelho de mateus, primeiro livro do novo testamento,jesus disse que enviaria o espirito santo para a terra, assim que ele ressuscitasse, e que era preciso que ele morresse, para que isso acontecesse. E deus preferiu que o espirito santo que o seu proprio filho. O autor que dizer, que jesus e uma face de Deus, e mesmo assim, Deus levou-lo a morte, e permitir que isso acontece para iniciar uma revoluçao (a corte eu deixo um sinal, as familias um punhal….). como se a morte de jesus nada mais fosse que um jogo politico, e de interesses.

    maluna

  17. franklee disse:

    muito boa a análise do thiago batera!! me ajudou a emtender bem melhor a música!! sem contar com as outras interpretações q tbm ajudaram!!! salve salve o rappa!!!!

  18. Joao disse:

    bem acredito que dá pra juntar muitas partes do que foi dito.

    na primeira parte:
    “As ondas de vaidade inundaram os vilarejos
    E minha casa se foi como fome em banquete
    Então sentei sobre as ruínas
    E as dores como o ferro e a brasa e a pele
    Ardiam como o fogo dos novos tempos”

    acredito que ele se refere a toda a expansão urbana que acaba devorando as regiões de moradia mais simples(vilarejo, não necessariamente favela), sua casa foi demolida rapidamente “E minha casa se foi como fome em banquete”, sentado sobre as ruínas da sua casa se vem sem futuro e sua dor é descrita “E as dores como o ferro e a brasa e a pele”, sentindo o “fogo dos novos tempos” menção a toda essa expansão e mostrando isso não como um sinal de civilização e sim como maldição, onde entra segunda parte da musica:

    flores do deserto se refere ao seu povo (povo do vilarejo)”raros em meio a um deserto”, “regaram” como dizendo que ajudaram esse povo trazendo toda essa evolução urbana, mas isso se revela mais como uma maldição que como uma ajuda quando diz que “regaram a chuva de inseto” acredito que faz menção a uma das dez pragas (chuva de gafanhotos)

    na parte “Mas se você ver em seu filho
    Uma face sua e retinas de sorte
    E um punhal reinar como o brilho do sol
    O que farias tu?”

    mostra a duvida entre ter esperança em seu filho(próxima geração talvez), ou se matar

    e por final vem a duvida se continua com o sofrimento esperando ir para o céu (viveria o espirito santo), ou se mataria (punhal e a “se espatifaria”)

    concluindo que ele se mata, transformando sua morte em noticia para vender, um exemplo para sua familia (punhal simbolizando o instrumento de morte que é passado para sua familia como quem diz: agora é a sua vez) e á corte (justiça) ele deixa um sinal, uma demonstração que a chuva não é uma benção e sim uma maldição.

  19. Leonardo Messias disse:

    Lendo algumas análises e assistindo o videoclipe, cheguei à essa conclusão sobre a música.

    Essa música é uma obra de arte

    A metáfora da música ocorre na comparação entre a história bíblica (a.C)de Abraão com seu filho, onde ele estava disposto a sacrificá-lo com um punhal para provar sua fé em Deus e o drama de um brasileiro nos tempos atuais também com seu filho nos braços, sendo que ele perdeu tudo que tinha na vida devido à omissão dos políticos do país, e por isso estava disposto a entregar a sua vida e a de seu filho para se livrar do sofrimento.

    “As ondas de vaidade
    Inundaram os vilarejos
    E minha casa se foi
    Como fome em banquete
    Então sentei sobre as ruínas
    E as dores com o ferro e a brasa e a pele
    Ardiam com o fogo dos novos tempos”

    “As ondas de vaidade” – Na verdade é o egocentrismo dos nossos políticos, que somado com a corrupção ”inundam os vilarejos e leva as casas como fome em banquete”, ou seja, de uma forma imperceptível esse egocentrismo atinge a vida das pessoas do país (principalmente as de baixa renda), acaba com as famílias e consequentemente com as casas (principalmente as favelas) rapidamente. É o que ocorreu com o homem que protagoniza o videoclipe; ele perde o emprego, fica sem moradia e precisa de alguma forma cuidar de seu filho.
    “Então sentei sobre as ruínas” – O indivíduo senta e lamenta sua derrota perante o sistema, mesmo sem saber quem é o inimigo.
    “E as dores com o ferro e a brasa e a pele ardiam com o fogo dos novos tempos” – Ele sente as dores de suas perdas causadas pelo sistema, o “fogo dos novos tempos”, onde fica explícita a comparação com o drama de Abraão, que sofreu com o “fogo dos tempos antigos”.

    “E regaram as flores do deserto
    E regaram as flores com chuva de inseto”

    Regar as flores do deserto e com chuva de inseto, é tentar se reerguer através de meios que dão um alívio passageiro (que no caso do clip é a bebida alcoólica), onde ele pensa que está resolvendo o problema, mas na verdade está apenas piorando.

    “Mas se você ver
    Em seu filho
    Uma face sua
    E retinas de sorte
    E um punhal reinar
    Como o brilho do sol
    O que farias tu?
    Se espatifaria
    Ou viveria
    O espírito santo”

    Esse é o ápice poético da música e da metáfora inversa presente nela. Aqui aparece o porquê do nome “O Salto”.
    Depois de todo tragédia que ocorreu na vida, tudo que o indivíduo perdeu, ele pensa em se matar e levar o seu filho junto, mas fica em dúvida porque vê nele “uma face sua e retinas de sorte”, ou seja, vê a chance do filho crescer, driblar as adversidades e se tornar alguém na vida.
    “O punhal reina em sua mão” assim como reinou na mão de Abraão, e “o que farias tu? Se espatifaria” , pularia do edifício com seu filho nos braços (brasileiro)/Não obedeceria a vontade de Deus em matar o filho para provar sua fé (Abraão) “ou viveria o Espírito Santo”, desistia de pular e buscaria uma solução pela fé (Brasileiro)/ Cravaria o punhal no peito do filho obedecendo o desejo de Deus?(Abraão)
    Daí vem “O Salto” e a metáfora inversa. Abraão deu “O Salto da Fé” ao mostrar para Deus que ele seria capaz de matar seu filho para provar sua fé; e o Brasileiro deu “O Salto da Morte” e se espatifou entregando sua vida e a de seu filho para o sistema, para os políticos corruptos, e “aos jornais deixando seu sangue como capital”, para que ganhem dinheiro em cima da tragédia, “à corte deixando um sinal”, mostrando o que aconteceu por causa deles e “às famílias um punhal” para que os próximos escolham entre O Salto da Fé ou o da Morte.

  20. O Salto é o cotidiano de todos nós, o Rappa jamais faria uma música pra poucos intenderem, nos mostra que sempre tem uma saída digna em cada situação, que não precisamos sacrificar nossos filhos, como Deus fez e Abraão ia fazer, somos pecadores, mas temos fé, somos o povo brasileiro, sempre acreditamos que vai da r certo, que vai melhorar, mesmo vendo esses políticos prometerem e não fazerem nada, AS ONDAS DE VAIDADE INUNDARAM O VILAREJO, pra mim traduz que ontem vc estava numa boa, cheio de vaidade, hoje ta na favela ( ruina), tem que ter humildade pra encarar a nova realidade(FOGO DOS NOVOS TEMPOS ),acostumado com o luxo, agora vc ta na merda, MAS QUANDO VC VE EM SEU FILHO UMA FACE SUA, e agora? ESPATIFARIA OU VEVERIA O EXPIRITO SANTO?, faria qualquer coisa ilicita pra ter de volta a sua vida de luxo ou seria exemplo para seu filho e procuraria um emprego?, AOS JORNAIS DEIXO MEU SANGUE COMO CAPITAL( se for assim é porque fez merda), AS FAMÍLIS UM PUNHAL ( o livre arbítrio)E A CORTE UM SINAL ( sinal que as coisas não estão normais, o povo sofrendo,os políticos roubando e a justiça terrena não prende ninguém, só os miseráveis que estão com o fogo e a brasa a pele, REGAR AS FLORES DO DESERTO, REGAR AS FLORES COM CHUVA DE INSETO , é a tentação, perder a fé, quando estamos no fundo do poço, nossos filhos passando fome, chorando, o sujeito pira, dai a necessidade de Fé em Deus, como Moiseis no deserto…acho que é por ai, valeu, viva o Rappa..

  21. hendrix disse:

    vamos tentar analisar por parte:

    Mas se você ver
    Em seu filho
    Uma face sua
    E retinas de sorte
    E um punhal reinar
    Como o brilho do sol
    O que farias tu?
    Se espatifaria
    Ou viveria
    O espírito santo

    (aqui ele fala sobre uma escolha)
    deixar seu filho morrer ou salvar. nesse caso esse filho pode ser o seu o meu filho mais analisando as outras linhas ele esta se referindo “nas entre linhas” o que também passou com Deus ao ver o seu filho na situação na cruz.como? se espatifaria ou viveria o espirito santo(espirito santo=terceira pessoa da trindade)Deus+filho e espirito santo.deus o deixaria morrer(espatifaria) ou salvaria

  22. Zayra Vieira disse:

    Todas as análises são ótimas, mas a do Leonardo Messias clareou como vela na escuridão, o Rappa é demais, curto demais Salve Salve.

  23. Leonardo Messias disse:

    Obrigado, Zayra!
    Aproveito para fazer uma retificação da minha análise:
    No trecho “Regaram as flores do deserto e regaram as flores com chuva de insetos”, na verdade fala sobre a ação dos políticos nas favelas (vilarejos).
    O que existe de bom em uma favela (Flores do deserto) é destruído pelo interesse dos nossos políticos (chuva de insetos).

    Resumindo:
    Flores – Trabalhadores/Favelados
    Deserto – Favela
    Insetos – Políticos

  24. Flávio disse:

    Análise do padrão culto da língua está valendo? Nossa Mãe de Deus! Quanto pseudo-intelectual tem no mundo.

  25. julius disse:

    Puta merda, que letra tosca, não da pra entender nada. Axei que ia entrar e achar a tradução disso, mas só vi um monte de loko tentando decifrar o indecifravel…

  26. Lagarto disse:

    Vai Curinthia! Pro raio que o parta!

  27. willian camargo disse:

    Parabéns leonardo messias !!! …. ótima interpretação … essa mùsica é um enorme protesto !!! ….

  28. lorenzo disse:

    A interpretação (resposta) de Leonardo Messias é ótima. Faltou ele falar que “as ondas devaidade” fala mais especificamente de Fernando Collor, quando ele confiscou as cadernetas de poupança da população. E o titulo da musica fala sobre um pai que saltou de um predio com o filho no colo, qunado soube que seu dinheiro fora pego.

  29. Alberto Roberto disse:

    Eu gostei dos outros comentários. Não vou julgar as interpretações dos outros, já que elas são subjetivas, mas vou deixar a minha também. 🙂

    Eu não consegui interpretar todos os trechos da música. Não interpreti o clip, pois ele pode não falar sobre o que a música fala. Isso acontece às vezes. E me parece que a música toda fala sobre uma situação de perda do que se tinha e estar em muito desespero.

    A parte
    “Mas se você ver em seu filho uma face sua e retinas de sorte e um punhal reinar com o brilho do sol”

    O interlocutor, no inicio da pergunta, mostra que ele viu no filho dele o mesmo destino dele, porém, o filho dele veria a sorte vinda de um punhal. Talvez, uma vida promissora na violência, no crime…

    A parte
    “Se espatifaria ou viveria o espírito santo?”

    Fala sobre se desmoronar (mentalmente) ou fazer como muitos símbolos religiosos, inclusive cristãos, que colocaram suas vidas (se jogarem) no que vier, no devir, no que é providencial, no que a sorte ou o espírito santo traria.
    O que mais me deixa facinado é que o interlocutor faz a pergunta ao ouvinte sobre o que ele faria. Sendo que a maioria das pessoas não sabe o que faria numa situação de extremo desespero.

    Na parte
    “Aos jornais, eu deixo meu sangue como capital e às famílias, um punhal.À corte eu deixo um sinal”

    Aos jornais, o interlocutor, mostra o seu sofrimento (ou a morte) para pagar o aviso que ele deixa à corte de que as famílias já estão cientes do que aconteceu com ele, e isso arma as famílias. Isso é um sinal de algo de ruim que pode acontecer à corte também.

    Pessoal, acabei de ver que a minha interpretação é bem pareceida com as interpretações de outras pessoas. Sei que nas letras do Rappa tem apelos religiosos, mas não para ofender ou altivar as religiões. São apenas referências. Por isso, tentei ser o mais genérico o possível em relação à referência religiosa.

    Abraços e desculpem se houve algum erro gramatical!

  30. Rogger disse:

    Eles ja disseram em estrevista que a musica conta a historia de um homem prejudicado pelo governo collor e que no final acaba cometendo suicidio.
    o nome “O Salto” se refere a historia por tras do seu suicidio que foi um salto de um predio

  31. Felipe Q. disse:

    Muito boa a interpretação do Leonardo Messias, realmente faz sentido. Parabéns

  32. Felipe Q. disse:

    Acredito que o processo de composição dessa música teve inspiração do outro plano, influências além da consciência dos artistas, devido ao simbolismo e as metáforas sutis. Quem analisa as letras dO Rappa superficialmente só vê a ponta do iceberg, não vê a grandeza de músicas bem elaboradas e impactantes.

  33. Daniel DC disse:

    Minha interpretação é a seguinte:

    Essa música conta sobre a criminalidade que cresce em bairros humildes e acabam influenciando nossas crianças para o lado do crime infelizmente:

    “As ondas de vaidade
    Inundaram os vilarejos”

    Vemos que muitos querem ser ricos não importa como, e acabam partindo para o lado do crime para conseguir o que querem, roupas, carros, motos, etc.

    “E minha casa se foi
    Como fome em banquete”

    Esses criminosos acabam tomando conta do bairro, a casa onde você mora acaba sendo alvo de criminosos, sua família acaba sendo ‘devorada’.

    “Então sentei sobre as ruínas
    E as dores como o ferro a brasa e a pele
    Ardiam como o fogo dos novos tempos”

    Você vê tudo acontecendo sem poder fazer nada, sentindo as dores do mundo.

    “E regaram as flores
    Do deserto
    E regaram as flores
    Com chuva de insetos”

    As flores do deserto no caso são as crianças inocentes que são influenciadas por adultos criminosos a entrarem no mundo do crime, no caso as crianças que são flores do deserto são corroídas por chuva de inseto que são os criminosos.

    “Mas se você ver
    Em seu filho
    Uma face sua
    E retinas de sorte
    E um punhal reinar
    Como o brilho do sol
    O que farias tu?
    Se espatifaria
    Ou viveria
    O espírito santo”

    Nesse momento a pessoa se vê em seu filho, deve ele deixar seu filho a própria sorte ou lutar por ele?

    “Aos jornais
    Eu deixo meu sangue
    Como capital,
    E às famílias
    Um sinal
    À corte eu deixo um sinal…”

    Ele deixa como notícia todos sofrimento que tem passado e avisa as outras famílias sobre seu dilema.

  34. Thiago G. disse:

    Faz referência ao governo de Collor, quando este se apossou do dinheiro que os cidadãos haviam guardado no banco, deixando assim, muitas famílias na miséria.

    O clipe da música nos ajuda a entender um pouco mais, na primeira estrofe, por exemplo, o personagem, um operário, é demitido devido à fábrica na qual trabalhava ter sido afetada pelo golpe de Collor, não encontrando outro trabalho, ele não consegue manter junto com sua filha pequena no lugar onde mora, passando então, a morar na rua e viver de esmolas.

    Não restam então, muitas opções aos novos miseráveis e aos seus filhos. Eles podem continuar pobres, ter alguma sorte e conseguir melhorar sua situação ou dar um fim ao sofrimento. E então fica a questão: o que você faria? Desistiria ou teria fé?

    O personagem do clipe, já citado, não mais aguentando sua condição, atira-se de um prédio (daí o título da música) com sua filha no colo, deixando uma notícia com a qual o jornal lucrará e um aviso à sociedade para que escolham melhor seus governantes.

  35. leandro disse:

    Uma analogia entre Jesus (mateus 4) e um operário que pulou do prédio no Governo Collor. No show do Olimpo, tem uma imagem de Jesus na hora da música. Tem um clipe do operário na internet também.

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