Não Perca as Crianças de Vista

8 comentários

Rappa

Pra enxergar o infinito
Debaixo dos meus pés
Não basta olhar de cima
E buscar no escuro, no obscuro
A sombra que me segue todo dia

Deixo quieto
e seguro as páginas dos sonhos que não li
E outra vez não me impeço de dormir

Os jornais não informam mais
E as imagens nunca são tão claras
Como a vida
Vou aliviar a dor e não perder
As crianças de vista

Eo, Eo, Não perca as crianças de vista
Eo, Eo, Não perca as crianças de vista
Eo, Eo, Não perca as crianças de vista

Família, um sonho ter uma família
Família, um sonho de todo dia

Família é quem você escolhe pra viver
Família é quem você escolhe pra você
Não precisa ter conta sanguínea
É preciso ter sempre um pouco mais de sintonia


8 comments on “Não Perca as Crianças de Vista

  1. Diego Garcia disse:

    Eu acredito que ele fala mto sobre o futuro, sobre oq esta para acontecer… que ele tem que procurar no “obscuro”, no inconsciente a solução… os sonhos dele, que são essas imagens, informam muito mais que os jornais e outras coisas, mas ele não presta atenção nisso…
    “Não perder as crianças de vista” significa que ele tem um objetivo de casar e ter filhos, com a pessoa que escolher pra viver…

  2. Wolverine disse:

    A ideia principal da musica no que diz respeito a família, que não é preciso tem nenhum parentesco ou genética para que uma pessoa seja parte de nossa família. O vale q vale mesmo é consideração, o respeito, o afeto que dedicamos a elas pra q se torne parte de Nós.

  3. Juliana disse:

    A ideia base desta música está ligada a família, mas a família da qual escolhemos ou nos escolhem, por exemplo a adoção de crianças. Onde na musica fica em evidência no trecho: ” família, um sonho ter uma família”. Outro enfoque da música é a parcialidade da mídia que faz com que a população seja manipulada e esteja bitolada.

  4. Anderson disse:

    O que vejo ele falar nessa música é que as vezes deixamos de olhar em volta, olhar para os outros, olhar para o mundo e ver o que realmente nos atrapalha ou nos distancia das nossas vontades.
    Deixo quieto e seguro as paginas dos sonhos que não li e outra vez não me impeço de dormir’ Nessa parte ele refere-se a cada sonhos, vontades, escolhas que já deveríamos ter tomado a muito tempo, mas as vezes falta coragem, vontade e etc… Mas mesmo assim deitamos nossas cabeças no travesseiro depois de mais um dia de trabalho e dormimos em paz, com tantas portas abertas, pessoas pra visitar, ligar, menores pra alimentar, sonhos para realizar, enfim… Bom, ‘vou aliviar a dor e não perder a criança de vista’, pode parecer estranho, mas entendo ele dizer ‘vou fumar um’ que alivia a dor e me mantem mais perto da criança que tenho dentro de mim, não permitindo que ela seja perdida de vista. Família, roda de amigos, nossa verdadeira família.

  5. André Blaul disse:

    “Deixo quieto e seguro as páginas dos sonhos que não li E outra vez não me impeço de dormir”
    Na minha interpretação ele quer dizer que deixa de lado todos os sonhos e vontades que ele gostaria de atingir na vida. Todos nós temos sonhos na vida que não alcançamos por algum motivo… e nessa frase acredito que a pessoa aceita não ter atingido esses sonhos e dorme tranquilo.

    “Os jornais não informam mais E as imagens nunca são tão claras Como a vida Vou aliviar a dor e não perder As crianças de vista”
    Aqui ele quer dizer que jornal, tv , mídia não importa mais e que a imagem mais clara é a da sua retina, dos seus olhos, do que você vê na sua vida. E acredito que o que ele quer passar é que a vida não tá fácil pra ninguém, e o que nos resta é aliviar a dor e garantir que as crianças estão bem. Já não tem mais muito o que fazermos para melhorar nossa vida então focamos nas crianças…em não perder elas de vista. Sensacional essa letra…. mostra bem a realidade de muita gente….aliviar a dor e cuidar das crianças…ter esperanças que elas atinjam os seus sonhos.

  6. Márcio Henrique disse:

    Na minha opinião a música fala das crianças que desaparecem todos os dia…(Não perca as crianças de vista), diz também o quanto é importante termos essa simplicidade que só uma criança tem, ser sincera, ser pura e que devemos cuidar melhor de nossas crianças, em fim será o nosso futuro.

  7. Guilherme disse:

    Uma das musicas mais lindas que ja ouvi.
    Minha interpretação é a seguinte:
    “Pra enxergar o infinito
    Debaixo dos meus pés
    Não basta olhar de cima
    E buscar no escuro, no obscuro
    A sombra que me segue todo dia”
    Pra enxergar esse “infinito”, esse futuro, não basta ser esse sujeito crescido. A sombra que segue todo dia, o que ele é o que ele já foi.

    “Deixo quieto
    e seguro as páginas dos sonhos que não li
    E outra vez não me impeço de dormir”
    Aqui ele fala sobre os sonhos de infância, que não se deu mais a atenção na vida adulta, com talvez um pouco de esperança de não se impedir de dormir e consequentemente sonhar.

    “Os jornais não informam mais
    E as imagens nunca são tão claras
    Como a vida
    Vou aliviar a dor e não perder
    As crianças de vista”
    Aqui fala sobre a “interpretação” da vida adulta, que se faz ao acessar jornais, com imagens não tão claras do que é a vida, especialmente ao sonho da criança. Mas tenha foco, não perca as crianças de vista, a de dentro de você e as crianças que estão a viver.

    “Família, um sonho ter uma família
    Família, um sonho de todo dia”
    Continuidade da vida, dos sonhos de cada um, de cada criança.

    “Família é quem você escolhe pra viver
    Família é quem você escolhe pra você
    Não precisa ter conta sanguínea
    É preciso ter sempre um pouco mais de sintonia”
    O que faz uma familia, o que faz os sonhos, tudo que se vive, sua familia é quem você “escolhe”, seus amigos, tudo isso alimenta seus sonhos, criam novos sonhos

  8. Carlos disse:

    Não perca as crianças de vista – O Rappa

    Ai, ai, ai ,ai, tudo bem, tudo arrói

    O início da canção aparenta ser uma sobreposição das vozes interna e externa, respectivamente. Mesmo gritando de dor no íntimo (Ai, ai, ai ,ai), diz também, pesadamente, estar tudo bem, tudo “arrói”. Representa a exigência da sociedade moderna de que precisamos sempre aparentar estarmos bem, pois pouco importa aos outros saber como realmente você está se sentindo, o que se passa com seus sentimentos, qual é a sua verdadeira situação atual. Regra social básica da convivência moderna: vestir sempre a mascara do “está tudo bem” (mesmo agonizando internamente).

    Pra enxergar o infinito
    Debaixo dos meus pés
    Não basta olhar de cima
    E buscar no escuro, no obscuro
    A sombra que me segue todo dia

    Os pés são os instrumentos que utilizamos para caminhar, para ir ao encontro do nosso futuro. Então “o infinito debaixo dos pés” seria justamente esse caminho imenso, a perder de vista, para o qual os nossos passos nos conduzem, nossa jornada existencial. “Olhar de cima”: A altura dos olhos comparada com a dos pés é privilegiada. Como está bem acima, os olhos conseguem alcançar uma distancia muito maior. Porém, é um olhar superficial, distante do solo, onde os pés caminham, e onde as coisas realmente acontecem, onde as dificuldades e dores da caminhada realmente são sentidas. “Buscar no escuro, no obscuro” é uma atitude de alguém que está, ao mesmo tempo, perdido e desesperado, pois procura algo que não consegue ver, nem sequer tem certeza que realmente existe e que está ao seu alcance. Aqui, o escuro/obscuro pode ser entendido como a região ou local onde os olhos não conseguem enxergar. Pode ser assim entendido como a mente (escuro) e a consciência (obscuro), locais que os nossos olhos não conseguem alcançar, e que surgem mais nítidos quando fechamos os olhos e encontramos a “escuridão”. “A sombra que me segue todo dia” é o espectro do que fomos ontem. Hoje somos diferentes do que fomos ontem, e amanhã seremos diferentes do que somos hoje. Esse “eu” que fomos ontem, todavia, não vai embora completamente. Fica nos perseguindo como uma sombra, que sempre surge e nos acompanha assim que aparece o mínimo de luz (reflexão). São as consequências das nossas ações, emoções, pensamentos, dos nossos atos passados. Os resíduos do que fomos ontem. Então, resumidamente a mensagem desse parágrafo seria que, para conseguir ver para onde realmente estamos indo (nosso futuro), os olhos não são um bom instrumento. Tampouco buscar na nossa consciência aquilo que fomos ontem ajudará, pois é como uma sombra, que apesar de não fazer parte de nós, está sempre a nos acompanhar, e surgem sempre que iniciamos uma reflexão. É necessário enxergar “pelos pés”, ou seja, pelo sentimento direto que vem de cada passo que damos. A cada vez que os pés tocam o solo, uma sensação única é percebida. Cada passo pode ser entendido, por exemplo, como cada dia vivido, que sempre é único e cheio de significado próprio. Esse sentimento, essa percepção que vem de cada passo, seria então um modo mais confiável de se enxergar, se perceber, para qual futuro estamos indo.

    Deixo quieto
    e seguro as páginas dos sonhos que não li
    E outra vez não me impeço de dormir

    Existem livros que temos bem guardados (pois temos certeza da importância que possuem) na nossa estante, às vezes por anos, mas que nunca lemos. Em analogia, os sonhos não lidos são os sonhos profundamente guardados na nossa consciência, muitas vezes também por anos (ou até décadas), e que nunca foram examinados nem vivenciados como deveriam. São sonhos que nascem diretamente na nossa consciência, da nossa verdadeira natureza, e não sofrem a influência nefasta das manipulações sociais. São os também chamados “sonhos de criança”. Todavia, permanecem apenas guardados, pois todas as vezes que começamos a leitura deles, percebemos que são completamente incompatíveis com o estilo de vida moderno que vivemos, profundamente ancorado no consumismo e individualismo, nos frustramos e nos vemos forçados a guarda-los novamente nas profundezas da estante da consciência. Esses mesmos sonhos, apesar de guardados, não são inertes, e costumam nos visitar sempre que a mente se acalma um pouco e se afasta do turbilhão de informação que vivenciamos, geralmente nos momentos anteriores ao sono. Essas “visitas” desses sonhos são geralmente incômodas, pois causam uma tremenda confusão mental. Enquanto a nossa rotina diária nos aprofunda cada vez mais em um caminho de “vida moderna”, os “sonhos de criança” nos chamam para um sentido completamente oposto. Um caminho muito diferente, com valores muito diferentes, com liberdade. Para se permitir dormir, é preciso encerrar essa reflexão, muitas vezes com auxílio de remédios ansiolíticos controlados, ou simplesmente ignorando as vozes internas que insistem (sempre que possível) em nos dizer que estamos perdidos de nós mesmos, e que os dias que estamos vivendo não são a tradução do que representa a nossa verdadeira essência.

    Os jornais não informam mais
    E as imagens nunca são tão claras
    Como a vida
    Vou aliviar a dor e não perder
    As crianças de vista

    Ao vivenciar essa dinâmica, dia após dia, se percebe que esses sonhos não lidos nos informam muito mais que os jornais e noticiários da mídia manipuladora. Esses sonhos nos informam sobre nós mesmos, sobre quem realmente somos, nossa verdadeira essência. São notícias sobre nós mesmos, e quando esse encontro consigo próprio acontece, percebemos que as notícias e jornais da mídia não informam, nem nunca informaram, sendo utilizados com o objetivo de nos afastar das nossas reflexões e sonhos (esses sim, fontes de verdadeira informação). Percebemos que essas imagens estampadas diariamente (formando um quadro virtual na nossa mente, guiado pelos jornais e noticiários) são falsas, e que a verdadeira imagem está na retina nos olhos, no olhar diretamente os fatos e formar sua própria opinião, sem interferência externa nenhuma, no vivenciar a vida diretamente, com um raciocínio independente (e não “guiado” pelo cabresto da mídia). Essas imagens falsas subliminarmente nos incitam a crer que somos impotentes para mudar essa realidade truculenta implantada no mundo. Grande mentira que causa profunda dor, mas que é aliviada quando não perdemos a esperança, representada aqui pela imagem de um futuro cheio de crianças, ou seja, nós mesmos nos transformando e nos tornando novamente nas “crianças” que um dia fomos.

    Eo, Eo, Não perca as crianças de vista
    Eo, Eo, Não perca as crianças de vista
    Eo, Eo, Não perca as crianças de vista

    Aqui o refrão repete esse clamor, de não perder essas crianças (que somos nós, em outro estilo de vida) de vista. Lembrar sempre que existe essa criança interior em cada um de nós, esse verdadeiro eu, e que é possível mudar o mundo para que nos tornemos novamente crianças, numa vida simples e feliz, como é a das crianças. Um mundo onde essas crianças possam viver.

    Família, um sonho ter uma família
    Família, um sonho de todo dia

    Novamente aparecem os sonhos de criança, esses sonhos que nos visitam todos os dias, e onde a principal descrição encontrada é que todos nós somos na verdade uma grande família, e que essa família é desejada ser vivida por todos, todos os dias.

    Família é quem você escolhe pra viver
    Família é quem você escolhe pra você
    Não precisa ter conta sanguínea
    É preciso ter sempre um pouco mais de sintonia

    Como mensagem final, a canção descreve que nesse sonho a principal característica dessa grande família (formada por nossas crianças interiores) não são os laços sanguíneos, mas sim as nossas escolhas. Uma escolha individual de que todos somos uma grande família, sendo esse sentimento uma consequência da sintonia natural e universal que existe internamente em estado potencial na consciência de cada um de nós. Uma sintonia equivalente à que ocorre entre as crianças, que naturalmente convivem entre si (apesar dos problemas naturais de convivência) com a inocência e respeito próprios de familiares.

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