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se algum dia eu souber que você vai deixar
meu coração, que é todo seu, em busca de outro amor
não serei mais feliz
porque você não quis
depois serei, como fui seu,
da minha dor

se a dor depois, por ingratidão, também me deixar
eu hei de chorar, com muita razão, por não ser feliz
e hei de dizer a quem perguntar: prefiro morrer
do que serve viver
se a dor que sofria também não me quis

se me perguntarem a causa da dor e dos meus queixumes
eu terei ciúmes
não responderei, sentindo depois
e mesmo sofrendo a causa da dor
guardarei comigo, em meu peito amigo
e pode voltar rapaz – entre nós dois

Quem me vê sorrindo
Pensa que estou alegre
O meu sorriso
É por consolação
Porque sei conter
Para ninguêm ver
O pranto do meu coração

O pranto que eu verti por este amor
Talvez
Não compreendeste
E se eu disser, não crês
Depois de derramado
Ainda soluçando
Tornei-me alegre
Estou cantando

Compreendi o erro
De toda a humanidade
Uns choram por prazer
E outros com saudades
Jurei e a minha jura
Jamais eu quebrarei
E todo o pranto esconderei.

Não me deixaste ir ao samba em Mangueira
e tu saiste pra brincar no candomblé
agora espero que tu me mandes embora
amor tão rude
meu coração não faz fé

eu não te deixo ir ao samba em Mangueira
principalmente lá na casa do Arthurzinho
eu tenho medo que tu fiques por lá
porque a tropa toda sabe brincar direitinho

Refrão: (x2)
jurar é mentir, jurar é fingir, jurar é pecado
e eu posso afirmar porque me juraram um amor sagrado
depois que entreguei o meu coração, tão quente, na jura
a mesma criatura jurou não ter jurado

não sei como pode ainda existir quem jura mentindo
a chorar fingindo que o tal juramento que faz é sincero
jurar eu não quero
mas se eu regesse as leis do senhor
condenava e matava quem faz e não cumpre as tais juras de amor

Refrão (x2)

já me arrependo de ter condenado a quem me jurou
e que depois chorou
fingindo verter o pranto sentido
já tinha esquecido que a uma pessoa eu também jurei
e foi mentira jura
foi falsa e impura
porque nunca amei

Refrão:
Que harmonia lá em Mangueira
que dá prazer para se brincar
o Laudilino no seu cavaco fazendo coisas de admirar

e de repente com algum enredo que até causa sensação
o Armandinho chega de flauta, Alívio sola no violão

Refrão

na nossa frente tem Angenor, José da Lucha, tem Batelão
e o reco-reco toca sozinho
a tropa toda bate na mão

Refrão

falta Otávio, que eu não falei
falta Aristides, falta Marquinhos
falta Simão na mesa de umbanda
falta Pedrinho no tamborim

Refrão

canta no couro Carlos Cachaça
fazendo voz pro Expedito
pra terminar essa folia o Marcelino dá um apito

Foste tu cruelmente a causa crescente do meu padecer
me levaste ao fim
hoje passas por mim fingindo não me ver

quem pratica a bondade recebe falsidade de quem não merece
quem bate nunca se lembra, mas também quem apanha nunca se esquece

Foste tu cruelmente a causa crescente do meu padecer
me levaste ao fim
hoje passas por mim fingindo não me ver

se eu depois melhorar então podes voltar
precisando outra vez
quem já fez uma faz duas
e não é muito difícil fazer as três

Contigo eu quero comparar o céu, lindo céu,
em noite linda, em noite de luar
porque em ti tudo é luz,
que resplende muito mais do que as terciárias estrelas de Jesus
amor, quando sorriso eu vejo, doces lábios de pérolas, como se fossem anjos protegendo teu beijo
daí, nascida a inspiração formam tantos castelos, poemas, versos, queros, na imaginação
pudesse com ela o sol viver
perdão senhor meu Deus, meu Deus, meu Deus
talvez inveja causaria, aos anjos de Maria, aos próprios anjos seus, meu Deus
perdão se blasfemo senhor, confesso-te temor nestes gritos profundos
mas não, não posso esquecê-la
eu quero um dia tê-la para viver entre dois mundos

Cabrocha, nunca foste rainha
Nem nunca te inscreveram
Em concurso de beleza como miss
Mas do samba brasileiro
Tens que ser a imperatriz
Coroada no estrangeiro

O amor que nasce no carnaval
Nao faz mal a ninguém
É alimentado com sorrisos
Barulhos de guizos
E valor nao tem
Passo estes tres dias infernais
Desaparece as fantasias
E tambem desaparece
Aquele amor
Que nasceu nos tres dias
E depois só se conhece
Por acaso quem chamou
Pelos cantares brejeiros
Dancares maneiros
Que nos ensinou

Alvorada lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo
Alvorada

Você também me lembra a alvorada
Quando chega iluminando
Meus caminhos tão sem vida
E o que me resta é bem pouco
Ou quase nada, do que ir assim, vagando
Nesta estrada perdida.

Menininha quando dorme
Põe a mão no coração
Mas depois pões mais pra baixo
E não tira mais não

Aos 14, 15 anos ainda não sabe o que quer
Só precisa encontrar alguém, que lhe faça mulher
A mamãe se preocupa, o papai não quer saber
O babaca nem notou, que a filinha vai crescer

Bonitinho, gostosinha,
Bundudinha igual
A galera nem da bola,
Chega junto e “cai de pau”

Mas se pinta sensura
Já entro em uma “robada”
Esta zoando, arretando
Só pra ver que não da nada

Aha ninfetinha, dá um tempo e sai pra lá
Aha nifetinha, quer ir, mas não quer dar
Aha ninfetinha, dá um tempo e sai pra lá
Uhu! A ninfetinha

Quando chega na cidade, ela quer ser debutante
Só pra confimar o papel, de babaquinha praticante
Faz piano e faz balé, faz inglês a coitadinha
Ela é culta ao capricho, lâ a revista “Da gatinha”

É o orgulho da mamãe, é a filhota do papi
Já anda pela rua, de saltinho que não cai
E tem sempre um otário, adivinha o que ele é?
É o namorado dela, ele não é rico, mas não anda à pé

Anda pra cima e pra baixo com a caranga
Porque sabe que com ela, vai morrer só dando banda

Aha ninfetinha, dá um tempo e sai pra lá
Aha nifetinha, quer ir, mas não quer dar
Aha ninfetinha, dá um tempo e sai pra lá
Uhu! A ninfetinha

Pode ser feinha, pode ter a perna torta
É só ter uma graninha que a galera nem se importa
O que mais me indigna, é a sua inocência
Não desgruda daquele filme, e me torra a paciência

Ela é cheia de frescura, garotinha mimada
O negócio é da uma bomba, na primeira palhaçada
Tem sempre uma coitada que nasceu pra ser pentelha
Que só ouve musiquinha do Rosseti

Não faz nada, não faz nada,vou entrar numa saída
O que eu quero é ver você sacudindo com a batida

Aha ninfetinha, dá um tempo e sai pra lá
Aha nifetinha, quer ir, mas não quer dar
Aha ninfetinha, dá um tempo e sai pra lá
Uhu! A ninfetinha é afim, mas não quer dar (4x)

Eu acredito no bem e no mal
Eu acredito no imposto predial
Eu acredito, eu acredito

Eu acredito nos livros da estante
Eu acredito em Flávio Cavalcante
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor neste mundo nunca mais

Eu acredito no seu ponto de vista
Eu acredito no partido trabalhista
Eu acredito, eu acredito

Eu acredito em toda essa cascata
Eu acredito no beijo do papa
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor neste mundo nunca mais

eu acredito em quem anda com fé
Eu acredito em Xuxa e em Pelé
Eu acredito, eu acredito

Eu acredito na escada pro sucesso
Eu acredito na ordem e no progresso
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor neste mundo nunca mais

Eu acredito que o amor atrai
Eu acredito em mamãe e papai
Eu acredito, eu acredito

Eu acredito no Cristo que padece
Eu acredito no INPS
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor neste mundo nunca mais

Eu acredito no milagre que não vem
Eu acredito nos homens de bem
Eu acredito, eu acredito

Eu acredito nas boas intenções
Mais este papo ja encheu os meus culhões
Eu não acredito, eu não acredito

Eu nunca tive nada
Com Joana Darc
Nós só nos encontramos
Prá passear no parque…

Ela me falou
Dos seus dias de glória
E do que não está escrito
Lá nos livros de história…

Que ficava excitada
Quando pegava na lança
E do beijo que deu
Na rainha da França…

Agora todos pensam
Que fui eu que a cremei
Mas eu não sou piromaníaco
Eu juro que não sei…

Ontem eu nem a vi
Sei que não tenho um álibi
Mas eu!
Eu não matei
Joana Darc…(2x)

Eu nunca tive
Nada, nada, nada
Com Joana Darc
Nós só nos encontramos
Prá passear no parque…

Ela me falou
Que andava ouvindo vozes
Que prá conseguir dormir
Sempre tomava algumas doses…

Uma rede internacional
Iludiu aquela menina
Prometendo a todo custo
Transformá-la em heroína…

Agora eu tô entregue
À CIA e à KGB
Eles querem que eu confesse
Mas eu nem sei o quê…

Ontem eu nem a vi
Sei que não tenho um álibi
Mas eu!
Eu não matei
Joana Darc…(2x)

Eu não matei
Joana Darc…(2x)

Ontem eu nem a vi
Sei q’eu não tenho um álibi
Mas eu!
Eu não matei
Joana Darc…(2x)

Não!
Não fui eu!
Não, não, não!
Não fui eu!
Não!
Não fui eu!
Não, não, não!

Ontem eu nem a vi
Sei q’eu não tenho um álibi
Mas eu!
Eu não matei
Joana Darc…(2x)

Eles lhe fodem se você vai trabalhar
Eles lhe fodem quando querem seu lugar
Eles lhe fodem se você é um campeão
Eles lhe fodem se você é um cuzão

Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido

Eles lhe fodem quando você é uma gostosa
Eles lhe fodem quando você é gulosa
Eles lhe fodem se você fica calado
Eles lhe fodem quando estão do seu lado

Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido

Eles lhe fodem quando você marca touca
Eles lhe fodem se você é bicha e louca
Eles lhe fodem quando você contra ataca
Eles lhe fodem se você é um babaca

Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido

Eles lhe fodem se você é um negão
Eles lhe fodem baby se você é um mulherão
Eles lhe fodem se você é japonês
Eles lhe fodem quando chega o fim do mês…

Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido

Eles lhe fodem se você é dedo-duro
Eles lhe fodem quando você pula o muro
Ah! eles lhe fodem se você é um valentão
Eles lhe fodem quando você tem razão

Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido

Eles lhe fodem quando você vai votar
Eles lhe fodem se você vai acreditar
Eles lhe fodem quando a coisa fica preta
Eles lhe fodem e não é na buceta

Mas esse caminho é tão comprido, oh yeah!
Todo mundo tá fudido
Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido
Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido
Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido
Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido
Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido

Hoje eu vou correr o risco, mas acabo com o seu tédio
Hoje eu vou varar a noite ser seu afago e seu açoite

E amanhã não estarei mais aqui

Hoje eu roubarei seu diamante e cortarei seu coração
Vou temperar o fio da navalha, pintar com o sangue que se espalha

E amanhã não estarei mais aqui

Hoje eu resisto a qualquer coisa, tudo, menos a tentação
Quero aplacar a minha sede, lhe prensar contra a parede

E amanhã não estarei mais aqui
Hoje eu vou chupar a sua alma, vou perfurar suas entranhas,
Tatuar meu dente em seu pescoço, hoje lhe deixo pele sobre osso

E amanhã não estarei mais aqui

De manhã cedo eu chego na janela
Bebê chorando, um cachorro latindo
Uma mulher fazendo as unhas
E na calçada um velho dormindo

Só pra passatempo!
Só pra passatempo!

Um atleta faz teste de cooper
Passa veloz pela banca da esquina
Depois relaxa, enche o pulmão de ar
Pra respirar cheiro de gasolina

Só pra passatempo!
Só pra passatempo!

Um casal sai para fazer compras
Nas vitrines começam a sonhar
Não sabem como vai ser para o mês
Mas tão contentes por poder gastar

Só pra passatempo!
Só pra passatempo!

Três rapazes espancando um
E bem mais facíl pois ele é mais fraco
Um tapa na cara e outro nas costas
Um murro na boca e um chute no saco

Só pra passatempo!
Só pra passatempo!

A indiferença vai aumentando
Nas diferentes classes sociais
Serventes, médicos e empresários
Que Deus disse “São todos iguais”

Só pra passatempo!
Só pra passatempo!

Amanheceu eu já acordei
Eu escovo os meus dentes
Eu estou OK.
Água fria no meio da cara
Corta o bode e você não para
Na rua eu compro um jornal
Dou uma olhada quando fecha o sinal
Impostos, taxas, um horror
Morreu o candidato a governador
E pra você
O que?
Não, não pare
O que ?
Trabalho sempre com decência
Pra melhorar a minha aparência
Aperta o nó da minha gravata
Mas eu estou chegando na hora exata
Odeio relógio de ponto
As paranóias depois eu conto
Alô, Senhor!
Muito bom dia!
Desde ontem a gente não se via.
E pra você
O que?
Não, não pare
O que ?
Agora pode descansar
Tem uma hora para almoçar
É melhor um café lá da esquina
Do que a comida desta cantina
A tarde passa devagar
Aqui na cela do oitavo andar
Todos com cara de doente
Quando termina o expediente
E pra você
O que?
Não, não pare
O que ?
O que nós temos pra diversão
Guardas, freiras, mendigos no chão
Não deu certo peça divórcio
Ou compre um carro pelo consórcio
Meter a mão no dinheiro é crime
Quando não se joga no outro time
Trabalhe sempre como um jumento
Mês que vem talvez saia aumento
E pra você
O que?
Não, não pare
O que ?

Já comi muito da farinha do desprezo
Não, não me diga mais que é cedo
Quanto tempo baby, há quanto tempo tava pronta
Que tava pronta a farinha do despejo

Me joga fora que na água do balde eu vou embora
Me joga fora que na água do balde eu vou embora

Só quero agora da farinha do desejo
Alimentar minha fome pra que nunca mais me esqueça
Como é forte o gosto da farinha do desprezo
Só vou comer agora da farinha do desejo

Aos 15 anos eu nasci em Gotham City
E era um céu alaranjado em Gotham City
Caçavam bruxas nos telhados de Gotham City
No dia da Independência Nacional.

Cuidado!
Há um morcego na porta principal
Cuidado!
Há um abismo na porta principal

Eu fiz um quarto bem vermelho aqui em Gotham City
Sobre os muros altos da tradição de Gotham City
No cinto de utilidades as verdades
Deus ajuda a quem cedo madruga em Gotham City.

Cuidado!
Há um morcego na porta principal
Cuidado!
Há um abismo na porta principal

No céu de Gotham City há um sinal
Sistema elétrico e nervoso contra o mal
Tem um sambinha, tem futebol e tem carnaval
Todos estão dormindo em Gotham City.

Cuidado!
Há um morcego na porta principal
Cuidado!
Há um abismo na porta principal

Os mortos vivos perambulam em Gotham City
Agora vivo o que vivo aqui em Gotham City
Chegou a hora da verdade em Gotham City
E a saída é a porta principal.

Cuidado!
Há um morcego na porta principal
Cuidado!
Há um abismo na porta principal

Gotham City, city, city
Gotham City, city, city
Gotham City, city, city
Gotham City

Se o chão abriu sob os seus pés
E a segurança sumiu da faixa
Se as peças estão todas soltas
E nada mais encaixa

Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)

Algo que você, não identifica
Insiste a atormentar
Você implora por proteção
Não sabe como vai acabar

Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)

Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)

Esse calor insuportável
Não abranda o friu da alma
A vida, já não é tão segura
E nada mais me acalma

Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)

Sempre acordam os diabos
E a apressado, vai à lua
Mas mesmo à se acordar, do pesadelo
Continua

Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)

Ôh, senhoras!
Isso é só o fim, isso é só o fim

Ôh, senhores!
Mas isso é só o fim, mas isso é só o fim

Consciência maior arma
Mata pra qualquer lugar
To na área,
Deslizando,
Num concreto a recortar

O horizonte ali adiante
Tomou forma geométrica
E o que era importante
Tive que memorizar

Sem problema,
To ligeira
Já bem sei remediar
Minha voz é o que me resta e rapidinho
Vai ecoar

Pelo vale, na Pompéia
De Caymmi eu ouço o mar
Villa Lobos, a floresta
Hoje eu vou sacolejar

Caiu na roda,
Ou acorda,
Ou vai rodar! (8x)

Consciência, a maior arma
Mata pra qualquer lugar
To na área deslizando
Num concreto a recortar

O horizonte ali adiante
Tomou forma geométrica
E o que era importante
Tive que memorizar

Sem problema,
To ligeira
Já bem sei remediar
Minha voz é o que me resta e rapidinho
Vai ecoar

Pelo vale, na Pompéia
De Caymmi eu ouço o mar
Villa Lobos, a floresta
Hoje eu vou sacolejar

Caiu na roda,
Ou acorda,
Ou vai rodar! (8x)

Minha beleza não é efêmera
Como o que eu vejo
Em bancas por aí
Minha natureza
É mais que estampa
É um belo samba
Que ainda está por vir…

Bobagem pouca
Besteira
Recíproca nula
A gente espera
Mero incidente
Corriqueiro
Ser mulher
A vida inteira…

Minha beleza
Não é efêmera
Como o que eu vejo
Em bancas por aí
Minha natureza
É mais que estampa
É um belo samba
Que ainda está por vir
É um belo samba
Que ainda está por vir
É um belo samba
Que ainda está por vir…

brasileiro
do banzo, do pandeiro
calço qualquer calo mesmo
como bom guerreiro
e lutador – 2x

comigo não tem gravata
e se acaso
pego o trem errado
vou-me embora
mas vou com louvor
e com sua permissão
” seu internacional “
longe de mim qualquer desfeita
pega mal
mas esse dom é exclusividade
o samba na sola tem
nacionalidade

Fiz minha casa no teu cangote
Não há neste mundo o que me bote
Pra sair daqui
(uh uh uh)

Te pego sorrindo num pensamento
Faz graça de onde fiz meu achego, meu alento
E nem ligo
Como pode, no silêncio, tudo se explicar?!
Vagarosa, me espreguiço
E o que sinto, feito bocejo, vai pegar

Fiz minha casa no teu cangote
Não há neste mundo o que me bote
Pra sair daqui
(uh uh uh)

E tome tento
Fique esperto
Hoje não tem papo
Jogo-lhe um quebrante
Num instante
Você vira sapo
Bobeou na crença
Príncipe volta
Ao seu posto
De lenda…(2x)

Seu nome
Ri na boca do sapo
Sua boca…(2x)

Já tá feito
Tá mandado
O seu trono tá plantado
Fica acerca de mim
Seu nome
Na boca do sapo
Sua boca na minha
O resto é boi dormindo
Em história errada
De carochinha

E tome tento
Fique esperto
Hoje não tem papo
Jogo-lhe um quebrante
Num instante
Você vira sapo
Bobeou na crença
Príncipe volta
Ao seu posto
De lenda…

Seu nome
Ri na boca do sapo
Sua boca…(2x)

Já tá feito
Tá mandado
O seu trono tá plantado
Fica acerca de mim
Seu nome
Na boca do sapo
Sua boca na minha
O resto é boi dormindo
Em história errada
De carochinha

O Congo se vestiu de Rei!
O Congo se vestiu de Rei!
Nasceu da mata
Na mata nasceu o Rei
Zumbi da Mata

Ah, quilombo te espera
Ah, um grito de guerra
A sambada vai rolar
(Um grito de guerra)
Os tambores vão rufar
Um grito de guerra
Ah, quilombo te espera

Veio até mim
Quem deixou
Me olhar assim
Não pediu
Minha permissão
Não pude evitar
Tirou meu ar
Fiquei sem chão…

Menino bonito
Menino bonito, ai!
Ai menino bonito
Menino bonito, ai!…(2x)

É tudo o que eu posso
Lhe adiantar
O que é um beijo
Se eu posso ter o teu olhar?
Cai na dança, cai!
Vem prá roda
Da Malemolência…

Menino bonito
Menino bonito, ai!
Ai menino bonito
Menino bonito, ai!…(2x)

É tudo que eu posso
Lhe adiantar
O que é um beijo
Se eu posso ter o teu olhar?
Cai na dança, cai
Vem prá roda
Da Malemolência…

Menino bonito
Menino bonito, ai!
Ai menino bonito
Menino bonito, ai!

Vai ser difícil, vai
Encontrar um amor como o seu, ai
Como dói no meu peito
Seu gosto é bem do jeito que eu gosto
Bem do jeito, lamento

Que é só mais um lamento entre tantos já feitos
quisera desse jeito lembrar de outros tempos
só pra matar um pouco a saudade
mesmo assim querendo que você não ouça
meu grito aqui de longe
minha dor, meu lamento

ave cruz
virge crispim
– não tem dó de mim
ave cruz
virge crispim
– não tem dó de mim

ainda não vi terço
ainda não vi quinto
das novelas de tv
o que há de ser
não há letreiro
no final pra ver
o meu banheiro
ainda não está equipado
não tenho jacuzzi
nem chuveiro a vapor
meu deus faça o favor
de retornar o recado

ave cruz
virge crispim
– não tem dó de mim
ave cruz
virge crispim
– não tem dó de mim

ainda não vi terço
ainda não vi quinto
das novelas de tv
o que há de ser

não há letreiro
no final pra ver
o meu cabelo insiste
em acordar despenteado
não tenho jacuzzi
nem chuveiro a vapor
meu deus faça o favor
de retornar o recado

ave cruz
virge crispim
– não tem dó de mim
ave cruz
virge crispim
– não tem dó de mim

Meu amor não se atrase na volta não
Meu amor não, não, não
Meu amor não se atrase na volta não
Meu amor, meu amor, meu amor, quem mandou?

Mandei uma mensagem a jato às entidades do tempo
Já me foi verificado que nem mesmo haverá segundos
Que os minutos foram reavaliados e que pra cada suspiro serão 10 contados

Meu amor não se atrase na volta não
Meu amor, meu amor, meu amor, quem mandou?
Meu amor não se atrase na volta não
Meu amor não, não, quem mandou, quem mandou?

Mandei uma mensagem a jato às entidades do tempo
Já me foi verificado que nem mesmo haverá segundos
Que os minutos foram reavaliados e que pra cada suspiro serão 10 contados