Conversa De Botas Batidas
- Veja você onde é que o barco foi desaguar
- a gente só queria o amor…
- Deus parece às vezes se esquecer
- ai, não fala isso, por favor
Esse é só o começo do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida
que a gente vai passar
- Veja você, quando é que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder…
- E se amar, se amar até o fim
- sem saber que o fim já vai chegar
Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas
não ter o seu lugar
Abre a janela agora, deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
e agora esta de bem
Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas
não ter o seu lugar
Diz quem é maior que o amor?
Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora
Vem, vamos além. Vão dizer
que a vida é passageira
Sem notar que a nossa estrela
vai cair
agosto 18th, 2008 at 15:11
Vejo como se fosse um dialogo entre dois amantes, que buscam o lugar de seu sentimento.
Um amor escondido a muito tempo…
outubro 24th, 2008 at 10:25
Numa entrevista, Camelo comenta que leu num jornal que um casal de velhinhos teria se reencontrado e reassumido uma paixão vivida na adolescência. Não se sabe o motivo, mas eles preferiram se encontrar às escuras, num hotel, sem incômodos ou pré-juízos de valor. Queriam apenas curtir seus momentos juntos, sem que ninguém os perturbassem. Eis que um dia, o antigo hotel vem a ruir. Na correria para salvar o maior número de hóspedes, um dos funcionários bate à porta do quarto onde o casal se encontra e não obtém resposta alguma. Não se sabe se eles estavam dormindo ou se eles não quiseram abrir a porta para manter a intimidade ou para não ser pegos em flagrante.Acabaram morrendo juntos. Marcelo Camelo, então, descreve um possível diálogo que acontecera minutos antes do desabamento e descreve a história com uma percepção incrível de poesia.