Uma brasileira

13 comentários

Paralamas Do Sucesso

Rodas em sol, trovas em dó
Uma brasileira, ô
Uma forma inteira, ô
You, you, you

Nada demais
Nada através
Uma légua e meia, ô
Uma brasa incendeia, ô
You, you, you

Deixa o sal no mar
Deixe tocar aquela canção
One more time

Tatibitate
Trate-me, trate
Como um candeeiro, ô
Somos do interior do milho

E esse ão de são
Hei de cantar naquela canção
One more time

Nada demais
Nada através
Uma légua e meia, ô
Uma brasa incendeia, ô
You, you, you

E esse ão de são
Hei de cantar naquela canção
One more time…


13 comments on “Uma brasileira

  1. Roberto Melanez disse:

    A letra dessa música, a exemplo do que ocorre em Açaí do Djavan, não possui um sentido textual. Sua construção foi baseada na sonoridade das palavras. em um aentrevista, o herbert afirmou que ia anotando e transformando em palavras o cantarolar do Carlinhos Brown.

  2. (Rodas em sol, trovas em dó /Uma brasileira, ô / Uma forma inteira, ô /You, you, you)
    No primeiro verso ele quer dizer que ela é como música pra ele, citando notas musicais, trovas e rodas de dança. Também faz-se uma alusão ao interior e às cantigas. Logo em seguida ele cita que ela é apenas uma brasileira e logo depois afirma que ela é completa pra ele, uma forma inteira. E então ele diz quem ela é: you, you you (três vezes porque ela é as três coisas).

    (Nada demais /Nada através / Uma légua e meia, ô / Uma brasa incendeia, ô / You, you, you)
    Depois de afirmar que ela é completa, ele diz que ela não é nada demais, e não tem nada além do que as outras têm. Porém mesmo distante (uma légua e meia) é ela quem o faz incendiar. Novamente é feita a alusão ao interior -talvez sertão.

    Deixa o sal no mar/ deixe tocar aquela canção / one more time
    Nessa estrofe o eu-lírico pede para que ela deixe cada coisa em seu lugar, daí a metáfora o sal no mar. E depois faz outra metáfora referindo-se ao relacionamento dele com a pretendente como uma canção. Ele pede mais uma chance, mesmo estando longe.

    (Tatibitate / Trate-me, trate / Como um candeeiro, ô / Somos do interior do milho)
    Tatibitate é a forma como se fala com recém nascidos, e tatibitate é um tatibitate do verso seguinte (trate-me trate). Aí Herbert Vianna utilizou um jogo de palavras. Ele pede com carinho para que ela o veja novamente como a luz da vida dela e termina insinuando que os dois são pobres, pois a espiga é a parte rejeitada do milho.

    (E esse ão de são / Hei de cantar naquela canção / One more time)
    O ão de são é o fim da história, e no verso seguinte ele faz o aviso de que o relacionamento deles continuará mais uma vez.

  3. Sérgio Soeiro disse:

    Thiago,
    Com todo respeito à sua análise, me permita discordar da mesma. Essa letra nem é do Herbert. É do Carlinhos Brown. Na verdade não há o que interpretar nessa música. Trata-se de uma brincadeira dos músicos e não quer dizer absolutamente nada. Bom, a não ser que seja feito um imenso estudo psicológico “em busca das razões que levaram os músicos a bla, bla, bla”…
    Enfim, os Paralamas fizeram uma melodia bem animadinha, aí o Carlinhos saiu colocando frases soltas, sem nenhuma ligação entre sí, mas que “coubessem” no andamento musical. Gostaram do resultado e gravaram. Simples assim.
    Abraço.

  4. canção do sal disse:

    Preciso da interpretação para trabalhar com meus alunos

  5. Egidio disse:

    essa musica como disse o colega ai em cima foi uma lombra do brown, hebert corria atras anotando o que ele cantava, não tem sentido. cara que tentou faze a anilse viajou mais do que brown.

  6. Gozart disse:

    Não concebo que a parte rejeitada do milho seja a espiga, mas bem a casca.

  7. Joy disse:

    Quando um compositor escreve uma canção dificilmente ele joga palavras ao vento sem um sentido especial.
    É impossível fazer uma canção tão bela e repleta de coesão sem que o compositor se preocupe em dar sentido a letra, por mais que tenha sido uma brincadeira.
    Concordo com o Thiago em sua análise muito bem elaborada sobre a música.

  8. José Roberto de Sá disse:

    A interpretação, ou melhor a análise é ótima, assim como é a letra da música. A questão da espiga está corretíssimo.

  9. Hugo Vinicius Ramos Simões disse:

    Belíssima música, porém nunca entendi o quis dizer, à análise do carinha aí acima foi muito boa, conseguiu dar um verdadeiro sentido a música que me parecia sem sentido, só não sei se realmente era isso que os Paralamas quiseram dizer.

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