Alvorada
Alvorada lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo
Alvorada
Você também me lembra a alvorada
Quando chega iluminando
Meus caminhos tão sem vida
E o que me resta é bem pouco
Ou quase nada, do que ir assim, vagando
Nesta estrada perdida.
Alvorada lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo
Alvorada
Você também me lembra a alvorada
Quando chega iluminando
Meus caminhos tão sem vida
E o que me resta é bem pouco
Ou quase nada, do que ir assim, vagando
Nesta estrada perdida.
Ninfetinha
Menininha quando dorme
Põe a mão no coração
Mas depois pões mais pra baixo
E não tira mais não
Aos 14, 15 anos ainda não sabe o que quer
Só precisa encontrar alguém, que lhe faça mulher
A mamãe se preocupa, o papai não quer saber
O babaca nem notou, que a filinha vai crescer
Bonitinho, gostosinha,
Bundudinha igual
A galera nem da bola,
Chega junto e “cai de pau”
Mas se pinta sensura
Já entro em uma “robada”
Esta zoando, arretando
Só pra ver que não da nada
Aha ninfetinha, dá um tempo e sai pra lá
Aha nifetinha, quer ir, mas não quer dar
Aha ninfetinha, dá um tempo e sai pra lá
Uhu! A ninfetinha
Quando chega na cidade, ela quer ser debutante
Só pra confimar o papel, de babaquinha praticante
Faz piano e faz balé, faz inglês a coitadinha
Ela é culta ao capricho, lâ a revista “Da gatinha”
É o orgulho da mamãe, é a filhota do papi
Já anda pela rua, de saltinho que não cai
E tem sempre um otário, adivinha o que ele é?
É o namorado dela, ele não é rico, mas não anda à pé
Anda pra cima e pra baixo com a caranga
Porque sabe que com ela, vai morrer só dando banda
Aha ninfetinha, dá um tempo e sai pra lá
Aha nifetinha, quer ir, mas não quer dar
Aha ninfetinha, dá um tempo e sai pra lá
Uhu! A ninfetinha
Pode ser feinha, pode ter a perna torta
É só ter uma graninha que a galera nem se importa
O que mais me indigna, é a sua inocência
Não desgruda daquele filme, e me torra a paciência
Ela é cheia de frescura, garotinha mimada
O negócio é da uma bomba, na primeira palhaçada
Tem sempre uma coitada que nasceu pra ser pentelha
Que só ouve musiquinha do Rosseti
Não faz nada, não faz nada,vou entrar numa saída
O que eu quero é ver você sacudindo com a batida
Aha ninfetinha, dá um tempo e sai pra lá
Aha nifetinha, quer ir, mas não quer dar
Aha ninfetinha, dá um tempo e sai pra lá
Uhu! A ninfetinha é afim, mas não quer dar (4x)
Menininha quando dorme
Põe a mão no coração
Mas depois pões mais pra baixo
E não tira mais não
Aos 14, 15 anos ainda não sabe o que quer
Só precisa encontrar alguém, que lhe faça mulher
A mamãe se preocupa, o papai não quer saber
O babaca nem notou, que a filinha vai crescer
Bonitinho, gostosinha,
Bundudinha igual
A galera nem da bola,
Chega junto e “cai de pau”
Mas se pinta sensura
Já entro em uma “robada”
Esta zoando, arretando
Só pra ver que não da nada
Aha ninfetinha, dá um tempo e sai pra lá
Aha nifetinha, quer ir, mas não quer dar
Aha ninfetinha, dá um tempo e sai pra lá
Uhu! A ninfetinha
Quando chega na cidade, ela quer ser debutante
Só pra confimar o papel, de babaquinha praticante
Faz piano e faz balé, faz inglês a coitadinha
Ela é culta ao capricho, lâ a revista “Da gatinha”
É o orgulho da mamãe, é a filhota do papi
Já anda pela rua, de saltinho que não cai
E tem sempre um otário, adivinha o que ele é?
É o namorado dela, ele não é rico, mas não anda à pé
Anda pra cima e pra baixo com a caranga
Porque sabe que com ela, vai morrer só dando banda
Aha ninfetinha, dá um tempo e sai pra lá
Aha nifetinha, quer ir, mas não quer dar
Aha ninfetinha, dá um tempo e sai pra lá
Uhu! A ninfetinha
Pode ser feinha, pode ter a perna torta
É só ter uma graninha que a galera nem se importa
O que mais me indigna, é a sua inocência
Não desgruda daquele filme, e me torra a paciência
Ela é cheia de frescura, garotinha mimada
O negócio é da uma bomba, na primeira palhaçada
Tem sempre uma coitada que nasceu pra ser pentelha
Que só ouve musiquinha do Rosseti
Não faz nada, não faz nada,vou entrar numa saída
O que eu quero é ver você sacudindo com a batida
Aha ninfetinha, dá um tempo e sai pra lá
Aha nifetinha, quer ir, mas não quer dar
Aha ninfetinha, dá um tempo e sai pra lá
Uhu! A ninfetinha é afim, mas não quer dar (4x)
O Adventista
Eu acredito no bem e no mal
Eu acredito no imposto predial
Eu acredito, eu acredito
Eu acredito nos livros da estante
Eu acredito em Flávio Cavalcante
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor neste mundo nunca mais
Eu acredito no seu ponto de vista
Eu acredito no partido trabalhista
Eu acredito, eu acredito
Eu acredito em toda essa cascata
Eu acredito no beijo do papa
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor neste mundo nunca mais
eu acredito em quem anda com fé
Eu acredito em Xuxa e em Pelé
Eu acredito, eu acredito
Eu acredito na escada pro sucesso
Eu acredito na ordem e no progresso
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor neste mundo nunca mais
Eu acredito que o amor atrai
Eu acredito em mamãe e papai
Eu acredito, eu acredito
Eu acredito no Cristo que padece
Eu acredito no INPS
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor neste mundo nunca mais
Eu acredito no milagre que não vem
Eu acredito nos homens de bem
Eu acredito, eu acredito
Eu acredito nas boas intenções
Mais este papo ja encheu os meus culhões
Eu não acredito, eu não acredito
Eu Não Matei Joana D’Arc
Eu nunca tive nada
Com Joana Darc
Nós só nos encontramos
Prá passear no parque…
Ela me falou
Dos seus dias de glória
E do que não está escrito
Lá nos livros de história…
Que ficava excitada
Quando pegava na lança
E do beijo que deu
Na rainha da França…
Agora todos pensam
Que fui eu que a cremei
Mas eu não sou piromaníaco
Eu juro que não sei…
Ontem eu nem a vi
Sei que não tenho um álibi
Mas eu!
Eu não matei
Joana Darc…(2x)
Eu nunca tive
Nada, nada, nada
Com Joana Darc
Nós só nos encontramos
Prá passear no parque…
Ela me falou
Que andava ouvindo vozes
Que prá conseguir dormir
Sempre tomava algumas doses…
Uma rede internacional
Iludiu aquela menina
Prometendo a todo custo
Transformá-la em heroína…
Agora eu tô entregue
À CIA e à KGB
Eles querem que eu confesse
Mas eu nem sei o quê…
Ontem eu nem a vi
Sei que não tenho um álibi
Mas eu!
Eu não matei
Joana Darc…(2x)
Eu não matei
Joana Darc…(2x)
Ontem eu nem a vi
Sei q’eu não tenho um álibi
Mas eu!
Eu não matei
Joana Darc…(2x)
Não!
Não fui eu!
Não, não, não!
Não fui eu!
Não!
Não fui eu!
Não, não, não!
Ontem eu nem a vi
Sei q’eu não tenho um álibi
Mas eu!
Eu não matei
Joana Darc…(2x)
Essa Linda Canção
Eles lhe fodem se você vai trabalhar
Eles lhe fodem quando querem seu lugar
Eles lhe fodem se você é um campeão
Eles lhe fodem se você é um cuzão
Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido
Eles lhe fodem quando você é uma gostosa
Eles lhe fodem quando você é gulosa
Eles lhe fodem se você fica calado
Eles lhe fodem quando estão do seu lado
Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido
Eles lhe fodem quando você marca touca
Eles lhe fodem se você é bicha e louca
Eles lhe fodem quando você contra ataca
Eles lhe fodem se você é um babaca
Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido
Eles lhe fodem se você é um negão
Eles lhe fodem baby se você é um mulherão
Eles lhe fodem se você é japonês
Eles lhe fodem quando chega o fim do mês…
Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido
Eles lhe fodem se você é dedo-duro
Eles lhe fodem quando você pula o muro
Ah! eles lhe fodem se você é um valentão
Eles lhe fodem quando você tem razão
Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido
Eles lhe fodem quando você vai votar
Eles lhe fodem se você vai acreditar
Eles lhe fodem quando a coisa fica preta
Eles lhe fodem e não é na buceta
Mas esse caminho é tão comprido, oh yeah!
Todo mundo tá fudido
Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido
Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido
Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido
Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido
Mas esse caminho é tão comprido
Todo mundo tá fudido
Amanhã Não Estarei Mais Aqui
Hoje eu vou correr o risco, mas acabo com o seu tédio
Hoje eu vou varar a noite ser seu afago e seu açoite
E amanhã não estarei mais aqui
Hoje eu roubarei seu diamante e cortarei seu coração
Vou temperar o fio da navalha, pintar com o sangue que se espalha
E amanhã não estarei mais aqui
Hoje eu resisto a qualquer coisa, tudo, menos a tentação
Quero aplacar a minha sede, lhe prensar contra a parede
E amanhã não estarei mais aqui
Hoje eu vou chupar a sua alma, vou perfurar suas entranhas,
Tatuar meu dente em seu pescoço, hoje lhe deixo pele sobre osso
E amanhã não estarei mais aqui
Hoje eu vou correr o risco, mas acabo com o seu tédio
Hoje eu vou varar a noite ser seu afago e seu açoite
E amanhã não estarei mais aqui
Hoje eu roubarei seu diamante e cortarei seu coração
Vou temperar o fio da navalha, pintar com o sangue que se espalha
E amanhã não estarei mais aqui
Hoje eu resisto a qualquer coisa, tudo, menos a tentação
Quero aplacar a minha sede, lhe prensar contra a parede
E amanhã não estarei mais aqui
Hoje eu vou chupar a sua alma, vou perfurar suas entranhas,
Tatuar meu dente em seu pescoço, hoje lhe deixo pele sobre osso
E amanhã não estarei mais aqui
Passatempo
De manhã cedo eu chego na janela
Bebê chorando, um cachorro latindo
Uma mulher fazendo as unhas
E na calçada um velho dormindo
Só pra passatempo!
Só pra passatempo!
Um atleta faz teste de cooper
Passa veloz pela banca da esquina
Depois relaxa, enche o pulmão de ar
Pra respirar cheiro de gasolina
Só pra passatempo!
Só pra passatempo!
Um casal sai para fazer compras
Nas vitrines começam a sonhar
Não sabem como vai ser para o mês
Mas tão contentes por poder gastar
Só pra passatempo!
Só pra passatempo!
Três rapazes espancando um
E bem mais facíl pois ele é mais fraco
Um tapa na cara e outro nas costas
Um murro na boca e um chute no saco
Só pra passatempo!
Só pra passatempo!
A indiferença vai aumentando
Nas diferentes classes sociais
Serventes, médicos e empresários
Que Deus disse “São todos iguais”
Só pra passatempo!
Só pra passatempo!
De manhã cedo eu chego na janela
Bebê chorando, um cachorro latindo
Uma mulher fazendo as unhas
E na calçada um velho dormindo
Só pra passatempo!
Só pra passatempo!
Um atleta faz teste de cooper
Passa veloz pela banca da esquina
Depois relaxa, enche o pulmão de ar
Pra respirar cheiro de gasolina
Só pra passatempo!
Só pra passatempo!
Um casal sai para fazer compras
Nas vitrines começam a sonhar
Não sabem como vai ser para o mês
Mas tão contentes por poder gastar
Só pra passatempo!
Só pra passatempo!
Três rapazes espancando um
E bem mais facíl pois ele é mais fraco
Um tapa na cara e outro nas costas
Um murro na boca e um chute no saco
Só pra passatempo!
Só pra passatempo!
A indiferença vai aumentando
Nas diferentes classes sociais
Serventes, médicos e empresários
Que Deus disse “São todos iguais”
Só pra passatempo!
Só pra passatempo!
Rotina
Amanheceu eu já acordei
Eu escovo os meus dentes
Eu estou OK.
Água fria no meio da cara
Corta o bode e você não para
Na rua eu compro um jornal
Dou uma olhada quando fecha o sinal
Impostos, taxas, um horror
Morreu o candidato a governador
E pra você
O que?
Não, não pare
O que ?
Trabalho sempre com decência
Pra melhorar a minha aparência
Aperta o nó da minha gravata
Mas eu estou chegando na hora exata
Odeio relógio de ponto
As paranóias depois eu conto
Alô, Senhor!
Muito bom dia!
Desde ontem a gente não se via.
E pra você
O que?
Não, não pare
O que ?
Agora pode descansar
Tem uma hora para almoçar
É melhor um café lá da esquina
Do que a comida desta cantina
A tarde passa devagar
Aqui na cela do oitavo andar
Todos com cara de doente
Quando termina o expediente
E pra você
O que?
Não, não pare
O que ?
O que nós temos pra diversão
Guardas, freiras, mendigos no chão
Não deu certo peça divórcio
Ou compre um carro pelo consórcio
Meter a mão no dinheiro é crime
Quando não se joga no outro time
Trabalhe sempre como um jumento
Mês que vem talvez saia aumento
E pra você
O que?
Não, não pare
O que ?
Farinha do Desprezo
Já comi muito da farinha do desprezo
Não, não me diga mais que é cedo
Quanto tempo baby, há quanto tempo tava pronta
Que tava pronta a farinha do despejo
Me joga fora que na água do balde eu vou embora
Me joga fora que na água do balde eu vou embora
Só quero agora da farinha do desejo
Alimentar minha fome pra que nunca mais me esqueça
Como é forte o gosto da farinha do desprezo
Só vou comer agora da farinha do desejo
Gotham City
Aos 15 anos eu nasci em Gotham City
E era um céu alaranjado em Gotham City
Caçavam bruxas nos telhados de Gotham City
No dia da Independência Nacional.
Cuidado!
Há um morcego na porta principal
Cuidado!
Há um abismo na porta principal
Eu fiz um quarto bem vermelho aqui em Gotham City
Sobre os muros altos da tradição de Gotham City
No cinto de utilidades as verdades
Deus ajuda a quem cedo madruga em Gotham City.
Cuidado!
Há um morcego na porta principal
Cuidado!
Há um abismo na porta principal
No céu de Gotham City há um sinal
Sistema elétrico e nervoso contra o mal
Tem um sambinha, tem futebol e tem carnaval
Todos estão dormindo em Gotham City.
Cuidado!
Há um morcego na porta principal
Cuidado!
Há um abismo na porta principal
Os mortos vivos perambulam em Gotham City
Agora vivo o que vivo aqui em Gotham City
Chegou a hora da verdade em Gotham City
E a saída é a porta principal.
Cuidado!
Há um morcego na porta principal
Cuidado!
Há um abismo na porta principal
Gotham City, city, city
Gotham City, city, city
Gotham City, city, city
Gotham City
Isso É Só O Fim
Se o chão abriu sob os seus pés
E a segurança sumiu da faixa
Se as peças estão todas soltas
E nada mais encaixa
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Algo que você, não identifica
Insiste a atormentar
Você implora por proteção
Não sabe como vai acabar
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Esse calor insuportável
Não abranda o friu da alma
A vida, já não é tão segura
E nada mais me acalma
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Sempre acordam os diabos
E a apressado, vai à lua
Mas mesmo à se acordar, do pesadelo
Continua
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Ôh, senhoras!
Isso é só o fim, isso é só o fim
Ôh, senhores!
Mas isso é só o fim, mas isso é só o fim
Se o chão abriu sob os seus pés
E a segurança sumiu da faixa
Se as peças estão todas soltas
E nada mais encaixa
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Algo que você, não identifica
Insiste a atormentar
Você implora por proteção
Não sabe como vai acabar
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Esse calor insuportável
Não abranda o friu da alma
A vida, já não é tão segura
E nada mais me acalma
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Sempre acordam os diabos
E a apressado, vai à lua
Mas mesmo à se acordar, do pesadelo
Continua
Ôh, crianças!
Isso é só o fim, isso é só o fim (2x)
Ôh, senhoras!
Isso é só o fim, isso é só o fim
Ôh, senhores!
Mas isso é só o fim, mas isso é só o fim
Roda
Consciência maior arma
Mata pra qualquer lugar
To na área,
Deslizando,
Num concreto a recortar
O horizonte ali adiante
Tomou forma geométrica
E o que era importante
Tive que memorizar
Sem problema,
To ligeira
Já bem sei remediar
Minha voz é o que me resta e rapidinho
Vai ecoar
Pelo vale, na Pompéia
De Caymmi eu ouço o mar
Villa Lobos, a floresta
Hoje eu vou sacolejar
Caiu na roda,
Ou acorda,
Ou vai rodar! (8x)
Consciência, a maior arma
Mata pra qualquer lugar
To na área deslizando
Num concreto a recortar
O horizonte ali adiante
Tomou forma geométrica
E o que era importante
Tive que memorizar
Sem problema,
To ligeira
Já bem sei remediar
Minha voz é o que me resta e rapidinho
Vai ecoar
Pelo vale, na Pompéia
De Caymmi eu ouço o mar
Villa Lobos, a floresta
Hoje eu vou sacolejar
Caiu na roda,
Ou acorda,
Ou vai rodar! (8x)
Bobagem
Minha beleza não é efêmera
Como o que eu vejo
Em bancas por aí
Minha natureza
É mais que estampa
É um belo samba
Que ainda está por vir…
Bobagem pouca
Besteira
Recíproca nula
A gente espera
Mero incidente
Corriqueiro
Ser mulher
A vida inteira…
Minha beleza
Não é efêmera
Como o que eu vejo
Em bancas por aí
Minha natureza
É mais que estampa
É um belo samba
Que ainda está por vir
É um belo samba
Que ainda está por vir
É um belo samba
Que ainda está por vir…
Samba de Sola
brasileiro
do banzo, do pandeiro
calço qualquer calo mesmo
como bom guerreiro
e lutador – 2x
comigo não tem gravata
e se acaso
pego o trem errado
vou-me embora
mas vou com louvor
e com sua permissão
” seu internacional “
longe de mim qualquer desfeita
pega mal
mas esse dom é exclusividade
o samba na sola tem
nacionalidade
brasileiro
do banzo, do pandeiro
calço qualquer calo mesmo
como bom guerreiro
e lutador – 2x
comigo não tem gravata
e se acaso
pego o trem errado
vou-me embora
mas vou com louvor
e com sua permissão
” seu internacional “
longe de mim qualquer desfeita
pega mal
mas esse dom é exclusividade
o samba na sola tem
nacionalidade
Cangote
Fiz minha casa no teu cangote
Não há neste mundo o que me bote
Pra sair daqui
(uh uh uh)
Te pego sorrindo num pensamento
Faz graça de onde fiz meu achego, meu alento
E nem ligo
Como pode, no silêncio, tudo se explicar?!
Vagarosa, me espreguiço
E o que sinto, feito bocejo, vai pegar
Fiz minha casa no teu cangote
Não há neste mundo o que me bote
Pra sair daqui
(uh uh uh)
Lenda
E tome tento
Fique esperto
Hoje não tem papo
Jogo-lhe um quebrante
Num instante
Você vira sapo
Bobeou na crença
Príncipe volta
Ao seu posto
De lenda…(2x)
Seu nome
Ri na boca do sapo
Sua boca…(2x)
Já tá feito
Tá mandado
O seu trono tá plantado
Fica acerca de mim
Seu nome
Na boca do sapo
Sua boca na minha
O resto é boi dormindo
Em história errada
De carochinha
E tome tento
Fique esperto
Hoje não tem papo
Jogo-lhe um quebrante
Num instante
Você vira sapo
Bobeou na crença
Príncipe volta
Ao seu posto
De lenda…
Seu nome
Ri na boca do sapo
Sua boca…(2x)
Já tá feito
Tá mandado
O seu trono tá plantado
Fica acerca de mim
Seu nome
Na boca do sapo
Sua boca na minha
O resto é boi dormindo
Em história errada
De carochinha
Quilombo Te Espera
O Congo se vestiu de Rei!
O Congo se vestiu de Rei!
Nasceu da mata
Na mata nasceu o Rei
Zumbi da Mata
Ah, quilombo te espera
Ah, um grito de guerra
A sambada vai rolar
(Um grito de guerra)
Os tambores vão rufar
Um grito de guerra
Ah, quilombo te espera
O Congo se vestiu de Rei!
O Congo se vestiu de Rei!
Nasceu da mata
Na mata nasceu o Rei
Zumbi da Mata
Ah, quilombo te espera
Ah, um grito de guerra
A sambada vai rolar
(Um grito de guerra)
Os tambores vão rufar
Um grito de guerra
Ah, quilombo te espera
Malemolência
Veio até mim
Quem deixou
Me olhar assim
Não pediu
Minha permissão
Não pude evitar
Tirou meu ar
Fiquei sem chão…
Menino bonito
Menino bonito, ai!
Ai menino bonito
Menino bonito, ai!…(2x)
É tudo o que eu posso
Lhe adiantar
O que é um beijo
Se eu posso ter o teu olhar?
Cai na dança, cai!
Vem prá roda
Da Malemolência…
Menino bonito
Menino bonito, ai!
Ai menino bonito
Menino bonito, ai!…(2x)
É tudo que eu posso
Lhe adiantar
O que é um beijo
Se eu posso ter o teu olhar?
Cai na dança, cai
Vem prá roda
Da Malemolência…
Menino bonito
Menino bonito, ai!
Ai menino bonito
Menino bonito, ai!
Mais um Lamento
Vai ser difícil, vai
Encontrar um amor como o seu, ai
Como dói no meu peito
Seu gosto é bem do jeito que eu gosto
Bem do jeito, lamento
Que é só mais um lamento entre tantos já feitos
quisera desse jeito lembrar de outros tempos
só pra matar um pouco a saudade
mesmo assim querendo que você não ouça
meu grito aqui de longe
minha dor, meu lamento
Ave Cruz
ave cruz
virge crispim
– não tem dó de mim
ave cruz
virge crispim
– não tem dó de mim
ainda não vi terço
ainda não vi quinto
das novelas de tv
o que há de ser
não há letreiro
no final pra ver
o meu banheiro
ainda não está equipado
não tenho jacuzzi
nem chuveiro a vapor
meu deus faça o favor
de retornar o recado
ave cruz
virge crispim
– não tem dó de mim
ave cruz
virge crispim
– não tem dó de mim
ainda não vi terço
ainda não vi quinto
das novelas de tv
o que há de ser
não há letreiro
no final pra ver
o meu cabelo insiste
em acordar despenteado
não tenho jacuzzi
nem chuveiro a vapor
meu deus faça o favor
de retornar o recado
ave cruz
virge crispim
– não tem dó de mim
ave cruz
virge crispim
– não tem dó de mim
ave cruz
virge crispim
– não tem dó de mim
ave cruz
virge crispim
– não tem dó de mim
ainda não vi terço
ainda não vi quinto
das novelas de tv
o que há de ser
não há letreiro
no final pra ver
o meu banheiro
ainda não está equipado
não tenho jacuzzi
nem chuveiro a vapor
meu deus faça o favor
de retornar o recado
ave cruz
virge crispim
– não tem dó de mim
ave cruz
virge crispim
– não tem dó de mim
ainda não vi terço
ainda não vi quinto
das novelas de tv
o que há de ser
não há letreiro
no final pra ver
o meu cabelo insiste
em acordar despenteado
não tenho jacuzzi
nem chuveiro a vapor
meu deus faça o favor
de retornar o recado
ave cruz
virge crispim
– não tem dó de mim
ave cruz
virge crispim
– não tem dó de mim
10 Contados
Meu amor não se atrase na volta não
Meu amor não, não, não
Meu amor não se atrase na volta não
Meu amor, meu amor, meu amor, quem mandou?
Mandei uma mensagem a jato às entidades do tempo
Já me foi verificado que nem mesmo haverá segundos
Que os minutos foram reavaliados e que pra cada suspiro serão 10 contados
Meu amor não se atrase na volta não
Meu amor, meu amor, meu amor, quem mandou?
Meu amor não se atrase na volta não
Meu amor não, não, quem mandou, quem mandou?
Mandei uma mensagem a jato às entidades do tempo
Já me foi verificado que nem mesmo haverá segundos
Que os minutos foram reavaliados e que pra cada suspiro serão 10 contados
Um Tipo Acima de Qualquer Suspeita
Se deparou com seu próprio destino
Mandou senhoras casadas, meninas e meninos
Sempre fez o mal sem olhar à quem
Tava cagando e andando, só se dava bem
Comeu mulheres de setenta, meninas de oito, moleques de doze
Uma merda atrás de outra e não perdia a pose
Tênis importado, pano de marca, pêlo cortado, barba feita
Era sua receita: estar acima de qualquer suspeita
Nada de drogas, não fumava, não cheirava, não bebia
Estudava à noite, trampava de dia
Praticava esportes, queria um corpo perfeito
Pra senhoras do bairro o genro perfeito
Não sabiam do mal que as espreitava e às suas filhas
Presas fáceis pro safado se jogando na armadilha
Aparências enganam, “o hábito não fez o monge”,
“Não julgue um livro pela capa”, estamos farto de ouvir
Mas como desconfiar como duvidar
De quem está sempre na manha, conduta perfeita?
Um tipo acima de qualquer suspeita
(Um tipo acima de qualquer suspeita
Um tipo acima de qualquer suspeita
Um tipo acima de qualquer suspeita
Sua família pode ser a eleita)
O que ninguém sabia, na madrugada ele saía
O cão nojento saliva em busca de uma presa
Luvas cirúrgicas, roupas escuras, meias de seda no bolso
Ferro na cinta, pensamentos macabros
De dia um santo, à noite o oposto
Escala muros com a agilidade de um gato
Faminto de sexo, procura um bom prato
A vítima escolhida, a velha tá fudida
Cano na cabeça, venda nos olhos, tapas no rosto
Rasgada na frente, atrás, entra e sai, entra e sai
Obrigada a chupar, engolir, sentir o gosto
Queria que o filho da puta estivesse morto
(Um tipo acima de qualquer suspeita
Um tipo acima de qualquer suspeita
Um tipo acima de qualquer suspeita
Sua família pode ser a eleita)
Mais um dia começa e novamente o sol nasce
Outra vez o imundo veste o disfarce
Travestido de homem de bem, de bom cidadão
Será que ninguém descobre quem é o vilão?
Ele age o dia todo com naturalidade
Vai à escola à noite, com tranqüilidade
No decorrer dessas horas, mais um plano arquitetado
Alvo escolhido, casa tranqüila,
Vinte e dois a mãe, três a filha
“É madrugada, parece estar tudo normal”
Mais uma vez está nas ruas propagando o mal
E o mal nem sempre está onde se possa vê-lo
E o inimigo raramente parece sê-lo
Entrou na casa na manha, isso pra ele é fácil
Avistou a mulher deitada no quarto
Marido trampa à noite? Fudeu, um abraço
Fez o que quis com a coitada,
A desmaiou na porrada
Mas não ficou satisfeito, não ficou satisfeito
Queria a menina que dormia no berço
Estuprou, barbarizou, sodomizou a criança inocente
Um crime hediondo, um quadro deprimente
Enquanto a mãe limpava o esperma do corpo da filha
Sorria na rua e fechava a braguilha
No dia seguinte ao fato, o povo revoltado
O pai calado num canto, visivelmente perturbado
Polícia faz perícia, procura pistas
Há meses e meses na cola do elemento
Vizinhança enfurecida pensava em linchamento
Enfim, o vacilo final: caem por terra os crimes perfeitos
Em meio a sangue e fraldas, é revelado o sujeito
Carteira de estudante, nome manchado, porém foto perfeita
Ninguém quis acreditar, mas era ele
Um tipo acima de qualquer suspeita
(Um tipo acima de qualquer suspeita
Um tipo acima de qualquer suspeita
Um tipo acima de qualquer suspeita
Sua família pode ser a eleita)
Provas irrefutáveis, exames concluídos
Caiu em cana, foi julgado, desceu pro presídio
Primeiro dia o safado começa a sofrer
Orelha cortada, cabeça raspada, tem que se foder
Onde filho chora a mãe não vê
Entre uma curra e outra, lavava a roupa da rapaziada
Sua genitália queimada, pernas depiladas
Sobrancelhas bem feitas,
Calcinha de renda preta,
Short enfiado na bunda
Matando o ódio dos de chegados, de segunda a segunda
A casa caiu, se fodeu, recorrer a quem?
Chupando de todo mundo, chamando de meu bem
Rádio no canto da cela, rola sua trilha sonora
E mesma de outras noites, e toda noite tem
(Um tipo acima de qualquer suspeita
Um tipo acima de qualquer suspeita
Um tipo acima de qualquer suspeita
Justiça… até que enfim foi feita!)
Círculo Vicioso
E aí veí! Chega aí, o papo aqui é diferente
Estão fazendo sua cabeça, assuma sua mente
Você é ludibriado pelo que vê e ouve
Bote fé, vou te provar que é só pressão e pose
Finalmente entrou pro time dos que tanto gosta
Conseguiu o que queria: agora é mais um bosta
Apronta, faz e acontece, quem vacila dança
Ontem um cara de paz e hoje diz que é “gangsta”
Diz que não abre pra ninguém, faz o que quiser
Que tem mais vida que gato e se cair cai de pé
Que pra ter qualquer mulher basta estalar os dedos
Não sabe o que significa a palavra “medo”
Vários chegados e parceiros, mas em nenhum confia
Sem o respeito dos filhos, carinho da família
Se diz o rei da malandragem, dono do seu nariz
Deus sabe o que faz e a gente não sabe o que diz
Aonde estão suas mansões, seus carros importados?
Seus milhões na Suíça, seus vários empregados?
Só uma canela seca enferrujado, pouca munição
Barraco alugado, vira-latas no portão
Altos panos de marca, tênis importado, jaqueta de couro
Dinheiro no bolso, relógio roubado
Com o pouco que tem você se sente bem:
Somente a quarta série, ao mesmo tempo bandido e refém
Realizando várias vezes atos insanos
Marginal arquitetando seus planos
Ganância e inveja premeditam seu fim
O ódio cresce e o inferno vive dentro de ti
O demônio o procura e tenta confundir a sua mente
Vários rostos, várias vozes, formas diferentes
Ele quer mais um aliado, mais um serviçal
Rendeu-se, entregou-se, és um mau
Mal visto, mal quisto, mal informado
Maldito, mal amado, mal educado, mal alimentado
Às vezes sonha acordado que não é tarde demais
Pede a Deus que o perdoe pelos que jogou pra trás
“Fazei de mim um instrumento de tua paz”
Como pode pensar em Deus e falar de paz,
Se influenciou, influenciou mal demais?
Vários moleques agora querem ser como você
Bote fé, pode crer, não sabem ler e escrever
Mas dizem estar preparados pra matar ou morrer
E esses mesmos a quem manipula vão se revoltar
Deus tenha piedade quando a verdade aflorar
Quando virem você na boa e eles na pior
Você de carro e celular se achando o maior
O dono da bola, rei da cocada preta
E os pupilos em cana, na mira de uma escopeta
Ou ainda, irremediavelmente viciados
Aí então, segura a onda irmão
É hora de pinar pra não ser jogado
Ainda não se tocou que o jogo é perigoso
Que é impossível ficar sempre sempre no topo
Por mais foda que seja, um dia não agüenta
Nessa sua profissão ninguém se aposenta
Assim como você entrou, vários vão querer entrar
E o caminho mais rápido pra fama é te matar
Seguindo os seus passos, seguindo sua trilha
Pra atingir você, talvez matem sua família
Aqui é papo de rocha, não tô rogando praga
Mas o que aqui se faz é aqui que se paga
A mente voltada pro bem o tornará poderoso
Dando forças pra sair do círculo vicioso
Diário de um Feto
Eu adorava aquele casal
Pareciam feitos um para o outro
Trabalhavam, curtiam, se divertiam
Aonde um ía o outro ía
Eram a minha família
Eles gostavam de mim e eu deles também
Até que a gente se dava bem.
Então um dia o sossego do nosso lar foi quebrado
Somente um telegrama, meu pai desempregado
Ele ficou possesso, completamente irado
Depois de um ano emprego de vigia o único que tinha arranjado
Minha mãe tentava acalma-lo e ele até bateu nela
Jogava tudo quebrava talheres, pratos, panelas
Sobrou até pro cachorro
Minha mãe pedia socorro
Ele derrubou a porta e foi se embreagar
Graças Deus ele saiu, pensei que o sofrimento não ía acabar.
Nos dias que se passavam as coisas só pioravam
Minha mãe lavava, passava, e o dinheiro nunca dava
Eu sem poder fazer nada, só observava
Meu pai saía bem cedo emprego nunca arranjava
Lavava carro, engrachava mas a miséria aumentava
Tinha aluguel, tinha água, conta de luz e comida
Um dia eu ouvi falar em tirar a própria vida
Eles tentavam é verdade disso sou testemunha
Mas o que ganhavam não dava pra porra nenhuma
O cachorro morreu de fome
E a tv foi vendida
Pra nos garantir mais um mês de comida
Mesmo com toda essa crise eles não desistiam
Por muitas vezes de fome, eles nem dormiam
Meu pai era meu herói aquilo sim que era homem
Ficou dias sem comer
Pra que eu não passasse fome
Até que um dia o desespero enlouqueceu minha mãe
Disse não querer pra mim aquela vida sofrida
Comida já não havia, agora comiamos lixo
Falou que um filho seu jamais seria um bicho
Abriu as pernas com uma haste de metal
Me furou, machucou, torceu, dilacerou, estocou
A MINHA MÃE ME MATOU !!!
Encarcerado
eu nunca pensei que isso um dia fosse acontecer
não desejava fazer minha mulher sofrer
só que o futuro a deus pertence e eu substimei
minha mão falava eu não ouvia mas agora eu sei
eu era novo gostava de jogar bola
soltava pipa não gostava de ir pra escola
pura inocência brincava na chuva
a minha mãe chegava me batia de cinto na rua
era desse jeito quando eu era pequeno
muito levado sempre correndo
o movimento que rolava atrás da quadra
chamava minha atenção
e dos moleques lá dá minha área
eu perguntava o que era naquele saco pequeno
minha coroa dizia que aquilo era veneno
a curiosidade me levou pra perto
me envolvi mesmo sabendo que não era correto
nessas horas não se pode contar com ninguém
destruição por aqui é o que mais tem
o primeiro baseado na mão
tremia tossia fumaça indo pro pulmão
ficava rindo a toa com os olhos vermelhos
a minha velha quando viu entrou em desespero
não acreditava que um garoto tão puro
pudesse ser mais um cliente da boca de fumo
nem eu acreditei mas virou rotina
todo dia um baseado pra entrar no clima
dezoito anos não queria me alistar
me apresentei rezando torcendo pra sobrar
não sei se bem ou mau
mas atenderam meu pedido
aos olhos da policia era mais um bandido
toda noite que eu não dormia em casa
minha coroa preocupada ajoelhava e rezava
pedindo a deus pra que eu chegasse bem
que na madrugada
eu não me envolvesse com ninguém
foi numa dessas noites que conheci uma dama branca
não quis que eu a levasse pra cama
na primeira vez não acreditei no que eu fiz
peguei estiquei meti o nariz
essa porra dessa droga me deixou pra cima
maldita hora que eu me envolvi com a cocaína
pancada com os olhos esbugalhados
minha boca tava torta tava sempre assustado
quanto mais eu via mais eu queria
cocaína minha companheira de todo dia
viciado tinha que me sustentar
cheio de maldade não queria trabalhar
quando a onda passa eu tava na pior
me envolvi com um tal de beto
que virou o meu parceiro de pó
o baseado era como um copo d’água
não fazia mas efeito sem o pó eu me descontrolava
discuti com minha mãe bati na minha mina
tava nervoso não tinha cocaína
oito da noite o beto foi lá em casa
com dois oitão pra gente meter uma parada
uma caixanga que tava na fita
só tinha a porra de um cachorro
e uma coroa que era rica
descemos a favela cada um com um oitão
direto pro asfalto eu nervoso o beto não
chegamos na parada rua sossegada
tirei do saco a carne envenenada
joguei pro cachorro que caiu de boca
um minuto depois ele ja tva n’outra
deixou caminho livre pra gente invadir
eu não via logo a hora de sair dali
entramos na caixanga a velha tava assustada
eu tremendo com o ferro bem na sua cara
avisei pra ficar quieta que não aconteceria nada
o beto desesperado limpando a casa
a coroa amarrada em uma cadeia
eu era criminoso tremenda quinta-feira
jóias dinheiro o que deu pra trazer
voltar pro morro e dividir é o que vamos fazer
mal dividimos o dinheiro direto pra boca
fiquei pancado cheirei a noite toda
eu tava magro abatido olho fundo
barba pra fazer estava me sentindo imundo
até o tom da voz da minha mão me incomodava
qualquer barulho que eu ouvia já me assustava
perdi a minha compostura querendo cocaína
cheirei até o vídeo que deu pra minha mina
no meio das trevas uma luz apareceu
a mina tava esperando um filho meu
daqui um tempo esse moleque vai nascer
o que será que ele vai ser quando ele crescer
freqüentar pagode curtir baile funk
cheirar a noite toda como nariz cheio de sangue
não é isso que eu quero pro meu filho
mas como exigir se eu também sai dos trilhos
maconha revólver álcool cocaína
hoje em dia fazem parte da minha vida minha cina
o terror da sociedade racista
eu sou a própria imagem da cadeira do dentista
daqui a pouco vou me encontrar com beto
vamos articular uma parada vamos dar uns tecos
o dinheiro acabou a maldade pintou
lembrei daquele assalto que ainda não babou
mais uma vez rumo ao asfalto
o primeiro que marcar ferro na cara mãos ao alto
logo de cara parado no sinal
playboy de kavazak ninja rabo de cavalo e tal
celular ouro no pescoço
é chegar enquadrar e deixar o boy no osso
olhei pro beto meti a mão no ferro
eu tava confiante o outro assalto tinha dado certo
beto chegou enquadrou botou de cão
eu fiquei mais atrás só na contensão
uma coronhada o boy caiu deitado
o beto já na moto pronto pra sair vazado
só que na empolgação ninguém revistou o cara
que meteu a mão arrastou uma pt prateada
largou o dedo nas costas do beto
o cara era cana e o sinal já tava aberto
vários e vários tiros em minha direção
era os “home” tremi na base não usei o meu oitão
levei um tiro na perna e outro na barriga
joguei o ferro no chão pra não perder minha vida
tratado como bicho baleado
chute na costela meu parceiro taba todo furado
foi torturado cuspiram na minha cara
perdi o meu oitão e me encheram de porrada
o presídio agora é minha casa
aqui dentro minha vida já não vale nada
a monotonia daqui me irrita
de vez em quando a dama de branco me visita
junto com minha mulher e minha coroa
que quando chega não agüenta chora a toa
eu já tô morto só não fui enterrado
não tenho mais futuro está tudo acabado
terminei na cadeia comecei no baseado
perdi a liberdade hoje estou encarcerado
Não Somos Santos
Que nos crucifique aquele que nunca errou
Que nunca deu um vacilo e nunca pecou
Nos taxam de violentos porque em alguns momentos
Agimos com os punhos e sem sentimentos.
Não vou explicar meus erros e sim não recometê-los
Não sou perfeito, aceito que errando eu aprendo e posso dizer:
Nós aprendemos para praticar e praticamos pra aprender
Vivendo convivendo e aprendendo com o próximo
Querendo que seus bons atos se façam nossos
E o mal nem sempre está onde se possa vê-lo
E o inimigo raramente véi parece sê-lo
Por motivos pequenos talvez até contornáveis
Fui muitas vezes capaz de atos inenarráveis
Gosto de sangue na boca,
Raiva, medo, prazer sentimento misto,
Incapacidade total de prever o imprevisto
Na maioria das vezes estava certo mas agi errado
Devia ser capaz de esperar o inesperado
Ainda não aprendi mas vivo tentando
Só deus é perfeito irmão, só se aprende errando
Não quero fama de valente, isso já era
Coisa ultrapassada milenarmente velha
Mas concorde comigo não uso de artifícios, é difícil
O cordeiro viver na alcatéia!
Captando, assimilando o que é mostrado a frente,
Tomando lições de vida de gente como a gente,
Tentamos ser iguais mas sempre diferentes,
Jamaika, x , câmbio negro, indubitavelmente!
Seus irmãos sejam amarelos, negros, ou brancos
Somos seus irmãos ,véio,
Mas nunca fomos santos!!
Que Irmão É Você
Vou contar agora uma história triste
Que infelizmente em nosso meio ainda existe
Pessoas que por nós são muito consideradas
E só depois de muito tempo mostram sua cara safada
Vou falar agora de um cara que foi meu mano
Pisou na bola, vacilou, e agora o bicho tá pegando
Não vou te ameaçar, só tô lhe avisando
Cada um conhece a cobra que tá criando.
Você não deveria ter me feito o que fez
Me jogou pro alto nõo foi só uma vez
Sacaneou o próprio irmão isso não se faz
Agora segura a tua onda se você for capaz
Fique pianinho e seja um bom rapaz
Senão câmbio negro pode te jogar pra trás.
Você foi tão pilantra se mostrou tão safado
Que só de ouvir o seu nome já fico injuriado
Ainda se diz ser um b-boy e amar o movimento
Mas só eu que te conheco trago no pensamento
A sede de ver a sua caveira e os grilos cantando dentro.
Me lembro que você falava pelas costas
Quer eu não cantava, não dancava, não passava de um bosta
Só que comigo mano véi a parada é diferente
Te escarro, te escancarro, olhando frente a frente
Pode crê. pode falar então.
Agora ouça caga pau o que eu vou lhe dizer
Uma coisa que muito sonho, sei que vai acontecer
Vou ler um dia um dicionário tentando encontrar
Uma palavra que me explique quem você é de fato
Junto a palavra falsidade vai estar a sua foto 3×4
As vezes fico confuso sem saber o que fazer
Se te ofereco ajuda ou mando se fuder
Meu coração amolece somente por um instante
E penso comigo mesmo
Sera que é digno de pena alguém tão repugnante
Bem que a gente podia voltar a ser amigos
Se tu não tivesse feito tudo que fez comigo
Deixou de ser um irmão do qual eu gostava bastante
E se tornou um otário que igual nunca vi antes
Hoje você pede perdão diz que não sacaneia mais
Diz que entre irmão o que deve rolar é paz
Primeiro não sou seu irmão e agora se liga na parada
Você comecou a guerra, não pela paz na hora errada
Não quero que me procure, nem se estiver com fome
Não quero ouvir sua voz, nem pelo telefone
Posso até estar sendo duro mas não vou me arrepender
Pois tô cansado de saber …
Que irmão é você.
X sem Ana
Benditos sejam seus pais que te criaram
Que num ato sublime de amor te geraram
Dois corpos se unem e dessa união
Serenamente, indubitavelmente
Surgiu a perfeição.
Demorei muito prá dizer o que digo agora
Já passou da hora eu sei
Que errei muito contigo, mas eu te digo
Que sem você eu não me sinto senhor dos meus atos
Troco as palavras troco as bolas tropeço em meus passos
Mas tenho a esperança de tê-la em meus braços
Sei que por várias vezes não entendi seus apelos
Mas se quiser refazê-los não vai se arrepender
Ah ! sabe por quê ?
De bracos abertos vou recebê-los !
Por muitas horas vários instantes
Me sinto um zero a esquerda insignificante
Marcha sem cadência, orquestra sem harmonia
O bem sem o mal, a noite sem dia
Terra sem habitantes, espelho que não reflete
Palmares sem zumbi, jamaika sem seus scratch’s
Soldado sem sua pátria, esposa amante mundana
Africa sem negros, x sem ana
“volta pra mim !
Volta pra mim !
Volta pra mim sentimento não se foi.”
A idéia era só essa ai,
Te mais !
Sub-Raça
Agora irmãos vou falar a verdade
A crueldade que fazem com a gente
Só por nossa cor ser diferente
Somos constantemente assediados pelo racismo cruel
Bem pior que fel é o amargo de engolir um sapo
Só por ser preto isso é fato
O valor da própria cor
Não se aprende em faculdades ou colégios
E ser negro nunca foi um defeito
Será sempre um privilégio
Privilégio de pertencer a uma raça
Que com o próprio sangue construiu o brasil
4x sub-raça é a puta que pariu!
Sub-raça sim é como nos chamam
Aqueles que não respeitam as caras
Dos filhos dos pais dos ancestrais deles
Não sabem que seu bisavô como eu era escuro
E obscuro será o seu futuro
Se não agir direito
Talvez ser encontrado em um esgoto da ceilândia
Com três tiros no peito
O papo é esse mermo a realidade é foda
Não de um bote mal dado senão câmbio te bota
Fique esperto racista se liga na fita
Somos animais mermo se foda quem não acredita
4x sub-raça é a puta que pariu!
Agora irmãos vou falar a verdade
A crueldade que fazem com a gente
Só por nossa cor ser diferente
Somos constantemente assediados pelo racismo cruel
Bem pior que fel é o amargo de engolir um sapo
Só por ser preto isso é fato
O valor da própria cor
Não se aprende em faculdades ou colégios
E ser negro nunca foi um defeito
Será sempre um privilégio
Privilégio de pertencer a uma raça
Que com o próprio sangue construiu o brasil
4x sub-raça é a puta que pariu!
Sub-raça sim é como nos chamam
Aqueles que não respeitam as caras
Dos filhos dos pais dos ancestrais deles
Não sabem que seu bisavô como eu era escuro
E obscuro será o seu futuro
Se não agir direito
Talvez ser encontrado em um esgoto da ceilândia
Com três tiros no peito
O papo é esse mermo a realidade é foda
Não de um bote mal dado senão câmbio te bota
Fique esperto racista se liga na fita
Somos animais mermo se foda quem não acredita
4x sub-raça é a puta que pariu!
Ceilândia Revanche do Gueto
Ceilândia ceilândia
Ceilândia ceilândia
Respeito todas as quebradas becos e vielas
Quebras cabulosas satélites e qualquer favela
Todas se parecem muito só que a cei é diferente
Na nossa quebrada a parada é mais quente
Mais de 500 mil e pra eles somos lixo
Lutando pra sobreviver tratados como bichos
Escrotos ratos de esgotos vermes rastejantes
Cobras bichos peçonhentos monstros repugnantes
Terra sem lei nova babel casa do caralho
Cu do mundo baixa da égua
Foda-se o que dizem véi
Ceilândia é minha quebra
Movimento aos sábados em frente ao quarteirão
Df zulu ta na barca e aí moleque então
Domingo tem feira roda de capoeira
Meia lua queixada bença armada
Mortal martelo rodado “s” dobrado rasteira
Pernas subindo suor descendo molhando o asfalto
E o berimbau fala alto
Sou da ceilândia eu sou mais eu
Falo faço e aconteço
Por essa terra tenho apreço
Essa é minha quebrada não pega nada
Câmbio negro ta na área falando sem embaraço
Se o bicho pega pro seu lado colega véi um abraço
Agora sim:
Com o passar dos tempos a periferia passa a ter voz
Não que não houvesse no passado só que nos bboys
Éramos mais oprimidos que na atualidade
Seguindo em frente rap nacional é a revanche do gueto
X diz a verdade
Na hora grande é a hora em que tudo acontece
Mau ta solto na rua a mortalidade cresce
Criança jovem ou velho quase ninguém vê as caras
Não adianta chorara na hora de ir pra vala
Chuva de balas confronto polícia e ladrão
Irmão matando irmão
Prostitutas na esquinas churrasquinho de gato
A boca na rua de baixo
Moleque troca o ferro pelo fumo barato
Cana recebe seu troco
Pra manter o puteiro aberto e é certo
Semana que vem ta na área de novo
Paparicando o cafetão e babando o seu ovo
Assim é a minha quebrada pontos bons e ruins enfim
Aqui é assim gosto mesmo assim
Nasci pra ela e ela pra mim
Ceilândia
Mesmo que muitos considerem parada indigesta
Pra quem sobrevive na bocada véi todo dia é festa
Skatitas e bikers voam no radical
Curtem gog racionais thaíde câmbio negro normal
Cirurgia moral morte cerebral
Reverso da moeda revanche do gueto
Amarelos brancos negros ou pretos
Lado sujo da história porco na engorda síndrome de caím
Moleque de atitude te boda
Ceilândia, você é fóda!!!
Ceilândia ceilândia
Ceilândia ceilândia
Respeito todas as quebradas becos e vielas
Quebras cabulosas satélites e qualquer favela
Todas se parecem muito só que a cei é diferente
Na nossa quebrada a parada é mais quente
Mais de 500 mil e pra eles somos lixo
Lutando pra sobreviver tratados como bichos
Escrotos ratos de esgotos vermes rastejantes
Cobras bichos peçonhentos monstros repugnantes
Terra sem lei nova babel casa do caralho
Cu do mundo baixa da égua
Foda-se o que dizem véi
Ceilândia é minha quebra
Movimento aos sábados em frente ao quarteirão
Df zulu ta na barca e aí moleque então
Domingo tem feira roda de capoeira
Meia lua queixada bença armada
Mortal martelo rodado “s” dobrado rasteira
Pernas subindo suor descendo molhando o asfalto
E o berimbau fala alto
Sou da ceilândia eu sou mais eu
Falo faço e aconteço
Por essa terra tenho apreço
Essa é minha quebrada não pega nada
Câmbio negro ta na área falando sem embaraço
Se o bicho pega pro seu lado colega véi um abraço
Agora sim:
Com o passar dos tempos a periferia passa a ter voz
Não que não houvesse no passado só que nos bboys
Éramos mais oprimidos que na atualidade
Seguindo em frente rap nacional é a revanche do gueto
X diz a verdade
Na hora grande é a hora em que tudo acontece
Mau ta solto na rua a mortalidade cresce
Criança jovem ou velho quase ninguém vê as caras
Não adianta chorara na hora de ir pra vala
Chuva de balas confronto polícia e ladrão
Irmão matando irmão
Prostitutas na esquinas churrasquinho de gato
A boca na rua de baixo
Moleque troca o ferro pelo fumo barato
Cana recebe seu troco
Pra manter o puteiro aberto e é certo
Semana que vem ta na área de novo
Paparicando o cafetão e babando o seu ovo
Assim é a minha quebrada pontos bons e ruins enfim
Aqui é assim gosto mesmo assim
Nasci pra ela e ela pra mim
Ceilândia
Mesmo que muitos considerem parada indigesta
Pra quem sobrevive na bocada véi todo dia é festa
Skatitas e bikers voam no radical
Curtem gog racionais thaíde câmbio negro normal
Cirurgia moral morte cerebral
Reverso da moeda revanche do gueto
Amarelos brancos negros ou pretos
Lado sujo da história porco na engorda síndrome de caím
Moleque de atitude te boda
Ceilândia, você é fóda!!!