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Últimas Análises

Sou da preferia há muitos anos, já vi muitos acontecimentos de injustiça e desigualdade aqui na minha região que é a zona leste,São Miguel,Guaianazes, Itaim Pta, São Mateus e adjacências.Depois de me identificar vou falar o que acho de Mano Brow e da letra da música O homem na estrada. Ela no primeiro momento vem falando de um homem que teve seu alvará de soltura, mas esse alvará não era uma garantia que ele estaria inserido na sociedade apenas porque cumpriu seu tempo de prisão e saiu de cabeça erguida. A sociedade em que vivemos só se esqueça das sujeiras dos políticos e governantes, tanto é que acabam elegendo sempre os mesmos se esqueçem da sujeira que foram feitas algum tempo atrás.O homem na estrada é o retrado de um homem negro, que além de ser marginalizado pela sua cor da pele é também um alvo facil de ser indentificado como marginal pelas autoridade militares.É iso que acontece na periferia além de morarmos em um lugar isalubre e de grande vulnerabilidade temos que viver vendo nossos companheiros de comunidade serem mortos ou presos muitas vezes injustamente sem podermos fazer nada, porque não temos o direito de expressar nossa indignação perante tanta injustiça e desigualdade racial e social que assola nossa sociedade na periferia.
Como muitos disseram, a música fala sobre ser rico ou pobre, porém (para quem assistiu o video-clipe) nos primeiros momentos o autor fala sobre enriquecer através do crime ou ficar pobre sendo humilde. Mas, o que muitos não percebem é essa frase: "Tudo, tudo, tudo vai, tudo é fase irmão/Logo mais vamo arrebentar no mundão", essa frase explica como é possível obter o sucesso (financeiro) seguindo os seus sonhos, criando "links" com as seguintes frases: "É só questão de tempo, o fim do sofrimento" e "O olhar do parceiro feliz/ De poder comprar/ O azul, o vermelho/ O balcão, o espelho/ O estoque, a modelo./ Não importa/ Dinheiro é puta/ E abre as portas/ pros castelos de areia que quiser". Além disso, Mano Brown menciona o quanto é difícil a vida atualmente nos versos: "Quanto cê paga/ Pra vê sua mãe agora/ E nunca mais ver seu pivete/ Ir embora/ Dá a casa, dá o carro/ Uma glock e uma fal/ Sobe cego de joelho/ Mil e cem degraus" Essa é a minha interpretação da música e, obviamente, A MINHA OPINIÃO.
Primeiramente é bom salientar que esta música foi feita a partir dos relatos de um ex-presidiário do Complexo do Carandiru com relação ao massacre do Carandiru, onde mais de 100 presos foram executados sem dó, num ato cruel, 1992. Fato este que virou até filme. Mano Brown consegue trazer em sua letra o dia-a-dia de um preso, de um cara que "pro Estado é só um número e mais nada". Se você reparar, verá que ele trata do dia antecessor ao massacre (1º de Outubro de 1992), logo após ele fala do dia do massacre ao longo da música, trecho que começa em "Amanheceu com sol, dois de outubro. Tudo funcionando, limpeza, jumbo." Ele transcorre informando a nós, ouvintes, como procedeu os acontecimentos e os sentimentos internos que o eu lírico preso possui. Sobre o tal Fleury, saibam que os trechos procedem sobre o ex-governador de SP Luiz Antônio Fleury Filho, um dos homens que nada fez para mudar aquela situação. Essa situação vai desde "Ladrão sangue bom tem moral na quebrada. Mas pro Estado é só um número, mais nada. Nove pavilhões, sete mil homens. Que custam trezentos reais por mês, cada", até "Ratatatá, caviar e champanhe. Fleury foi almoçar, que se foda a minha mãe! Cachorros assassinos, gás lacrimogêneo…quem mata mais ladrão ganha medalha de prêmio! O ser humano é descartável no Brasil. Como modess usado ou bombril. Cadeia? Claro que o sistema não quis. Esconde o que a novela não diz. Ratatatá! sangue jorra como água. Do ouvido, da boca e nariz." Definitivamente um diário de um detento, finalizado no dia 3 de outubro o dia pós massacre deste sobrevivente.
Mano Brown mostra nesta fantástica música cheia de drama a vivência que é para os habitantes que vivem "da ponte pra cá" (creio que as pontes que ele cita na história podem ser tanto a ponte do Socorro como a ponte João Dias, pontes estas que separam o lado pobre do lado mais favorecido. Além disso, o mesmo faz uma alusão da ponte como um território, um campo onde tudo é diferente do que você já viu). Ele brinda o que vale pra quem mora na sua quebrada que é mulher, um carro amigos e muito som. Além do clima predominantemente frio (que faz com que Brown ache normal mas ao mesmo tempo difícil), a fogueira na rua os aquece em meio às dificuldades. Na parte "não adianta querer ser tem que ter para trocar,o mundo é diferente da ponte pra cá", ele cita que a pessoa que quiser trocar uma palavra ou até uns tiros tem que ter naipe, tem que ser igual aos caras da quebradas do onde mora. Enfim, citei aqui algumas partes que mostram perfeitamente o que muitos daqui desta região desfavorecida e pouca olhada por parte do Estado no que diz respeito a investimento e dignidade observa em nosso cotidiano, nesta selva de pedra que é nossa cidade.
Hey, São paulo, Terra de arranha-céu, A garoa rasga a carne, É a torre de babel, Famíla brasileira, Dois contra o mundo, Mãe solteira, De um promissor, Vagabundo. Significa que embora a cidade tenha muita gente (terra de arranha-ceu), o clima(referencia a ser a terra da garoa), o ambiente da cidade é que vc não vai ser bem tratado, vai ser maltratado (psicologicamente), pois, cada um defende seus interesses e não se unem (Torre de Babel, citação bíblica onde cada um falava uma língua e as pessoas não se entendiam). Por ser mãe solteira (que era imensamente discriminada pelo sociedade), carregando seu filho sem pai, não teria como dar educação para o filho (pois teria que trabalhar ou cuidar da criança). E por não ter os ensinamentos da mãe, ficaria muito tempo na rua aprendendo ou mesmo ouvindo historias de que é melhor roubar pra conseguir ser alguem(promissor vagabundo)
Hey, São paulo, Terra de arranha-céu, A garoa rasga a carne, É a torre de babel, Quero entender essa parte.
morte no escadão
Análise da música Negro Drama
"A alma guarda o que a mente tenta esquecer". A oraçao expressa que há coisas ruins que marcam. Por mais que a cabeça da pessoa tente esquecer de um fato, ele fica gravado pra sempre na vida dela.
É claro que ele ta falando de lágrimas...cabe em um olho e pesa uma tonelada, tem sabor de mar, pode ser discreta, inquilina da dor, morada predileta., na calada ela vem, refém da vingança, irmã do desespero, rival da esperança, pode ser causada por vermes e mundanas ou pelo espinho da flor, cruel que vc ama. E também da falsidade...
f3vg
O tema dessa música é o dinheiro e até onde vc iria por ele,os versos que se contradizem na musica inteira,quase como uma discussão interior evidenciam a duvida,entre viver honestamente e ser pobre ou ter muito dinheiro através do crime.
Vou dizer o que os outros não disseram, muitos acham que o crack é algo recente mas os Racionais retrataram o tema nessa musica que foi lançada em 98, fica explicito no trecho "Ei Brown, sai fora nem vai, nem cola Não vale a pena dar idéia nesses tipo aí Ontem à noite eu vi na beira do asfalto Tragando a morte, soprando a vida pro alto Ó os cara só a pó, pele o osso No fundo do poço, mó flagrante no bolso" E alerta os prejuízos do uso excessivo não só do crack mas de outras drogas como cocaína e álcool; a seguir ele diz como a pessoa era 9 anos antes e após ele descreve como ele viu a mesma pessoa recentemente, retratando de forma sensacional o que é visto na realidade. "Faz uns nove anos Tem uns quinze dias atrás eu vi o mano Cê tem que vê pedindo cigarro pros tiozinho no ponto dente tudo zoado bolso sem nenhum conto O cara cheira mal as tia sente medo Muito louco de sei lá o quê logo cedo Agora não oferece mais perigo Viciado, doente, fudido: inofensivo". Faz uns nove anos Tem uns quinze dias atrás eu vi o mano Cê tem que vê pedindo cigarro pros tiozinho no ponto dente tudo zoado bolso sem nenhum conto O cara cheira mal as tia sente medo Muito louco de sei lá o quê logo cedo Agora não oferece mais perigo Viciado, doente, fudido: inofensivo
num sei mano acho que fala da realidade da favela mano do mundo do crime entende ?
O poema inicial da música Jesus Chorou reflete o estado de pensamento do homem moderno dentro de diversas perspectivas, tais como: poder, frustração, medo, reconhecimento, etc. Uma das maiores observações que podemos fazer desta música é na frase "se o barato é louco e o processo é lento, no momento, deixa eu caminhar contra o vento, do que adianta eu ser durão e o coração ser vulnerável, o vento não, ele é suave, mas é frio e implacável" diz-nos sobre a farsa implantada em nossas mentes sobre o "querer é poder", sobre o poder que a nossa cultura faz-nos pensar que temos, para que nós não sintamos o nosso verdadeiro estado social e mental: o estado do fraco, oprimido e frustrado. Pois esses, meus colegas, é o estado do homem moderno, que está submetido às sutis linhas daqueles que manipulam a sociadade e que usam o sistema político e econômico como meio.