Anda vem ver vem cá
vem cá pro meu Pará
Vem pra você ficar de água na boca
Vem ver Dedê tocar
Beto lambadiar
Chimbinha guitarriar, que coisa louca!
Mistura de raça, dá loira, dá índia, morena
Meu povo vem ver as coisas do meu Pará
A minha cidade é linda é mais que um poema
Me orgulho em dizer que isso é Belém
É Belém do Pará, Carimbó, Síria, Tucupi, Tacacá, Açaí na tigela
É Belém de “Fafá”, Baía do Guajará, Ilha do Marajó, ai que coisa mais bela!
Eu vim de lá, eu vim de lá, eu vim de lá também
Eu vim de lá, eu vim de lá, do meu Pará-Belém
Vem dançar o carimbó, mistura com o Síria, e depois lambadiar o ano inteiro
Vem na onda do Calypso, na levada do Calypso, quem não gosta de Calypso
Não é Brasileiro!

Mistura de raça, dá loira, dá índia, morena
Meu povo vem ver as coisas do meu Pará
A minha cidade é linda é mais que um poema
Me orgulho em dizer que isso é Belém
É Belém do Pará, Carimbó, Síria, Tucupi, Tacacá, Açaí na tigela
É Belém de “Fafá”, Baía do Guajará, Ilha do Marajó, ai que coisa mais bela!
Eu vim de lá, eu vim de lá, eu vim de lá também
Eu vim de lá, eu vim de lá, do meu Pará-Belém
Vem dançar o carimbó, mistura com o Síria, e depois lambadiar o ano inteiro
Vem na onda do Calypso, na levada do Calypso, quem não gosta de Calypso
Não é Brasileiro!

Vem dançar o carimbó, mistura com o Síria, e depois lambadiar o ano inteiro
Vem na onda do Calypso, na levada do Calypso, quem não gosta de Calypso
Não é Brasileiro!!!!!!!!

Taca cá um beijo em minha boca.
Louca como eu fico louca amor.
(Louca para te beijar).
Taca cá um beijo em minha boca.
Louca como eu fico louca amor.
(Louca para te beijar).

Eu quero que você me tome.
Em seus braços pra não mais sair.
Porque tudo o que eu quero.
É ficar aqui.
Nesse vai e vem da vida .
Não posso parar.
Porque eu quero nessa vida.
É com você ficar.

Sentir o cheiro teu.
Não quero mais parar.
Meu dengo o teu cheiro.
Tem o cheiro do Pará.

Oh Oh Oh Oh Oh (4x)

Entre nesta festa não fique de fora
Dance comigo, mexa o corpo agora!
Entre no clima, jogue as mãos pra cima
Eu quero ver… Você mexer!
Solte adrenalina, dance do seu jeito!
Corpo de mola pra fazer direito.
No desenrola, eu quero ver você mexer.
Isso é Calypsoooo!
Balançando a mais de mil
Quem viu aplaudiu
A galera explodiu
Calypso pelo Brasil!
Oh Oh Oh Oh Oh Cante comigo!
Oh Oh Oh Oh E a galera balançou!
Oh Oh Oh Oh Oh Calypso Ohhhh
Oh Oh Oh Oh Oh Dance comigo
Oh Oh Oh Oh E a galera balançou!
Oh Oh Oh Oh Calypso Oh
Atenção galerinha de todo Brasil
Vem junto comigo dançar Calypso
Vamos arrepiar, Vamos brincar!
Calypsooooooooooo!

Semente, semente, semente
Semente, semente
Se não mente fale a verdade
De que árvore você nasceu? (2x)

De onde veio
De onde apareceu
Porque que o meu destino
É tão parecido com o seu?

Eu sou a terra
Você minha Semente
Na chuva a gente se entende
É na chuva que a gente se entende
Oh Semente!

Semente, Semente, Semente
Semente, Semente
Se não mente fale a verdade
De que árvore você nasceu? (2x)

Semente eu sei
Tem gente que ainda acredita
E aposta na força da vida
E busca um novo amanhecer
Lá vem o sol
Agora diga que sim
Semente eu sou sua terra
Semente pode entrar em mim…

Semente, Semente, Semente
Semente, Semente
Se nao mente fale a verdade
De que árvore você nasceu? (2x)

Se conseguir
Aquilo que você quer
E conseguir manter
A nobreza de ser quem tu é
Tenha certeza
Que vai nascer uma planta
Que a flor vai ser de esperança
De amor pro que der e vier
Oh Mulher!

Semente, Semente, Semente
Semente, Semente
Se nao mente fale a verdade
De que árvore você nasceu? (2x)

Se conseguir
Aquilo que você quer
E conseguir manter
A nobreza de ser quem tu é
Tenha certeza
Que vai nascer uma planta
Que a flor vai ser de esperança
De amor pro que der e vier
Oh Mulher!

Semente, Semente, Semente
Semente, Semente
Se nao mente fale a verdade
De que árvore você nasceu? (4x)

Semente, Semente, Semente
Semente, Semente
Não mente!

O povo fala, o povo fala mesmo
(2x)

Andam dizendo que eu meto a mão
Eu toco forte, eu furo o couro
Eu mando bala, eu meto a cara
Mas eu não fujo do combate

Que eu jogo duro, eu brigo feio, mando a lima
Sonho alto, quero muito e nada me sufoca
Mas nada disso me provoca

E comentam que eu corro muito, invento moda
Caio dentro e nada disso me entristece
É gente que não me conhece

O povo fala, o povo fala mesmo
(2x)

O povo fala e fala mesmo e falam pelos cotovelos
Se eu bebo de madrugada me chamam de arruaceiro
Quando eu bato, quando eu brigo, me chamam de barraqueiro
Eu vou fazendo meu batuque, me chamam de batuqueiro

Fala, o povo fala mesmo
O povo fala, o povo fala mesmo

E se eu tô forte, tô na pilha, já me chamam de parceiro
Mas se eu tô numa cilada, não passo de maloqueiro
Se eu tô sempre numa esquina, viro logo macumbeiro
Quando eu mudo a levada, eu levo fama de funkeiro

Fala, o povo fala mesmo
O povo fala, o povo fala mesmo

Compensando a anatomia, o povo fala sem ter dó
São dois olhos, dois ouvidos, mas a boca é uma só
E fala, o povo fala mesmo

O povo fala, o povo fala mesmo

Andam dizendo que eu meto a mão
Eu toco forte, eu furo o couro
Eu mando bala, eu meto a cara
Mas eu não fujo do combate

Que eu jogo duro, eu brigo feio, mando a lima
Sonho alto, quero muito e nada me sufoca
Mas nada disso me provoca

E comentam que eu corro muito, invento moda
Caio dentro e nada disso me entristece
É gente que não me conhece

O povo fala, o povo fala mesmo
O povo fala, e o povo fala mesmo

Eu faço samba e amor a qualquer hora
Eu faço samba e amor a qualquer hora

De madrugada tem batucada, eu to a fim e você
Fica parado eu não agüento, eu não agüento
Não quero viver a exemplo da vida dos Santos
Eu não moro em São Francisco, eu não moro em São Francisco

E você faça de mim um instrumento de Tua paz
E sabe do que mais, eu sou como o tambor que ressoa
Mais dentro dele que da pessoa

Eu faço samba e amor a qualquer hora (por que não agora)
Eu faço samba e amor a qualquer hora (por que não agora)

Eu não posso perder você
Como quem perde um real e não nota, não vê
Como quem perde um real e não nota, não vê
Sem querer pisei num despacho e saí cantando Geraldo Pereira
Mas sem querer, eu pisei num jardim e saí cantando Noel Rosa
Mas sem querer, eu pisei num jardim e saí cantando Noel Rosa

E você faça de mim um instrumento de Tua paz
E sabe do que mais, eu sou como o tambor que ressoa
Mais dentro dele que da pessoa
E sabe do que mais, eu sou como o tambor que ressoa
Mais dentro dele que da pessoa

Eu tenho você no coração
Ficar sozinho é pra quem tem coragem
Ficar sozinho é pra quem tem coragem
Eu vou ler meu livro Cem Anos de Solidão
Eu vou ler meu livro Cem Anos de Solidão
E nada melhor que ficar a sós com a voz e o violão
E nada melhor que ficar a sós com a voz e o violão
E nada melhor que ficar a sós com violão e voz

Acabou
Agora ta tudo acabado
Seu vestido estampado
Dei a quem pudesse servir
Agora que eu não posso mais caber em ti
Não quero te ver, dizem que você não quer mais me olhar
Como velhos desconhecidos se você não me escuta eu não vou te chamar
O amor que eu dei não foi o mesmo que eu vi acabar
O amor só mudou de cor, agora já ta desbotado
Corra lá vem à tristeza atirando pra todos os lados
Pegue o vestido estampado, guarde pro carnaval
Guarde que eu nunca te quis mal
Até o feriado quarta feira de cinzas e ta tudo acabado

Agora ta tudo acabado
Seu vestido estampado
Dê a quem pudesse servir
Agora que eu não posso mais caber em ti
Não quero te ver, dizem que você não quer mais me olhar
Como velhos desconhecidos se você não me escuta eu não vou te chamar
O amor que eu dei não foi o mesmo que eu vi acabar
O amor só mudou de cor, agora já ta desbotado
Corra lá vem à tristeza atirando pra todos os lados
Pegue o vestido estampado, guarde pro carnaval
Guarde que eu nunca te quis mal
Até o feriado quarta feira de cinzas e ta tudo acabado

Quem acendeu
A vela do destino
Não contava
Com a ventania

É tarde,
Chuva que demora
O olhar apressado
Vazando na memória

Mas eu sou reza forte
Pau mandado
Nem o diabo me olha de lado
Caiu pra lá, caiu pra cá,
Se te encontro num desses feriados
Te pego, te relo, te cato, te caço
Te como, te devoro e o que me der na telha
Quem é você, fogos ou artifícios
Ou minha ultima centelha

É, é, é, velas e vento
É, é, é, me levam pra você

Meu coração
Guarda o fogo
Deixa o destino
Acender a chama

É tarde,
Velas e vento
Estradas
Me levam pra tua cama

Mas eu sou reza forte
Pau mandado
Nem o diabo me olha de lado
Caiu pra lá, caiu pra cá,
Se te encontro num desses feriados
Te pego, te relo, te cato, te caço
Te como, te devoro e o que me der na telha
Quem é você, fogos ou artifícios
Ou minha ultima centelha

É, é, é, velas e vento
É, é, é, me levam pra você

Vai, vê se me esquece
Tira meu nome da lista de telefone
Vai ver que o mundo anda tão bem
Mesmo eu sem você
Você sem ninguém
Eu vou por aí. Vai, se livra de mim
Vai ver que é mesmo assim
Não tem nada de mágoa, o caminho da água também é cheio de pedras
E o rio não pára
Mas não tem nada de rio, de água, de pedra
Não tem explicação
Não tem nada, não
Eu vou por aí. Vai, se livra de mim
Vai ver que é mesmo assim

Eu vou seguir a luz dos faróis que me lembram seus olhos
Vai ver que eles podem me ajudar a ver que não há de ser nada
Que nao há de ser nada
Eu vou por aí, eu vou por aí…

Pior de tudo é que a gente ainda vai se ver
Ando em ruas que não sei o nome
Pra me perder…
Pior de tudo é que a gente ainda vai se ver
Ando em ruas que não sei o nome
Pra me perder…

Neste Brasil corrupção
Pontapé bundão
Puto saco de mau cheiro
Do Acre ao Rio de Janeiro

Neste país de manda-chuvas
Cheio de mãos e luvas
Tem sempre alguém se dando bem
De São Paulo a Belém

Eu pego meu violão de guerra
Pra responder essa sujeira

E como começo de caminho
Quero a unimultiplicidade
Onde cada homem é sozinho
A casa da humanidade
Onde cada homem é sozinho
A casa da humanidade

Não tenho nada na cabeça
A não ser o céu
Não tenho nada por sapato
A não ser o passo

Neste país de pouca renda
Senhoras costurando
Pela injustiça vão rezando
Da Bahia ao Espírito Santo

Brasília tem suas estradas
Mas eu navego é noutras águas

E como começo de caminho
Quero a unimultiplicidade
Onde cada homem é sozinho
A casa da humanidade
Onde cada homem é sozinho
A casa da humanidade
Onde cada homem é sozinho
A casa da humanidade
Onde cada homem é sozinho
A casa da humanidade

Os meus olhos cheios d’agua
Seu mar vazio
Qual é o fio que nos une e nos separa?

Eu quero seu sorriso
No correr da minha hora
E não o falta nada pra gente ser feliz agora

Só por você .. eu dei até o que eu não tive
Há tantos que vivem sem viver um grande amor
Eu que sonhei por tanto tempo em ser livre

Me prenda em seus braços
É o que eu te peço (2x)

Somos um barco no meio da chuva
Um edifício no meio do mundo
Fortes e unidos como a imensidão

Num passeio no meio da rua
Vamos dias e noites afora
Agora podemos ver na escuridão

Só por você .. eu dei até o que eu não tive
Há tantos que vivem sem viver um grande amor
Eu que sonhei por tanto tempo em ser livre

Me prenda em seus braços
É o que eu te peço (2x)

Passo de novo na rua em que você cresceu
Só pra respirar o seu ar
Há tanto céu, tanto mar entre você e eu
Pra sempre

Vai acontecer, não importa o
Tempo que isso leve
Sei que é pra valer, se não for assim,
Pra mim não serve

Sento com os meus pensamentos
Num braço de mar
Você muda a cor do lugar
Ventos de bons sentimentos voltaram a soprar
Por dentro

Vai acontecer, não importa o
Tempo que isso leve
Sei que é pra valer, se não for assim,
Pra mim não serve

Ultra-leve, amor
Abre o arco-íris da paixão
Asa delta eu sou
Pra voar no céu dessa emoção
E te levar

Eu tranco a porta
Pra todas as mentiras
E a verdade também está lá fora
Agora a porta está trancada

A porta fechada
Me lembra você a toda hora
A hora me lembra o tempo que se perdeu
Perder é não ter a bússola
É não ter aquilo que era seu
E o que você quer?
Orientação?

Eu tranco a porta pra todos os gritos
E o silêncio também está lá fora
Agora a porta está trancada
Eu pulo as janelas
Será que eu tô trancado aqui dentro?
Será que você tá trancado lá fora?
Será que eu ainda te desoriento?
Será que as perguntas são certas?
Então eu me tranco em você
E deixo as portas abertas

Eu pulo as janelas
Será que eu tô trancado aqui dentro?
Será que você tá trancado lá fora?
Será que eu ainda te desoriento?
Será que as perguntas são certas?
Então eu me tranco em você
Eu me tranco em você
E deixo as portas abertas

A traição que guardo entre os dedos da mão
Me leva, me guia, me deixa na estrada
dos passos passados por mim

A traição e no fim do caminho perdão
Uma curva escondida, entrada e saída
Vontade perdida de amar

Você surgiu, o céu caiu
Sem estrelas, sem Deus
Seus olhos fecharam nos meus

A traição nas batidas do meu coração
Me leva, me guia assim como um rio
Que segue meu destino sem mim

Você surgiu, o céu caiu
Sem estrelas, sem Deus
Meus olhos fecharam nos seus

Sempre haverá uma nova paixão
Somos tudo que vamos perder
Amores demais que vem, que vão

Tantas canções pra esquecer…
Você surgiu, o céu caiu
Sem estrelas, sem Deus
Seus olhos fecharam nos meus

Tantas canções pra esquecer…

Desde que o samba começou
O bamba sempre usou
variações inúmeras pra dá
Conta de tantas emoções, de todas as paixões, de todas as paisagens do lugar
Tantos personagens, dramas, ilusões
Tantas noites de agonia de luar
Lares, bares, ruas, becos, ecos e trovões
Sempre a cada dia um samba

Oh… Meu amor…
Hoje eu mesma venho aqui passar por bamba,
só me valer
Dessa longa tradição do gran compositor

Proclamando seu viver
Dando a sua dor asas pra voar

Desde que o samba começou
Alguém sempre sonhou
Hoje sou eu que venho aqui sonhar
Possa meu samba minha dor
meu canto meu amor
Chegar até você lhe despertar

Já nesse primeiro instante da manhã
Quando o dia finalmente clarear
Possa meu torpedo lhe atingir o coração
Ao nascer do dia um samba

Oh meu amor…
Hoje eu mesma, venho aqui cantar meu samba
Só me valer
Dessa eterna, possibilidade de alcançar
Pelas asas da canção
À distância não
Não vai nos separar

Como água no deserto
Procurei seu passo incerto
Pra me aproximar
A tempo

O seu código de guerra
E a certeza que te cerca
Me fazem ficar atento

Não me importa a sua crença
Eu quero a diferença
Que me faz te olhar
De frente

Pra falar de tolerância
E acabar com essa distância
Entre nós dois

Deixa eu te levar
Não há razão e nem motivo
Pra explicar

Que eu te completo
E que você vai me bastar, eu sei

Tô bem certo de que você vai gostar
Você vai gostar

Como lava no oceano
Um esforço sobre-humano
Pra recomeçar
Do zero

Se pareço ainda estranho
Se não sou do seu rebanho
E ainda assim
Te quero

É que o amor é soberano
E supera todo engano
Sem jamais perder
O elo

E é por isso que te espero
E já sinto a mesma coisa em seu olhar

Deixa eu te levar
Não há razão e nem motivo
Pra explicar

Que eu te completo
E que você vai me bastar, eu sei

Tô bem certo de que você vai gostar
Você vai gostar

Eu não quero saber de você
Eu não escrevo mais cartas de amor
As lágrimas são adereços
Adornos de usar,
Porque me mostra o mar
Se eu quero ver o navio?

O amor sente frio, fecha o seu casaco
Eu bem que te avisei pra não confiar em mim
Suas mãos estão repletas, mas precisam de flores
Assim como Rodin precisou de muitos amores

A lágrima, não é só de quem chora
A lágrima, não é só de quem chora
A lágrima, não é só de quem chora
Tô indo embora, tô caindo fora
Tô caindo fora, tô caindo fora

Eu não quero saber de você
Eu não escrevo mais cartas de amor
As lágrimas são adereços
Adornos de usar,
Porque me mostra o mar
Se eu quero ver o navio?

A lágrima, não é só de quem chora
A lágrima, não é só de quem chora
A lágrima, não é só de quem chora
Tô indo embora, tô caindo fora
Tô caindo fora, tô caindo fora

O tempo vai passar você vai ver
Então por que já não saber de vez?
Você está tão longe de entender
O que eu falo bem diante de você

Você diz: – tudo bem, depois faz diferente
Diz que vai sumir e sempre volta atrás
Enquanto a sua imagem vai e vem
Aonde posso ir se você não está

O sol me reconforta e eu ando só
E sei que você anda por aí
Eu nunca mais te vi ao meu redor
Nem sei se me encontrei ou te perdi

Talvez eu siga sem você daqui pra frente
A vida tem caminhos muito desiguais
Disseram que você só fala em mim
Agora veja como a gente foi ficar

Não mandei você ir embora
Nem falei que podia me esquecer
Vou sorrir pra tristeza agora
Vou viver os meus dias sem você

Quando você me vê
Eu vejo acender outra vez aquela chama
Então pra que se esconder?
Você deve saber o quanto me ama

Que distância vai guardar nossa saudade?
Que lugar vou te encontrar de novo?
Fazer sinais de fogo
Pra você me ver

Quando eu te vi e te conheci
Não quis acreditar na solidão
E nem demais em nós dois
Pra não encanar

Eu me arrumo, eu me enfeito
Eu me ajeito, eu interrogo meu espelho
Espelho em que eu me olho
Pra você me ver

Por que você não olha cara a cara?
Fica nesse passa ou não passa
O que falta é coragem
Foi atrás de mim na Guanabara
Eu te procurando pela Lapa
Nós perdemos a viagem

Sozinho na madrugada
Escuto na vitrola o chão de estrelas
Olhando na vidraça aquela chuva
E minha alma esquecida escuta o céu de pedras
Sozinho na madrugada
Não tenho relógio no meu pulso
Saudade de nada
O instrumento é o violão
Desejava tocar as cordas do teu coração

Sozinho na madrugada
O amor e a chuva são como agulha e linha
Quase uma coisa só
E minh’alma se costura na sutura da solidão
Da chuva, do violão
Da linha, do relógio
E as estrelas lá do chão
Não sei a que horas giram na vitrola
Saudade de nada
Ainda é madrugada

Nas ruas de outono
Os meus passos vão ficar
E todo abandono que eu sentia vai passar
As folhas pelo chão
Que um dia o vento vai levar
Meus olhos só verão que tudo poderá mudar

Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto

Daria pra escrever um livro
Se eu fosse contar
Tudo que passei antes de te encontrar
Pego sua mão e peço pra me escutar
Seu olhar me diz que você quer me acompanhar

Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto

Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto…

Eu já não sei respirar quando estou ao lado seu
Juro que me falta o ar a paixão bateu
Você é aquela mulher escondida nas letras de tantas canções
Deste lado do rio eu posso ver tudo o que é seu
Delicadeza e mistério que nem você percebeu
Quero chamar sua atenção com as pausas do meu violão
Resta nada resta
Leio o seu nome nas águas do amor que correm a deslizar
Passa tudo passa
Se eu não consigo dizer eu só posso escrever cartas com o olhar
Com o olhar
Se io riesco a parlare ora che sei con me
(Se eu arrisco a dizer, agora que estás comigo)
è un nuovo modo di usare dimmi tu che cos’è
(é um novo modo de ser, diga-me tu que coisa é,)
tu che raccogli il mio cuore senza far rumore
(tu que acolhes o meu coração sem fazer clamor)
da questo lato del fiume ogni cosa à piu facile
(deste lado do rio cada coisa é mais fácil)
le mani scorrono libere su di te
(as mãos escorrem livres sobre ti)
tu che respire di pause della mia canzone
(tu que suspendes a respiração pela minha canção)
resta, resta, resta
(fica, fica, fica)
ora che scrivo il tuo nome sull’acqua del fiume
(agora que escrevo o teu nome sobre a água do rio)
passa tutto passa
(passa, tudo passa,)
tu non sei una primavera non sei una sera
(tu não és uma primavera, não és uma noite)
perchè apro gli occhi e ti trovo ancora?
(porque abro os olhos e te encontro ainda,)
ti trovo ancora?
(te encontro ainda.)

Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber…

Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer…

Se eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso…

Sinto dizer que amo mesmo
Tá ruim prá disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos

No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada…

E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro…
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida

Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar
Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa…
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê o meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
O que eu já nem preciso…

E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro…
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida

Vim gastando meus sapatos
Me livrando de alguns pesos
Perdoando meus enganos
Desfazendo minhas malas
Talvez assim, chegar mais perto

Vim, achei que eu me acompanhava
E ficava confiante
Outra hora era o nada
A vida presa num barbante
E eu quem dava o nó

Eu lembrava de nós dois
Mas já cansava de esperar
E tão só eu me sentia
E segui a procurar
Esse algo, alguma coisa
Alguém, que fosse me acompanhar

Se há alguém no ar
Responda se eu chamar
Alguém gritou meu nome
Ou eu quis escutar

Vem, eu sei que tá tão perto
E por que não me responde
Se também tuas esperas
Te levaram pra bem longe
É longe esse lugar
Vem, nunca é tarde ou distante
Pra te contar os meus segredos
A vida solta num instante
Tenho coragem tenho medo sim
Que se danem os nós

Se há alguém no ar
Responda se eu chamar
Alguém gritou meu nome
Ou eu quis escutar

Vem, eu sei que tá tão perto
E por que não me responde
Se também tuas esperas
Te levaram pra bem longe
É longe esse lugar
Vem, nunca é tarde ou distante
Pra te contar os meus segredos
A vida solta num instante
Tenho coragem tenho medo sim
Que se danem os nós

Se há alguém no ar
Responda se eu chamar
Alguém gritou meu nome
Ou eu quis escutar

Não vou viver como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho aonde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você
(2x)

É… mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você…
(2x)

Te olho nos olhos e você reclama
Que te olho muito profundamente.

Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente…
Eu te ensinei quem sou…
E você foi me tirando…
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.

Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.

Até onde posso ir para te resgatar?

Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade…
De me inventar de novo.

Desculpa…se te olho profundamente,
Rente à pele…
A ponto de ver seus ancestrais…
Nos seus traços.

A ponto de ver a estrada…
Muito antes dos seus passos.

Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos!

Eu não vou renunciar a mim;

Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.

Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente.”

Você se vê
Por trás de um personagem
Ele não cabe em você
Não leve a mal te entender
Quem sabe eu sei
Quem sabe eu sei
Sempre ouvindo
Todas as outras pessoas
Mas quase nunca você
Não leve a mal, mesmo sem te conhecer
Eu posso ver

Tudo que vivi marcou a minha estrada
Mesmo numa festa assim
Me sinto só, só, me sigo só
Hoje, ao menos, me despi daquela farsa
Ninguém pode escolher um caminho por você

Deixa, deixa eu mudar a sua vida
Seja, na minha, bem-vinda
Porque nem sei
Quem sabe eu sei

Perdi,mas não esculacha
Sei que eu errei mas é tudo que você acha

Acha o que?
To morando no sapato,to prejudicado
A chapa tá ficando quente pro meu lado
E ainda vem você me dar voz de prisão

Logo quem
Não sabe o que é a vida de um descamisado
Tem coragem de dizer que eu sou mal educado
Não vê que eu to aqui mordido pelo cão?

Meu céu já foi azul
Não sirvo pra sofredor
Agora é só vudú
Ninguém me vê como eu sou
Depois do I Love You
Não sobrou mais nenhum cobertor

Mestre, fazei que eu procure mais
Consolar que ser consolado
Compreender que ser compreendido
Amar que ser amado
Pois é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se vive para vida eterna

Eu vou atravessar o rio a deslizar
Que me separa de você
O tempo atravessa em meu lugar
E deixo pra depois o que eu tinha que fazer
O destino aceito sem dizer sim ou dizer não
Sem entender
E fica a sensação de saber exatamente porque menti
Eu sei de onde vim e pra onde irei ie, ie, ie, ie, ie
Mas com você eu fico sem saber onde estou
Nós dois que sequer nos parecemos
E não cabemos num mesmo espelho
Mas nos olhamos toda manhã
A ferrugem mesmo pouca
Corrói os trilhos
As ruas nos atravessam
Sem olhar pro lado
Estou em você
E fica a sensação de saber exatamente porque menti
Eu sei de onde vim e pra onde irei ie, ie, ie, ie, ie
Mas com você eu fico sem saber onde estou
Eu vou atravessar o rio a deslizar
Que me separa de você
O tempo atravessa em meu lugar
E fica a sensação de saber exatamente porque menti
Eu sei de onde vim e pra onde irei ie, ie, ie, ie, ie
Mas com você eu fico sem saber onde estou
Eu vou atravessar o rio a deslizar
Que me separa de você

 
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