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Quem me dera ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.
Quem me dera ao menos uma vez
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.
Quem me dera ao menos uma vez
Explicar o que ninguém consegue entender
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.
Quem me dera ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
Fala demais por não ter nada a dizer.
Quem me dera ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.
Quem me dera ao menos uma vez
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do iní­cio ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Quem me dera ao menos uma vez
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.
Quem me dera ao menos uma vez
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos, obrigado.
Quem me dera ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado por ser inocente.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.



Qual é a sua interpretação?





*



62 Comentários

“Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês”, refere-se a época do descobrimento do Brasil, quando a literatura foi marcada além da informação, pela evangelização. Os Jesuítas tentavam catequizar os índios, e de acordo com eles Deus é uma trindade: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. A letra da música tenta retratar a dificuldade que os índios tiveram em compreender o catolicismo…

“entender como um só Deus ao mesmo tempo é três” pode vir da filosofia de Platão, dos três princípios constituintes de tudo, o seu arché, os três princípios eternos constitutivos do todo se apresentam como sendo uma Trindade, que a as religiões acharam uma teoria tão incrível, que pegaram essa relação de trindade para pai, filho e espirito santo. Ele diz que o triângulo possui 10 lados, mas se contarmos só conseguimos 9, pois o 10 esta no centro, o ponto que tudo une.

“…era prova de amiizade se alguém levasse em bora té o que eu não tinha”
Este trecho é muito marcante para refletir sobre pessoas da qual tínhamos toda a confiança e fomos traídas, perder um amigo é uma dor que persegue e se acumula no rol de experiências negativas, a ilusão de que se tem um amigo quando na verdade trata-se de alguém que nos faz mal e não percebemos. quando descobrimos a naõ reciprocidade de um sentimento verdadeiro como este parece que ficamos sem perspectivas, parece não nos restar mais nada, afinal quem acreditávamos que estaria do nosso lado agora é motivo de uma dor que precisa ser esquecida e com isso leva-se tudo em que outrora fora vivido.

o ouro entregue aos europeus nao foi somente o minerio quais outras riquezas

“nos deram espelhos e vimos um mundo dente”

“Quando os portugueses começam a explorar o pau-brasil das matas, começam a escravizar muitos indígenas ou a utilizar o escambo. Davam ESPELHOS, apitos, colares e chocalhos para os indígenas em troca de seu trabalho. Interessados nas terras, os portugueses usaram a violência contra os índios. Para tomar as terras, chegavam a matar os nativos ou até mesmo transmitir doenças a eles para dizimar tribos e tomar as terras.
Isto foi na época do descobrimento do Brasil.”

Achei a explicação desse blog muito boa “http://estradadadiscordia.blogspot.com.br/2012/02/musica-em-analise-indios-legiao-urbana.html”

Muito bom, só uma consideração com respeito ao tópico de número 4. A palavra echad em hebraico não é como ychad que significa um absoluto, mas sim um conjunto, assim com o nome dado a Deus YHVH está no plural, a trindade se entende quando pelo raciocínio lógico vc entende que em um ambiente que tem três luminárias não existe três luz’s, mesmo sendo 3 fontes de luz a luz é uma só. Abraços e parabéns pelo site.

Comment by Dado — 10 de novembro de 2012, na minha opinião, foi o que mais se aproximou da interpretação a ser dada à letra.
Vivi a época do Renato Russo e para quem já usou cocaína e aprofundou seu relacionamento com essa droga, sabe o quanto éramos “indios” antes de conhecê-la, no sentido da pureza de corpo e alma. Mas desse relacionamento também vem a percepção de vários aspectos da natureza humana e do quanto somos alienados por fatores externos e criações que nos impõem no decorrer da vida, e na letra está expressa a revolta e a impotência em relação a isso.
Acho essa a melhor letra do Renato, pois se pensarmos bem, são duas histórias contadas em paralelo: a primeira, e aquela que todo mundo “vê”, refere-se à colonização, de valores que são adicionados à culturas novas e puras e descobertas daí advindas, etc e tal. A segunda fala da pureza perdida e descoberta/revolta, ao mesmo tempo em que se descobre nossa incapacidade humana de lidar com boa parte disso tudo.
Outra letra do Renato que fala quase que abertamente da dependência da cocaína é Teorema, do primeiro disco deles, e anterior a “Indios”.

“Nos deram espelhos e vimos um mundo doente” é uma das coisas mais geniais que já ouvi/li numa música brasileira: quem já cheirou sabe a importância de um bom espelho…
“Quem me dera ao menos uma vez ter de volta todo ouro que entreguei a quem…”, mais uma vez toda a grana gasta com uma coisa que no final não leva a nada.
E no decorrer da música são dadas várias provas de que a cocaína tirou a pureza do índio que era o autor da letra:
“Fala demais, por não ter nada a dizer”
“E é só você que tem a cura pro meu vício”
“…de linho nobre e pura seda”
A frase ” O futuro não é mais como era antigamente” eu uso até hoje em assinaturas nos fóruns de web que frequento, pois a acho uma marco do pensamento moderno, embora saiba que a frase original não é do Renato.
Então é isso, pena não ter descoberto essa página antes, sempre quis dizer isso sobre essa letra mas não encontrava ambiente para isso.
Existem ainda outras “pistas” na letra, mas eu me alongaria demais se fosse falar sobre elas.
bicochuarque@gmail.com

Renato Russo usava em várias de suas músicas citações de textos religiosos. Fez isso, por exemplo, em pais e filhos, em Monte Castelo.
Índios foi composta após uma tentativa de suicídio sua. Nesta mesma época, compôs as melhores músicas, Tempo Perdido inclusive.
Parece-me que nesta ele age como se fizesse quase uma oração, uma conversa com Deus, para se redimir. Isto não quer dizer que ele tenha se convertido. Ele pode apenas ter usado a sacada do momento em que viveu para expressar o que sentia naquele momento.
Há vários trechos nos quais isto fica claro: quem o entende do início ao fim (alfa e ômega), nos deram espelhos e vimos um mundo doente (cita novamente a Carta de Paulo aos Coríntios, cap 13 – o espelho nesta carta era impreciso e não permitia uma visão verdadeira da pessoa, mas “apenas em parte” (Monte Castelo, repetido em Índios, o mundo doente era ele mesmo, pois é isso que a carta de Paulo fala), esta saudade que eu sinto de tudo que ainda não vi é a Fé, crença inabalável naquilo que ainda não se vê, mas que se sabe que vai ser alcançado.
Tudo isso mostra a riqueza de Renato Russo, que vai além do que muitos de nós consegue enxergar.
Por isso ele era único.

“Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.”
Neste Tópico frasal Renato Russo nos leva a relembrar o modo pelo qual alguns “gregos” da antiguidade refletiam a respeito da Existência Humana. Por um lado, os Grandes Filósofos, os quais conhecemos, defendendo suas Ideias de Mundo Real e Prático e Mundo das Ideias – ser pelo próprio conhecimento. (Ver Platão). Por outro, os insensatos expressavam “antes de ser (existir) o que sou não era nada e depois de não mais ser (existir) não serei nada”. E nisso os tais desprezavam a vida que tinham. Reflita: “Se alguém levar embora até a VIDA que eu não tinha.”
Obrigado, Cleytão do Sítio São João.

Renato Russo, embora fosse católico, questiona o ensino da TRINDADE. Observe o trecho:
“Quem me dera ao menos uma vez
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três”
Esse ensino, desenvolvido pela igreja católica, não está em conformidade com a bíblia.
“”Ouve, Israel, o Senhor (YHVH) nosso Deus é o único (echad) Senhor (YHVH)”.(Deuteronômio 6:4)
É interessante que a palavra TRINDADE não ocorre nenhuma vez na bíblia. Não é um ensino Divino e o Renato coloca muito bem esse questionamento na canção.

Na minha opinião, toda a música Índios é uma única verdade,com frases seper inteligentes e profundas que o Renato Russo escreveu em um momento em que estava deprimido por vários fatores .
Inclusive, ele chegou a cortar seus pulsos, para se ter uma idéia a qual profundo abismo ele chegou naquela época. Veja esta parte da música, que fala sobre isto:

Índios
Legião Urbana

“…Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você (DEUS) de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você (DEUS)
Que me entende do início ao fim
E é só você (DEUS) que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi
Quem me dera ao menos uma vez
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes
Quem me dera ao menos uma vez
Fazer com que o mundo saiba que seu nome (DEUS)
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos obrigado…”

– Entende-se aqui que neste triste momento ele teve um encontro, uma conversa com Deus pois é a Ele que se refere neste trecho, ao nosso Deus!

A meu ver e pelo jeito de muitos aqui, a música relata um inconformismo tanto interno como o que acontecia no mundo. A falta de fé das pessoas e a desumanização que sempre existiu. Tentou, provavelmente o suicídio. Momento de grande depressão do Renato que viu que Deus é a cura. O único eternamente presente na sua vida que sempre te entenderá ou melhor sempre estenderá a você o alívio para suas dores. Com relação a parte que ele trata dos índios, pode até ser que ele quis realmente passar a ideia da colonização, das injustiças com os índios sim, já que o contexto desta música não trata de um tempo determinado, mas sim de muitas injustiça ocorridas em tempos distintos e por isso na opinião dele, sob um pessimismo depressivo o mundo é doente. Renato viveu em Brasília e lá naquela região ainda situa-se a maior parte do que infelizmente restou das tribos. Acho que o título faz referência a fragilidade do homem em geral, os índios eram “inocentes”, assim como nós também somos querendo apenas uma chance de ver as coisas como sonhamos e somos escravizados pelo nosso ego, assim como os índios inocentes e puros foram pelos portugueses

Renato próprio fala que essa é uma letra seríssima. Então é óbvio que não se trata apenas de uma canção de amor. Ele também disse em entrevista que era Católico Apostólico Romano. E o centro dessa música é JESUS CRISTO. Além de claro, comparar a inocência Dele com a dos índios.

“Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do iní­cio ao fim.”
Para mim nessa parte Renato esta se referindo a sua tentativa de suicidio (cortar os pulsos), mas ai ele percebe que so que tem a cura do seu vicio e quem o entende do inicio ao fim e DEUS, isso ta obvio DEUS e o unico que nos entende por completos…

Quem me dera ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.
Quem me dera ao menos uma vez
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.
Quem me dera ao menos uma vez
Explicar o que ninguém consegue entender
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.
Quem me dera ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
Fala demais por não ter nada a dizer.
Quem me dera ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.
Quem me dera ao menos uma vez
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do iní­cio ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Quem me dera ao menos uma vez
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.
Quem me dera ao menos uma vez
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos, obrigado.
Quem me dera ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado por ser inocente.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.

Quem me dera, ao menos uma vez, fazer com que o mundo saiba que seu nome está em tudo e mesmo assim ninguém lhe diz ao menos obrigado.

Na moral, só porque o nome da música é “Índios”, não quer dizer que ela fale sobre a colonização, afinal, o nome é “Índios”, entre aspas.

Quem me dera ao menos uma vez Fazer com que o mundo saiba que seu nome Está em tudo e mesmo assim Ninguém lhe diz ao menos, obrigado.

Quem me dera ao menos uma vez Fazer com que o mundo saiba que seu nome Está em tudo e mesmo assim Ninguém lhe diz ao menos, obrigado.

Quem me dera, ao menos uma vez,Ter de volta todo o ouro que entregueiA quem conseguiu me convencerQue era prova de amizadeSe alguém levasse embora até o que eu não tinha.Quem me dera, ao menos uma vez,Esquecer que acreditei que era por brincadeiraQue se cortava sempre um pano-de-chãoDe linho nobre e pura seda.Quem me dera, ao menos uma vez,Explicar o que ninguém consegue entender:Que o que aconteceu ainda está por virE o futuro não é mais como era antigamente.Quem me dera, ao menos uma vez,Provar que quem tem mais do que precisa terQuase sempre se convence que não tem o bastanteE fala demais por não ter nada a dizerQuem me dera, ao menos uma vez,Que o mais simples fosse visto como o mais importanteMas nos deram espelhosE vimos um mundo doente.Quem me dera, ao menos uma vez,Entender como um só Deus ao mesmo tempo é trêsE esse mesmo Deus foi morto por vocês -É só maldade então, deixar um Deus tão triste.Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.Entenda – assim pude trazer você de volta prá mim,Quando descobri que é sempre só vocêQue me entende do inicio ao fimE é só você que tem a cura pro meu vícioDe insistir nessa saudade que eu sintoDe tudo que eu ainda não vi.Quem me dera, ao menos uma vez,Acreditar por um instante em tudo que existeE acreditar que o mundo é perfeitoE que todas as pessoas são felizes.Quem me dera, ao menos uma vez,Fazer com que o mundo saiba que seu nomeEstá em tudo e mesmo assimNinguém lhe diz ao menos obrigado.Quem me dera, ao menos uma vez,Como a mais bela tribo, dos mais belos índios,Não ser atacado por ser inocente.Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.Entenda – assim pude trazer você de volta prá mim,Quando descobri que é sempre só vocêQue me entende do início ao fimE é só você que tem a cura pro meu vícioDe insistir nessa saudade que eu sintoDe tudo que eu ainda não vi.Nos deram espelhos e vimos um mundo doenteTentei chorar e não consegui.

Renato Russo não gostava de tocar essa musica pois escreveu numa epoca em que sofria muito e não queria mais lembrar. Começando pelo refrão, ele tentou suicídio (cortou os pulsos) “quis o perigo e sangrei sozinho entenda”…
trouxe Deus de volta pra crença dele, tinha largado os ensinamento dos pais devido as drogas e depois enquanto sangrava lembrou que existe alguem que o conhecia e poderia lhe ajudar.
Cura do vicio da saudade do que ele não conhecia, era ele se sentir mau sem saber o porque, não sabia o que tinha que melhorar (depressão)
“Nos deram espelhos e vimos um mundo doente” Espelhos trata dos parametros criados pela sociedade, que todos deveria ter esse padrão para ser normal e mesmo assim esse mundo não funcionava. “Tentei chorar mas não consegui” – desgosto total
Indios era a analogia feita pela vida simples, sem maldade, corrupção ou violencia. Renato Russo sofria muito com a sociedade atual

A minha analise é que o indio era ele,sendo sem maldade e inoscente e que o portugues era alguém que se fez de amigo para ficar com a pessoa que ele amava.E depois de conhecer a maldade das pessoas ele sabia que iria passar por isso outras vezes ” …Explicar o que ninguém consegue entender
Que o que aconteceu ainda está por vir…”

A análise do Luciano Aguiar é muito boa, apesar de não concordar com tudo tem bastante coerência.

Na minha opinião o Renato começa fazendo uma analogia dos índios com nós nos dias atuais. Também faz críticas aos colonizadores associando-os com lideres de hoje em dia.

Depois quando ele diz que o que aconteceu ainda está por vir, quis dizer que o futuro repete erros do passado, assim como cazuza disse na música (O tempo não para).

Na sequência critica a ganância quando diz que quem tem mais do que precisa ter, quase sempre se convence que não tem o bastante, e o mais simples deveria ser visto como o mais importante.

Depois quando diz que sangrou sozinho se refere a ele mesmo que cortou os pulsos numa tentativa de suicídio, e quando diz que (só você que me entende), quer dizer que só ele mesmo o entende.

Valeu galera

Luciano de Aguiar, tou com você! Parabéns pela interpretação! Não tem nada a ver com colonização, ele utilizou tudo isso como analogia para descrever momentos de relações presentes.

Galera, vao me desculpar, mas ate agora vcs só deduziram o obvio. Renato usava referencias historicas e religiosas pra tornar mais fácil de entender os sentimentos que ele sentia em relação a determinada situação e nao pra falar da colonização ou de religiao.
De fato, é impossível agora ter certeza do que ele estava pensando na hora que escreveu essa musica, mas com certeza a mensagem nao é sobre como os indios sofreram ou sobre o resgate de jesus.
Se eu fosse especular, apostaria que a musica aborda o fim de um relacionamento e os anseios decorrentes disso.
“Quem me dera ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.
Quem me dera ao menos uma vez
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.
Quem me dera ao menos uma vez
Explicar o que ninguém consegue entender
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.”

Esta primeira parte, parece tratar de um conflito que levou ao fim do relacionamento. (Se o futuro nao é mais como era antigamente, é porque agora eles nao se imaginam mais juntos no futuro… talvez).

“Quem me dera ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
Fala demais por não ter nada a dizer.
Quem me dera ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.
Quem me dera ao menos uma vez
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste.”

Nesta segunda parte, Renato continua descrevendo os defeitos dele ou da outra pessoa com quem ele se relacionava ou de ambos. (no caso, egocentrismo, vaidade, ganancia, a falta de auto-controle, o vicio, enfim… se olhem no espelho, ninguem é perfeito). No final desta parte, de fato, Renato faz uma critica a ele mesmo ou ao outra pessoa, dando a entender que a religiao (ou pudores religiosos) foi mais um motivo para o fim da relação.

“Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do iní­cio ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.”

No refrão, fica bem claro que se ele quis terminar entao ele se arrependeu, ou se ele nao quis terminar entao ele ficou desesperado pelo rompimento. De qualquer forma, ele acreditou que cortar os pulsos poderia apelar para a compaixao do outra pessoa e forçar uma reaproximação. Renato devia acreditar que a outra pessoa era capaz de entende-lo melhor que ninguem. Sentia muita saudade.
Quando ele diz: ” De tudo que eu ainda nao vi”, provavelmente tava falando dos planos que fizeram juntos e nao se concretizaram…

“Quem me dera ao menos uma vez
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.
Quem me dera ao menos uma vez
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos, obrigado.
Quem me dera ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado por ser inocente.”

Finalmente, Renato deseja acreditar que eles possam voltar, e ter uma segunda chance, valorizando mais do que nunca um ao outro, e pede a compaixao da outra pessoa.

Obs.:
- “Indíos” pode fazer referencia a fragilidade que ele sentia no momento.
- Coloquei outra pessoa, pois no caso do Renato Russo, poderia ser uma mulher ou um homem…

“Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim…”
Essa parte, por alguma razão me remete a religião,
quando Jesus foi crucificado e retorna de volta aos braços de Deus.
“Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do iní­cio ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.”
Essa parte eu interpreto como as profecias, promessas de Deus e como Ele entende o que está em nosso coração.

os índios da música somos todos nós. Pessoas que ainda não sabem exatamente o que fazer e que sempre pagam o pato. Pessoas que erram em prol de algo que acham que é o certo. Pessoas que vivem procurando a verdade em meio às loucuras que inventam só para se perdoarem das mentiras inventadas. Pessoas que não aceitam e que aceitam coisas porque outras o fazem.

obs.: Renato escreveu essa música a caminho da gravadora ainda com os pulsos enfaichados e demorou pouco mais do que 30 minutos, segundo relato dos próprios membros da banda. Que genialidade ou, quem sabe, que sufoco!

obs.: Renato escreveu essa música a caminho da gravadora ainda com os pulsos enfaichados e demorou pouco mais do que 11 minutos, segundo relato dos próprios membros da banda. Que genialidade ou, quem sabe, que sufoco!

sobre o trecho: “Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.” esse trecho retrata claramente o reencontro de Renato com ele mesmo após ter tentado o suicídio. “quis o perigo e até sangrei sozinha entenda (cortou os pulsos, por sorte não morreu mas assim) pode trazer você de volta pra mim (Renato se reencontra e coloca a cabeça no lugar, e percebe que se ele próprio não se governar, seja por influência de religião ou não, isso não vem ao caso, ele não será compreendido por mais ninguém a não ser ele próprio) “quando descobri que é sempre só você (ele mesmo) que (me) entende do princípio ao fim”.

Já no trecho: “E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.” retrata o mal que a ansiedade de saber até o que não aconteceu ainda, só pode ser curado por ele mesmo. Ou seja, essa música, como um todo demonstra o momento mais contraditório onde Renato teve que “aceitar” que ele não era auto suficiente e que deveria aceitar ajuda, mesmo que fosse dele mesmo, para se auto conhecer e se aceitar como ele era.

Belíssima música.
Até um certo ponto é até de fácil interpretação, onde fala sobre a colonização dos europeus nas Américas. Só até esta parte já valeu a música.
Mas depois tem uma parte um tanto quanto enigmática, que dá margens para muitas interpretações. Acho que a partir de “Eu quis o perigo e até sangrei sozinho….”. Só mesmo o Renato para esclarecer o sentido que ele quis dar. Só que ele já se foi. Então talvez seja essa a intenção.

Pra mim essa música por incrível que pareça, fala sobre a colonização predativa que sofremos, e suas consequências pra nós.
A letra toda hora fala de falsas oferendas em troca de nossas riquezas, como entregar o ouro pra alguem que se fez de amigo. Quando ele diz dos espelhos, faz clara referencia ao tipo de objeto que realmente era dado para os indios em troca dos recursos naturais, ou apenas pra conquistar sua simpatia. E dai, ele faz uma relação com o objeto espelho e ver nesse espelho o tipo de sociedade doentia que os europeus cultivavam. “Seu nome está em tudo”, nomes de comida, rodovias, cidades, animais, de origem indígena são muito presentes em nosso vocabulário. As estrofes se encaixam muito bem nas características da colonização, dos europeus e dos indios atacados, e roubados.

Caríssimos, em INDÍOS, Renato estava tratando da nossa relação com Jesus Cristos, o salvador do mundo,pois na primeira estrofe ele relembra um trecho da palavra de DEUS, a qual afirma que aquele que tem lhe será dado e aquele que não tem até aquilo que tem lhe será tirado. A relação existente entre pano chão e linho nobre e pura ceda,constante da estrofe segunda, revela que o pano chão é toda o sofrimento que o filho de DEUS experimentaria, desde o início com um nascimento bem humilde, em um patíbulo, por outro lado a pura ceda aponta para o seu funeral, pois está escrito que José de Arimatéia, senador e discípulo oculto de Cristo, juntamente com Nicodemos, envolveram o corpo de Cristo já morto em um fino ou nobre de seda. Na terceira estrofe ele trabalha o retorno de Cristo, pois afirma que morreu e sofreu por nos voltará novamente, em breve. Resumirei aqui as demais estrofes, de um todo Renato demonstra que Cristo sofreu sozinho por nossa falhas, e que não dignos dele,pois ele um DEUS, mesmo assim, é tão simples que nós achamos que não verdade, então o que é simples se transforma em complexo, por fim exorto a todos os que vão ler esta mensagem, Renato nos comparou com índios na mesma medida que Cristo nos comparou a crianças, inocentes e dependentes de DEUS, só que incapazes de reconher que Ele é suficiente para nos dar a vida ETERNA, de ser a nossa salvação. E mais é de graça. Glória a DEUS que é bom o tempo todo. Roger.

“Nos deram espelhos e vimos um mundo doente” Nessa parte ele não fala dos índios e sim da sociedade atual. O espelho é a TV. Ele já disse isso.

Galera gostaria que vocês observassem também o trecho “E o que aconteceu ainda está por vim e o futuro não é mais como antigamente” pode ser uma espécie de profecia de uma nova invasão no Brasil.Comentem a respeito por favor.

Fiquei maravilhada com a análise e muito agradecida também. Gostaria de saber se essa cançãó também pode ser considerada um cordel, como “Faroeste Cabloco”, pois estou fazendo uma pesquisa sobre o assunto e estou também, explorando o maior número de possibilidade. Muito obrigada. Grande abraço,
Sandra

A primeira estrofe se refere a abordagem europeia sobre o índio em busca de nossas riquezas..ja a segunda se refere ao escambo a troca de objetos entre índios e europeus(portugueses ou espanhóis)ja que não só os portugueses colonizaram as terras americanas. Terceira estrofe se refere a nossa história. Desde a chegada dos europeus e o reflexo disto em nossos dias de hoje. A quarta estrofe se refere a comparação entre sociedade do trabalho (europeu)x sociedade livre(índio)onde o índio não armazenava alimentos e só buscava o que podia utilizar…enquanto o europeu sempre buscava mais e mais sendo obcecado pelo trabalho. Na quinta estrofe que ele se refere ao espelho e vimos um mundo doente nada mais é do que a transformação do índio em cristão. O conhecimento do pecado. Da opressão por parte da igreja. A sexta estrofe se refere a imposição do cristianismo ao índio já que o mesmo era politeísta. E Renato russo faz a critica em cima de que os europeus fizeram o índio assimilar que seus deuses não existiam e o único Deus que existia era o que os europeus cultuavam ,mesmo o filho deste deus sendo morto por os mesmo que hoje o veneram…a próxima estrofe se refere a luta do índio por sua liberdade em seguida..a referencia ao mundo perfeito criado pela igreja..(ilusório)e qnd ele se refere q seu nome está em tudo esta se referindo a cultura indígena. Roupas, comidas entre outras coisas que temos da cultura indígena no nosso dia a dia e mesmo assim não damos devida importância ao índio..e por fim ele fala ou melhor imagina como seria se os índios continuassem virgens, puros sem contato com o europeu!!!

Para mim, essa música trata da relação do índio com o Deus português. Ela tem uma grande dose de idealismo também.

“Quem me dera ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.”

>>> Referência ao início da colonização portuguesa. Os portugueses “enganaram” os índios e pegaram o ouro, que para eles não tinha tanto valor.

“Quem me dera ao menos uma vez
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.”

>>> Essa parte mostra a indignação do indígena com o desperdício dos brancos e na desigualdade da sociedade dita “civilizada”. Os índios brasileiros ainda viviam uma experiência social simples, sem grandes desigualdades porque não havia a noção de propriedade.

“Quem me dera ao menos uma vez
Explicar o que ninguém consegue entender
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.”

>>> Essa parte já é um questionamento existencial do índio sobre os mistérios do tempo que se aplicam a quase todas as sociedades. É auto-explicativa.

“Quem me dera ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
Fala demais por não ter nada a dizer.”

>>> Indignação com o funcionamento da sociedade capitalista que é fruto da sociedade européia.

“Quem me dera ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.”

>>> Essa parte usa o fato de os portugueses terem trocado espelhos com os índios de uma forma metafórica. É uma crítica a todo ser humano (inclusive os índios) de desprezarem as coisas simples. Por isso que ao ser dados espelhos, viu-se apenas o ruim e complexo do mundo, a doença, e desprezou-se as pequenas coisas simples.

“Quem me dera ao menos uma vez
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste.”

>>> Incompreensão do índio com a religião Cristã do branco. O índio respeitava seus deuses, e é complicado entender como o branco matou seu próprio Deus e ainda não se redime de ter feito isso, praticando coisas que o desagradam.

“Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.”

>>> Essa parte é a que dá mais margem a interpretações. Para mim, se trada da resposta do Deus dos brancos ao índio. Podemos perceber certo egoísmo de Deus, já que ele se sacrificou por nós, os humanos, porque, ao contrário do que pensam, não é apenas Ele que é importante para nós, mas nós também somos importantes para Ele. Nós damos sentido a Deus, somos os únicos que podemos entender Ele do início ao fim.

>>> Depois da resposta de Deus, as indagações do índio se voltam para um caráter mais existencial, de abrangência não só do indígena enquanto sujeito na História da humanidade, mas também a todo ser humano.

“Quem me dera ao menos uma vez
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.”

>>> Nessa parte há uma indagação a respeito de aparências. O próprio texto já diz tudo.

“Quem me dera ao menos uma vez
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos, obrigado.”

>>> Nessa parte o índio se volta para a maneira como as pessoas tratam Deus. Na cultura indígena, os deuses tinham suprema importância, enquanto na do homem, os interesses capitalistas é que moldam a ideia de Deus.

“Quem me dera ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado por ser inocente.”

>>> Nessa parte o índio se volta contra Deus por ele não fazer nada quanto ao que aconteceu e vem acontecendo aos inocentes, que são, no caso, representados pelos índios. Podemos abranger essa indignação a falta de toda e qualquer intervenção divina na terra para sanar as nossas chagas.

NO MEU COMENTÁRIO ANTERIOR COLOQUEI QUE A MÚSICA DEIXA DE SER LEVE. NÃO SEI DE ONDE VEIO O LEVE, POIS QUIS DIZER “DELE”.

Amores, quando o autor lança a música, não interessa o que ele pensava ou deixava de pensar. A música deixa de ser leve para ser do ouvinte-leitor. É lógico que só podemos interpretar a partir da letra, com total coerência,mas ficar tentando decifrar o que o autor pensou ou deixou de pensar é perda de tempo. O importante é sentir, ler a música cada um com seus olhos!

Nessa música,o Renato fala muito mais da sua relação com a cocaína,do que com outros temas. Ela é contruída,em meio à paranóia,anseios e uma boa dose de ”bad trip”. Essa letra é um confronto dele com a droga e o que ela faz à ele. É quase indetectível,mas os rastros da trilha,estão lá…

Esta é, de longe, a música mais religiosa da Legião Urbana.

“Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda que assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
que me entende do início ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda nem vi.”

Está falando do espiritual. Ele precisou sangrar pra estar perto, novamente, do divino.

musicaaa perfeita !!! só tenho isso a dizer

Não acho que tenha a ver com ÍNDIOS literalmente e sim a relação pessoal do autor da música com DEUS.
Isso faz a música ser muito bonita.

vou explicar direitinho pra todo mundo entender presta atençao: 1/os colonizadores levaram toda a riqueza dessa terra e queriam mais e se eles pudessem ter de volta seriam o povo mais rico do mundo,eles queriam mais ate o que nao existia. 2/os luzitanos desperdicavam o dinheiro que eles ganhavam esbanjavam por isso que na musica fala que usavam pano de chao de linho nobre pura seda.3/ai ele fala das previsoes do futuro feita pela biblia,nostradamos e outros profetas ja sabendo o que vai acontecer e o futuro nao é como antigamente,todo mundo lembra do passado com nostalgia e prefere o passado do que o futuro
4/os indios não entendiam porque os portugueses queriam tanta coisa,queriam juntartanta riqueza, na mente deles porque guardaras coisas que a natureza dá ,se sempre que precisar esta tudo na mão.as pessoas de posse gosta de falar tudo que tem e se demonstrar se não fala pra um fala pra outro.
5/ o mais importante da vida esta nas pequenas coisas a ganancia não deixa ninguem ver isso , quando ele olha sua imagem no espelho ganhado dos lusos ve umpovo doente, pelas doenças que eles troxeram e pela morte.
6/nesta ele esta falando da trindade e não entende.como um indio vai saber como 3 é 1 ecomo mataram o filho de Deus a maldade da humanidade não tem limites.Deus ficou muito triste por isso.7/nessa parte ele ja começa a falar dele mesmo,quando estava passando momentos de depressão cortou o pulso e escreveu essa letra, pensando que cortando o pulso as pessoas ficariam com pena dele e voltariam pra ele,do mode de autopena.8/ to com sono vou dormir depois coloco o resto da interpretação.

A analogia proposta para índios e os colonizadores é respectivamente referente a nossa pureza individual e a maldade que a humanidade tende a nos impor.

A música é um desabafo do intérprete a respeito de valores para a humanidade e contém no refrão uma mensagem como se fora Jesus falando, com algumas citações da Bíblia, livro que o Rento Russo costumava ler bastante e utilizar em suas composições.

Segue a minha interpretação:

Quem me dera ter de volta o ouro que representa valores que entregamos em troca de amizades e que agora nos fazem falta. Seria melhor que nos levassem o que não tínhamos e que agora temos, mas não nos acrescenta.

Quem me dera não ter brincado com desigualdades sociais e opressões aos menos favorecidos.

Quem me dera ao menos entender as profecias de Deus que se encontram na Bíblia, mas que possuem uma temporalidade muito difícil de se compreender e comprovar.

Quem me dera trazer entendimento às pessoas de que só precisamos do necessário e que as demais coisas que procuramos são justificadas por argumentos vazios.

Quem me dera que a óbvia simplicidade das coisas importantes fossem realmente vistas como importantes, mas recebemos espelhos (pessoas com habilidade de nos mostrar como realmente somos)e percebemos que a humanidade é doente.

Quem me dera entender a trindade de Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) e como este mesmo foi crucificado na cruz pela insistência da maldade que lhe entristeceu o coração.

____

Jesus falando – Me expus ao perigo por opção e até sangrou sozinho (menção de sua agonia na véspera de ir à cruz quando suou sangue). Entenda que assim eu te salvei de ser parte deste cenário.

____

Eu descobri que só você me entende, afinal eu não me fiz e só Deus pode curar a ansiedade da falta que faz não viver a eternidade com ele.

Quem me dera acreditar na existência, na perfeição da criação e que as pessoas são feitas para serem felizes (não são porque optam por não serem).

Quem me dera fazer com que as pessoas soubessem que o nome de Deus está em tudo e mesmo assim ninguém lhe dirá: “obridado”!

Quem de dera viver numa humanidade perfeita e justa.

“Tentei chorar e não consegui”. Demonstra que apesar de toda a sensibilidade ainda não foi possível alcançar a pureza desejada.

Todas as interpretações sobre a história da colonização das Américas são válidas, mas a finalidade é desabafar a respeito dos nossos valores distorcidos nas relações sociais tendo por referência de valor o cristianismo.

Quem me dera ao menos uma vez
Ter de volta todo ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade Se alguem levasse embora até o que eu não tinha
– Aqui ele quer dizer como os portugueses prometeram amizade para os índios, mas o q eles queriam mesmo era nosso ouro.

Quem me dera ao menos uma vez
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre pura seda.
– Essa parte talvez ele já pode falar um pouco dele, talvez ele tenha começado usar drogas por pura brincadeira e, como poucas pessoas sabem q ele fez essa mu7sica após se cortar, mesmo se cortando ele era importante.

Quem me dera ao menos uma vez
Explicar o que ninguém consegue entender
Que o q aconteceu ainda está por vir
Que o futuro não é mais como era antigamente
– Como todo mundo ele queria saber explicar o amor q já passou na vida d muita gente mais volta mais tarde. E que o futuro de cada historia termina diferente.

Quem me dera ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do q precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
Fala demais por não ter nada a dizer
– A música já demostra essa parte por si.(É óbvio)

Quem me dera ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente
– Ele diz q várias pessoas ainda despreza as pequenas coisas sem saber q são muito importantes.
Nisso ele fala dos índios que trocaram ouro por espelhos q tempos depois mostrou-se um mundo covarde.

Quem me dera ao menos uma vez
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste.
– Mais uma vez ele se põe na pele dos índios que aprenderam sobre 3 deuses: Deus dos portugueses, os santos q são tratados da mesma forma e o deus deles. Porém a maldade dos portugueses deixaram seu Deus triste.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do iní­cio ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
– Essa pode ser a conversa de Renato com Deus.

Quem me dera ao menos uma vez
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.
– A letra já demonstra o significado

Quem me dera ao menos uma vez
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos, obrigado.
– O nome a quem ele se refere é a Deus

Quem me dera ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado por ser inocente.
– Muitos sabem q os portugueses tentaram escravizar os índios, mas a igreja católica não deixou pois eram inocentes.

Isso é o meu análise, espero q vcs gostem. Valeu Renato por essa música e tantas outras!

Legal!

Eu achei legal! Porém Chata! mais a musica é legal, só que é muito velha e chata, tem umas partes legais e outras chatas. dai a musica em um todo é bem legalzinha só que se tu for ver por partes é chata.
nada vê na boa véi.

Pessoal, a análise dessa letra pode ser feita de 3 formas:
1. Pessoal (Suicídio)
2. Histórica (O Brasil sendo colonizado de forma avassaladora)
3. Existencial (Deus)

“Quem me dera ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.”

Nessa primeira parte, Renato Russo lamenta o modo como Portugal
conseguiu convencer os habitantes locais (ÍNDIOS) a entregarem
seu “ouro” (pau-brasil, cana-de-açúcar, drogas do sertão, ouro, prata)
em troca da amizade prometida. Os portugueses fizeram um genocídio
(assassinato de pessoas) e um etnocídio (destruição da cultura local)
no Brasil. Alé disso, a ganância era tamanha que os lusos exploravam
a todo custo tudo que tivesse lucro para eles.

Os portugueses sempre queriam mais e mais.

“Quem me dera ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante”

A ganância era tamanha que
eles achavam que não tinha o bastante. Isso faz uma alusão também aos
barcos que saiam daqui em direção à Lisboa abarrotados de ouro, quase
imóveis.

“Quem me dera ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante.”

Os lusos nunca exergaram a cultura daqui. Eles sempre impuseram sua
religião e cultura. Nunca viram o simples modo de vida do habitante
indígena. Renato queria que o mais simples fosse valorizado.

“Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.”
Nesse verso há uma clara alusão das trocas feitas entre os Portugueses
e os nativos em que estes amontoavam o pau-brasil em troca de espelhos.
Além disso, no momento em quem alguns conseguiram enxergar a verdadeira
intenção, eles viram o mundo doente onde a bagunça já estava feita.

“Quem me dera ao menos uma vez
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste.”

Os índios não tinham uma religião como a dos portugueses. Aqueles não
entendiam como só havia um Deus, mas ao mesmo tempo eram 3. Talvez por
alusão aos santos que existem aos bocados na religião católica.
Vocês que estão me colonizando que mataram o seu Deus, pois sua maldade
aqui é muito acentuada. Isso deixou seu Deus triste.

“Eu quis o perigo e até sangrei sozinho Entenda”
Eu tentei combater o invasor, mas eles tinham armas poderosas, enquanto
tínhamos apenas arcos e flechas. Tente entender!

“Quem me dera ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado por ser inocente.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda”
Aqui mostra a crueldade dos ataques portugueses ao tentarem dominar
a região. Visão pessimista, já que ele lamenta.

Há várias outras interpretações, pois se não fosse assim a música seria
sem graça. Claro que o Renato também narra um pouco sua solidão, mas
é evidente que há aqui um crítica aos dominadores, sejam os portugueses,
os da classe A, os políticos etc.

Ele está falando das minorias. Sua condição de homossexual, nada mais. Fala de índio, como uma metáfora ou uma alternativa à perseguição que as minorias, como a dos homossexuais, sofrem. É um desabafo.

Essa musica foi escrita quando Renato estava passando por uma fase depressiva.Nessa obra, ele na verdade, conversa com Deus, ele diz:” eu quis o perigo e até sangrei sozinho entenda, assim pude trazer voce de volta pra mim, porque descobri que é sempre só voce que me entende do inicio ao fim e é só voce que tem a cur pro meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto do que ainda nao vi. QUEM ME DERA AO MENOS UMA VEZ ACREDITAR POR UM INSTANTE EM TUDO QUE EXISTE… ”.
ele quiz dizer que quando estava na pior e sozinho só tinha uma pessoa pra ajudar ele: Deus, que só aparece quando uma pessoa está muito ruim, mas por ser Ateu, ele diz tambem quem me dera ao menos uma vez acreditar.
Resumindo, é uma musica que expressa a dor de Renato e ao mesmo tempo expoe o embate ateísta.
Ele usa os indios e principalmente quando fala: ”mas nos deram espelho e vimos um mundo doente” porque o catequista, chegava no brasil e falava pro indio: voce era salvo porque nao tinha como voce conhecer a religiao, mas agora eu vou te apresentar a religiao. e entao o indio responde: se eu ja estava salvo, pra que voce vai me apresentar isso entao?”

Como poucos sabem, Renato, fez essa música após um estado depressivo quando ferio os próprios pulsos, está música foi baseada na célebre frase se F. Nietzsche: “Deus está morto.” A m´sica fala de temas polêmicos como o terno retorno, índios é claro, egoísmo humano… Uma música genial,onde abrange um sentimentalismo puro de um grande cantor, compositor, e polêmico brasileiro. RENATO RUSSO.

Para entende-la temos que nos basear nos Indios ate como o proprio titulo diz…
Ele tenta trazer o que os indios passaram para a nossa realidade e mostra que o mundo em tanto tempo não conseguiu mudar de postura moral, tentando sempre escravizar a todos.
E em algumas partes da musica ele fala de momentos pessoais, que para entender temos que estudar um pouco de sua vida…

Para entende-la temos que nos basear nos Indios ate como o proprio titulo diz…
Ele tenta trazer o que os indios passaram para a nossa realidade e mostra que o mundo em tanto tempo não conseguiu mudar de postura moral, tentando sempre escravizar a todos.
E em algumas partes da musica ele fala de momentos pessoais, que para entender temos que estudar um pouco de sua vida.

Cada um tem seu modo de interpretar,mas essa musica como Paulindo disse já é auto explicativa ! Gosto dessa parte > ”Quem me dera ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.”
As pessoas só pensam no dinheiro e tem um grande preconceito com as pessoas mais simples, e nem sempre quem tem dinheiro merece ser importante , mas vivemos em um mundo preconceituoso e paranóico !;)

Minha Nossa ! pessoal, eu me considero meio burrinho, mas essa letra e deveras autoexplicativa, não precisa procurar outros significados que não os explicitos em cada frase. É o que penso.

“E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.”

Eu acho que ao compor essa parte, o Renato estava sentindo falta de alguém, mas por algum motivo, era impossível realizar o encontro entre ele e esse alguém (daí a parte do vício em insistir) e só aquela pessoa poderia matar a saudade de um tempo que ele não teve a oportunidade de viver com aquela pessoa.

Olá Amigos,

Tenho uma percepção diferente da amiga Nara.

Na minha opinião essa música é um diálogo entre uma pessoa (Renato Russo?)nas estrofes que começam com “Quem me dera..” e Deus nas demais estrofes. Percebam que a entonação do tom da voz e o arranjo musical muda nessas estreofes. Quando Renato é mais agressiva e quando é Deus mais tênues (tem até uns arranjos de vento de fundo)

O nome “Índios” seria uma referência a crueza e ignorância dos Homens.

Algumas estrofes marcantes nesse diálogo com comentários entre colchetes:

“Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.” [As igrejas que toma o dinheiro de fiéis em nome de Deus, e agora ele vê que não é nada disso..então "Quem me dera..ter todo esse ouro de volta"]

“Quem me dera ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
Fala demais por não ter nada a dizer.” [Quem tem muitos bens, mas falta fé. Isso pode ser interpretado como a própria igreja, dos padres e pastores que falam "demais por não ter nada a dizer"]

“Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do iní­cio ao fim.” [A própria História de Jesus]

E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi. [A reissureição de Jesus]

“Quem me dera ao menos uma vez
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos, obrigado.” [A letra "A", Deus está em tudo, todos dizem "Graças a Deus" mas nunca "lhe diz ao menos obrigado"]

Fica minha opinião! :)
Abraço a todos.
Carlo

Essa música é a minha preferida.Quando Renato diz “Quem me dera ao menos uma vez ter de volta todo o ouro que entreguei a quem conseguiu me convencer que era prova de amizade se alguém levasse embora até o que eu não tinha.” Ele consegue transmitir claramente a forma com que os colonizadores conseguiam convencer os indios a entregarem o ouro a eles e também suas terras. Em outros momentos ele explicita a insatisfação das pessoas em ter sempre tudo,até o que não precisa,ou seja,ele trata da ganancia das pessoas.Ele ainda diz: ” Quem me dera ao menos uma vez que o mais simples fosse visto como o mais importante.” Mais uma vez ele fala da ganancia do mundo em não valorizar as coisas mais simples da vida. Quando ele diz: “Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.” Ele novamente retoma a questão dos indios,que ganhavam espelhos e outros objetos sem utilidade em troca do ouro…Porém,segundo Renato,esse “espelho” refletiu o mundo que teríamos anos depois. “Quem me dera ao menos uma vez entender como um só Deus ao mesmo tempo é três e esse mesmo Deus foi morto por vocês, sua maldade, então, deixaram Deus tão triste.” Renato nessa parte mostra o tamanho de sua indignação com a maldade do mundo,que se esqueceu de Deus e de Cristo que morreu na cruz por todos nós e a quem deixamos muito triste por causa de nossas ações.
“Eu quis o perigo e até sangrei sozinho,entenda”
Nesse momento,indiretamente Renato trata do momento em que tentou suicídio. Mais uma vez ele trata de sua depressão em suas músicas. Mas quando ele diz: “Assim pude trazer você de volta pra mim,quando descobri que é sempre só você que me entende do iní­cio ao fim e é só você que tem a cura pro meu vício…” Fica meio confuso,pois não se sabe de quem ele fala. Pode ser a mãe,que talvez estava longe dele e dessa forma ele conseguiu a atenção e o carinho dela.Pode ser também um amor.Pode ser até mesmo o próprio filho dele.Acredito também que possa ser mesmo Deus,pois após ele tentar suicidio,ele pode ter dado mais valor à vida e viu que somente Deus é a cura para todos os problemas dele.
E no final ele diz “Tentei chorar e não consegui”. Ele está tão anestesiado de tanto sofrimento e coisas ruins que ele nem consegue mais chorar.

Qual é a sua interpretação?

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