Faça o download do App do Análise de Letras para Android! É grátis!


Últimas Análises

A mãe/vó acende a vela para a proteção da vida do filho/neto, única coisa que pode fazer por ele (o desespero de se apegar na fé quando não se tem mais nada, mesmo que muitas vezes seja em vão - Pedidos e preces viram cera quente). A cada vez que ele escapa da morte, ao fim da vela e do sufoco de um tiroteio por exemplo, um alívio - "a molecada corre e corre, ninguém tá triste", vida que segue. Enquanto isso o filho/neto "acende a vela" (alusão a maconha, que assim como a vela acaba fazendo conexão entre esse mundo e o "lado de lá") e acaba morto por isso ("sobe balão para o céu rezado", "vira bucha" pois quem deveria ser pego, não o é - no caso, grandes traficantes). O caminho se torna cada vez mais estreito para aquela família. Enfim, em minha opinião, se trata das vítimas das redes do tráfico e seus confrontos com a polícia.
Acho que não peguei todos os detalhes, mas vamos lá. A primeira estrofe: "Enquanto a voz amena fala de equilíbrio. Um rosto é só um rosto... ", uma mensagem religiosa, que não chama muito a atenção do ouvinte, mas o "enquanto" liga a primeira estrofe com um evento em seguida, a segunda estrofe. "E a tv tira a atenção na hora do culto. hardcore, pois a miséria é um insulto. Motiva a fé do mundo". Alguma coisa muito ruim na tv rouba a atenção do ouvinte, a ponto dele deixar de lado a "voz amena" e o rosto que ele vê, pois o que ele vê é muito forte e motiva mais a fé. A miséria. Na terceira estrofe o ambiente é fúnebre: a melodia, o defunto, a cova, velas e choro. Minha interpretação é que a sensação é de você ver uma criança ou adolescente que morre pro tráfico, onde quando alguém entrevista a mãe, ela não conseguem chorar o filho na frente das cameras, como se já esperasse por esse "castigo" e reprovasse o filho mesmo depois de morto. Algo assombroso, que aparece as vezes nos programas policiais da tv. Algo parecido acontecia no videoclipe de "a minha alma", só que provocava um tumulto. Aqui nem a mãe chora. Na quarta estrofe ele observa que o pai dele não sorrir diante da situação, ainda no contexto religioso o "pai" deve ser Deus-Pai, que não se alegra com a morte do pecador (Ezequiel 33:11), e a conclusão da reflexão, "se os velhos não podem criar suas rugas, o novo já nasce velho", a morte prematura e esperada. É minha opinião.
O lado A e lado B da história do sistema capitalista e a democracia que nunca existirá no mundo. Os sistemas políticos de liderança sempre no prazer da luxúria, e os desfavorecidos e marginalizados morrendo nos becos e ruas da cidade. Tudo é um sonho que nunca será realidade para as comunidades pobres.
Vejo a minha análise "comungar" com a do Big Joe... Muito boa a interpretação.
Primeiramente vou interpretar o monstro invisível com base no que o próprio Falcão explicou: alguém que te prejudica nos serviços dos quais você precisa no cotidiano, mas você nunca sabe quem é, e não adianta reclamar diretamente com as pessoas hierarquicamente inferiores que lhe atendem. "Monstro invisível que comanda a horda Arrasando tudo o que é de praxe" Pois bem, o monstro invisível impõe as regras sobre a horda/manada/população sem ligar para certo ou errado, faz ao seu modo, só seu próprio benefício os demais que se contentem. "Eu tô laje acima, no cerol que traz a vida pra baixo" O autor se vê aparentemente auxiliado por um serviço, quando na verdade está sendo cortado/levando uma rasteira. "Brilhante idéia de uma cabeça nervosa Grafitando um outro muro de raiva Eles já sabiam, mas deixaram a sina guiar a sorte" Pessoas se sentiram lesadas, alguns expressaram sua revolta grafitando (ou pichando) muros. Já sabiam, ou pelo menos presumiam que seriam passados para trás, mas deixaram acontecer. Como deixaram acontecer? Votando errado talvez. "Vejo a minha história com a sua comungar" Vejo que minha história se parece com a sua, passamos pela mesma dificuldade. "Poço lado e sujo, cria do descaso Alimentando folhas em branco e preto Outra epidemia desanima quem convive com medo" O lado sujo da sociedade: corrupção, descaso das autoridades, impunidade, violência, fatores que dão assunto para os jornais (folhas em branco e preto). Uma epidemia, não há quem possa fugir, quem tem medo da violência perde o ânimo, a esperança, gosto pela vida. "Botões e atalhos amplificam a distância" Retrato da tecnologia que evoluiu e ao mesmo tempo afastou as pessoas. "E a preguiça de estar lado a lado veste a armadura Esse é o poder solitário" Consequência disso é o egoísmo assumido pelo ser humano.
u79E
Olha, Para os Católicos a Hóstia é o Corpo de Cristo e também carrega o valor da luta de Cristo na Cruz para salvação contra o mal deste mundo. Não sei se O Rappa quis dizer isso, mas para todos Católicos a Hóstia e a Cruz, significa o escudo para lutar contra tudo que tem de ruim no mundo. Pra mim "Ah, meu escudo é minha Hóstia", fez muito sentido em um ambiente Católico. Muito bem feita a musica!
oiii suavidade?
Goostei muitooo do comentariooo que diz sobre oq a musica faala
conhecer o que as musicas dizem
Uma analogia entre Jesus (mateus 4) e um operário que pulou do prédio no Governo Collor. No show do Olimpo, tem uma imagem de Jesus na hora da música. Tem um clipe do operário na internet também.
Faz referência ao governo de Collor, quando este se apossou do dinheiro que os cidadãos haviam guardado no banco, deixando assim, muitas famílias na miséria. O clipe da música nos ajuda a entender um pouco mais, na primeira estrofe, por exemplo, o personagem, um operário, é demitido devido à fábrica na qual trabalhava ter sido afetada pelo golpe de Collor, não encontrando outro trabalho, ele não consegue manter junto com sua filha pequena no lugar onde mora, passando então, a morar na rua e viver de esmolas. Não restam então, muitas opções aos novos miseráveis e aos seus filhos. Eles podem continuar pobres, ter alguma sorte e conseguir melhorar sua situação ou dar um fim ao sofrimento. E então fica a questão: o que você faria? Desistiria ou teria fé? O personagem do clipe, já citado, não mais aguentando sua condição, atira-se de um prédio (daí o título da música) com sua filha no colo, deixando uma notícia com a qual o jornal lucrará e um aviso à sociedade para que escolham melhor seus governantes.
Refere-se à fé das pessoas que ascendem velas e depois a cera da vela é raspada (tarrada) e usada na brincadeira de crianças para fazer bucha de balão.
A música faz uma crítica ao comodismo da sociedade frente à onda de violência. Quer dizer que as pessoas querem viver em paz, mas aceitam toda a onda de violência que as rodeia calados. “Paz sem voz, não é paz, é medo.” Os brasileiros vivem numa situação de comodidade, em que prefere não se expressar sobre os problemas sociais, pois tem medo de reações violentas. As pessoas de classe média alta montam verdadeiros fortes para ter segurança para se proteger dos marginais que deveriam estar presos, mas não percebem que são elas que estão realmente aprisionados. Com tantas barbaridades acontecendo por todo lugar, preferem simplesmente sentar numa poltrona e assistir o noticiário. Todos se chocam com as notícias e desejam mudanças, mas todos têm medo de admitir seu desejo por uma paz justa.
''Em busca do porrão'' - conta um pouco na música a história de profissionais, religiosos, desamparados, desabrigados que tem dentro de sí um objetivo, um alvo, algum sonho para se realizar. - Já que é a única coisa que não nós tiram... nossos sonhos.Assim o rappa vem trazendo na música diversas frases bem claras e de se análisar como: Nem promessa, nem fita, nem missa A busca do porrão não é missão é uma sina... - Ele quer nós passar a mensagem de várias ocasiões, mas pelo que entendi, ele diz que não adianta rezar, fazer promessas, nem ir a missa aos domingos, mas também temos que ter a atitude de sairmos a procura do objetivo, correr atrás até conquistar. Na parte que ele diz na música. 'A busca do porrão não tem fim, e não faz barulho. - O rappa nós leva a pensar, que por mais que cumprimos um dia nossos objetivos, sempre irá surgir outro. E de que o nosso pensamento não é escutado por ninguém, não é vendido pra ninguém e não é medido esforços pra quem tem fé no (''porrão'' objetivo) de alcançar o que se quer, Como uma pessoa de personalidade forte.