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Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
na ponta dos cascos e fora do páreo
puro sangue, puxando carroça

Um prazer cada vez mais raro
aerodinâmica num tanque de guerra,
vaidades que a terra um dia há de comer.
"Ás" de Espadas fora do baralho
grandes negócios, pequeno empresário.

Muito prazer me chamam de otário
por amor às causas perdidas.

Tudo bem, até pode ser
que os dragões sejam moinhos de vento

Tudo bem, seja o que for
seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas

tudo bem…até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento

muito prazer…ao seu dispor
Se for por amor às causas perdidas
por amor às causas perdidas



Qual é a sua interpretação?





*



63 Comentários

Refrão

(Tudo bem, até pode ser
que os dragões sejam moinhos de vento)

Ele concorda que talvez seus medos (dragões) sejam movidos por forças externas (moinhos de ventos.)

(Tudo bem, seja o que for
seja por amor às causas perdidas)

Não importa o que move seus medos, só não quer sair da condição em que esta esta, pois ele gosta de ser pouco quando poderia ser muito.

(muito prazer…ao seu dispor
Se for por amor às causas perdidas)

Ele aceita a estar ao dispor do sujeito oculto, desde que não tente mudar as escolhas que ele fez.

3ª estrofe

(Muito prazer me chamam de otário)

Nessa estrofe, ele não só se considera um otário, como os outros também o chamam de otário.

(por amor às causas perdidas.)

As pessoas esperam dele coisas que ele não pode oferecer, ou seja, ele é uma causa perdida.

2ª estrofe

(Um prazer cada vez mais raro)

Ele esta perdendo o desejo.

(aerodinâmica num tanque de guerra,)

Esta perdendo o desejo por voar, ter liberdade e enfrentar o mundo

(vaidades que a terra um dia há de comer.)

Se considerar egoísmo querer ser mais do que é, já que ele não vai existir para sempre.

(“Ás” de Espadas fora do baralho)

O “Ás” de Espadas significa a força ativa que o homem desenvolve com firmeza e compreensão para o triunfo de seu ideal; ele tem essa qualidade mas esta fora do jogo.

(grandes negócios, pequenos empresários)

Ele é um cara cheios de grandes ideias mas escolheu só faz o essencial.

1ª estrofe

(Muito prazer, meu nome é otário)
A primeira coisa que temos que entender é que esse é um dialogo entre duas pessoas, o otário e o sujeito oculto.
A palavra “muito prazer” foi usada para se apresentar a esse sujeito oculto.
O termo ‘otário’ acondiciona o narrador a uma qualidade que é a de aceitação de algo que foi contra seus valores.

(Vindo de outros tempos mas sempre no horário)

Esse sujeito é dotado de crenças e valores que se perderam com o passar do tempo, mas é flexível as mudanças que vem acontecendo.

(peixe fora d´água, borboletas no aquário)

Apesar de ser flexível as mudanças, se sente sufocado. Praticando o que não acredita, morrendo aos poucos.

(na ponta dos cascos e fora do páreo)

Ele esta preparado enfrentar quem ele é mas esta acondicionado a outra realidade.

(puro sangue, puxando carroça)

Um sujeito que tem muito mais para oferecer, que nasceu pra fazer a diferença mas que esta sujeito a outra realidade.

Quando o eu-poético refere a si mesmo como “otário, vindo de outros tempos, mas sempre no horário” acredito que ele queira dizer que mesmo sendo honesto, é um fracassado, e que esta atitude correta (que ele não vê na maioria das pessoas) na verdade não o traz nada de especial (grandes negócios, pequeno empresário). Nos versos “Tudo bem, seja o que for, seja por amor às causas perdidas” acredito que ele quer dizer que mesmo que ele seja chamado de otário por ser honesto e não conseguir nada com isso, ele continua tentando (entretanto, desmotivado) para conseguir o “algo” por qual ele luta. Na minha interpretação, “tudo bem, até pode ser que os dragões sejam moinhos de vento” quer dizer que o que ele via com tanta grandeza, é considerado por muitos algo sem importância, e ele está cada vez mais acreditando nisso, cada vez mais desmotivado.

Dom Quixote somos nós que acreditamos em tudo que a vida nos mostra e no fim aprendemos a jogar mais seria melhor jogar com a ilusão no seu estado 100% por que essa maluquice as vezes me faz mal, mais fico feliz de conseguir entender todas as musicas em geral.kkkkkkkkkkk

Discordo de muitos comentários que já li aqui pois na minha opnião ele esta demonstrando justamente o contrário, ele está muito desmotivado com todas as forças que são dadas como invisíveis! Ele está cansado, ele não teve sucesso nas idéias, e mesmo assim ele segue em frente. Ele quer lutar contra o Sistema (peixe fora d’água, borboletas no aquário/puro sangue puxando carroça). Penso que ao dizer “vaidades que a terra um dia há de comer” ele quer mostrar que não adiantou, não adiantou usar aerodinâmica para o tanque de guerra pois não houve também benefício nisso. E no final é o mais trágico: Td bem, ate pode ser que os dragões sejam moinhos de vento, ou seja, eu aceito que muito do que via como grande era um nada! era apenas moinho de vento. As causas perdidas, ele esta totalmente amortecido, esta depressivo demais.

Penso que essa música fala de uma pessoa que luta por aquilo que acha correto, fala do poder e o interesse por traz das guerras, da vaidade que o comercio impõe as pessoas, do orgulho de se achar melhor, sendo que depois da morte todos seremos consumidos pela terra; muita das vezes chamados de loucos por lutarem sozinhos por coisas que parecem não valer a pena.

bem, é uma música simplesmente magnifica parabéns aos autores letra forte e impactante…

Na parte em que ele diz “grandes negócios, pequeno empresário”, ele fala de uma pessoa que tem grandes sonhos embora nao a consideren de grande capacidade, assim como Dom Quixote. Na parte “Que os dragões sejam moinhos de vento”, alem de ser uma referencia a aventura de Dom Quixpte, é como se ele dissesse que os problemas que julgamos ser grandes sejam mais simples.

vaidades que a terra um dia há de comer.
Creio que ele refere-se as pessoas que se preocupa muito com a vaidade, mas tudo isso passa, ”a terra a de comer” todos irão morrer, e vão para o mesmo lugar, embaixo da terra

Como dizia Tim Maia: Tudo é tudo, nada é nada.

Adoro essa estrofe,onde ele se dispõe
por amor as causas perdidas
muito prazer…ao seu dispor
Se for por amor às causas perdidas
por amor às causas perdidas

Acredito que nessa música, Dom Quixote era tratado como o personagem que tinha grandes ideias e ninguém dava atenção.

Também acho que quando diz: “aerodinâmica num tanque de guerra,
vaidades que a terra um dia há de comer.”
Ele quer dizer que existem detalhes que as pessoas não reparam mas que podem fazer a diferençla. Como a aerodinamica pode fazer o tanque de guerra ter um bom desempenho na velocidade, mesmo que a autonomia dele não seja grande.

Engenheiros é muito bom! Sempre!!!

Na minha observação , o autor da musica quis traduzir o sentimento nobre ,que esta adormecido em todos por sermos tão racionais ,Dom Quixote foi o exemplo dado pois figura o lado esquecido ,um otário,de outros tempos mas sempre no horário,uma mente que atravessa a razão atual , na ponta dos cascos, elegante mas não competitivo,puro sangue mas que na época de hoje não vale nada,um prazer cada vez mais raro,uma boa intenção ,hoje é raro,aerodinâmica nun tanque de guerra,pensameneto evoluido pra epoca, isso e so vaidade que um dia a terra a de comer… resumindo , pura filosofia :por amor as causas perdidas , saber que tem pensamnetos evoluídos em um mundo tão ruim e que não vai mudar , os dragoes sejam moinhos de vento , e necessário , o ruim para evoluir , mesmo que esse seja negativo ,precisamos dos dragões ,para evoluir

Gosto demais dessa musica, apesar de já ter lido o livro e continuar achando uma parte errada, pq os moinhos de vento naum são dragões e sim gigantes, segundo a historia q tem no livro

eu amo essa musica adoro

Outra visao tambem deles que isto vem de anos, as coisas estao fora do lugar. nada mais muda. tudo mal feito, errado, borboletas no aquario, sem liberdade, afogada, sufocada. presa, acorrentada nas garras do mundo.

COncordo com a primeita opiniao. somos escravos de tudo que o governo comanda. nao temos a liberdade de poder usufruir de nossos bens, porque tudo devemos satisfaçao e dinheiro. nao come sem dinheiro, nao mora, nao dorme. causas impossiveis vem a ser tais que o homem hoje nso pode mais torar possivel, como tirar os poderosos dos tronos e reivindicar direitos que muitos de nós nao temos. o desemprego também é uma causa complicada, pessoas que sem capacitaçao vem ser tratados como ninguém e sem lugar no mundo, tratados muitos deles como indigentes. a crítica feita por eles é uma visao ironica dos acontecimentos que passamos. e por cegueira, por desejos compulsivos de compras e gastos acabamos nos cegamos e tapando o sol com a peneira.

Eta povinho querendo ser intelectual, encontrando chifre em cabeça de cavalo.
Ele apenas está falando de alguém que busca os sonhos (teoricamente impossiveis) em meio a uma sociedade direcionada ao capitalismo, ao trabalho, à competitividade. Submetido às regras sociais de sobrevivência (sempre no horário, puxando carroça) sendo que seu dinheiro será investido em coisas inúteis (aerodinamica num tanque de guerra).

Gostei muito de alguma interpretações…
Com destaque para o de Denise(Comentário by Denise — 23 de março de 2011)

olá pessoal, sou suspeito para comentar essa música, que na minha opinião, é a melhor música do engenheiros do Hawai, ela nos poem frente à duas questões que, desde a antiguidade, nós seres humanos buscamos resposta, que é o reconhecimento do individuo perante a sociedade e o próprio sentido da vida. Na ficção de Miguel de Cervantes, o personagem Dom Quixote, acredita veemente em uma ideia e transcende nessa ideia seu sentido de vida, e busca (em minha opinião) um reconhecimento perante seu vilarejo como um destemido cavaleiro, mas o único reconhecimento que recebe é como o otário, o louco, o diferente.
Essa ideia fixa, também chamada de “Síndrome de Copérnico” o guia e o faz acreditar que ele sabe uma verdade que poderia revolucionar o mundo em que vive…
obrigado pela oportunidade de comentar minha música favorita abraços

Boa noite! creio que o Comentário de Marcos Antonio (Marcos Antonio — 22 de fevereiro de 2012) foi infeliz. Aconselho que ele leia o comentário formidável de Denise (Comentário by Denise — 23 de março de 2011) e leia ou releia o livro de Cervantes para compreender a mensagem por trás da personagem e ouça a musica, e analise sua letra que gerou todo o tema em discussão. Tanto musica quanto “Estorias” foram feitas para irem alem das letras ali representadas. Se for o que você diz, então me diga para que Humberto iria retratar uma “Estoria” tão remota?

Tem muita gente viajando na interpretação desta letra. Ela faz referência a Dom Quixote de La Mancha, personagem fictício de Miguel Cervantes, que lutava pelas causas perdidas. Os moinhos de ventos é uma alusão aos inimigos enfrentados por nosso herói e por seu fiel companheiro Sancho Pança. Se querem entender a letra, basta estudar quem foi Dom Quixote, abraços!

Concordo com a Denise plenamente. Só queria adicionar algo pessoal… Muitas vezes nos deparamos com situações em que temos vontade de dizer: “Muito prazer, meu nome é Otário…”

O melhor disso tudo, desses comentários todos é a interpretação de cada um para uma música. Sem igual é viajar na letra e sonhar por fora desse mundo chamado terra, em que a realidade vem com o primeiro telejornal. robsonjob10@gmail.com (amigos)

Bom… A Denise disse tudo!

olha pessoal “peixe fora dgua borboletas no aquario” ele ta falando q como as coisas estão fora do lugar ou seja um cara varrendo rua quando s ele tivesse tido oportunidade poderia ser um otimo medico ou sei la oq!! e viceversa tem muita gente por ai q so tem um diploma, quer ver como ele fala isso:”puro sangue puxando carroça” puro sangue é uma raça de cavalos valiosissima quem ja viu um puro sngue puxando carroça?
pois tem muitos por ai!!!
por amor as causas perdidas é simples isso é uma causa perdida!!!!!

Em alguns trechos da letra Humberto Gessinger expõe sua visão sobre a minúscula parte pensante da humanidade, que infelismente não tem vez e nem voz, sendo soterrada pelo sistema social e pela classe dominante, que por sinal é hipócrita e estúpuda…

os comentários estao ótimos! valeu galera.

Olá, José Carlos! Achei sua proposta mt legal!Gostaria de esclarecer alguns aspectos desta obra cervantina tão importante para a Literatura ocidental e até mundial, que data de 1605 (1º volume) e 1615 (2º volume),para uma melhor compreensão da música homônima: De tanto ler novelas de cavalaria, Dom Quixote (um fidalgo de 50 anos que vivia no povoado da Mancha) passou a fundir a fantasia com a realidade. Sua ideia era restaurar a Idade de Ouro, a época dos cavaleiros andantes, e como um destes, tornar-se um herói da cavalaria, desfazendo toda a sorte de agravo, pondo-se em situações e perigos que poderiam dar a ele “eterno nome e fama”. Os sonhos de Dom Quixote parecem loucos porque não há respaldo na realidade para isso. A Era de Ouro passou, e com elas seus valores… Como Dom Quixote poderia recuperará-la? Restam para ele desastradas confusões, situações tragicômicas e tristes desilusões. Vivemos num mundo como o de Dom Quixote, em que ter sonhos e acreditar neles não vale nada se não tiver respaldo para e na sociedade (realidade?.. Afinal, quem é louco nesta sociedade?). Assim, a mensagem de Cervantes, em Dom Quixote e consequentemente na música dos Engenheiros é clara: O mundo pode nos ver como “otários”, e podemos nos sentir como “peixe fora d’água, borboletas no aquário” nesse mundo tão desumano e cruel, mas se for por amor, mesmo que seja “por causas perdidas”, NÃO DESISTA. Busque seus ideais, pois certas verdades só estão disponíveis para os que, como Dom Quixote, aceitam ser “loucos e otários”. Só estes o que podem ver o invisível. (P.S: Nenhum louco pode ensinar tantas lições de vida como Dom Quixote, por isso, nada substitui a leitura da obra, mesmo que ela parece extensa e dificultosa. EU ESTUDO LITERATURA E RECOMENDO, embora para alguns isso seja coisa de otário).

Bom pessoal, eu já acho que na parte que ele diz: ‘tudo bem, até pode ser que os dragões sejam moinhos de vento… ‘ alem de fazer alusão à historia Dom quixote, refere-se também, a importancia exarcebada que as vezes damos a determinados problemas…as vezes a gnt acha que um problema é um problemao, e depois ver que é bem simples de ser resolvido…. entao no caso os dragoes é toda uma preocupaçao do eu-lirico, os problemas… e o moinho de vento a simples soluçaõ, o que na verdade aquele problema era(bem menor)

Jose meu velho. á música é totalmente baseada no livro Dom Quixote. o cavaleiro enloqueceu e achava que os muinhos eram dragões, mano ler o logo o livro, é uma Pérola da literatura universal!!

Eu gosto de ver essa letra como um desabafo do Humberto sobre a indústria musical. Enquanto temos tanta merda bombando no gosto popular e tendo espaço na mídia, grandes letristas como o Humberto vêm no segundo ou terceiro escalão.
Quando ouço um ‘puro-sangue puxando carroça” imagino ele próprio com seu pequeno mas fiel grupo de fãs sendo massacrados pela crítica, soterrados pela merda das FMS das TVS e das modas.
“Grandes negócios, pequeno empresário”. Não desista HG. Sempre estaremos na na sua quitanda.

Dom Quixote é um famoso personagem de histórias publicadas e tal. Era criticado por ser doido, mas na verdade era o mais inteligente e suas ideias eram excelentes, mas aos olhos da população era um otário, uma causa perdida.

Parabéns pela maioria dos comentários!
Sou fã do Humberto Gessinger, acompanhei muito as músicas com Engenheiros do Hawaii e agora com Pouca Vogal tenho acompanhado também.
Assim como muitos, me identifico com essa música.

Feliz Ano Novo!

“Por amor às causas perdidas”

Caros,aconselho a leitura do livro,tudo se esclarece….Dom Quixote faz parte da minha vida,dos meus conceitos,do meu propósito desde o primeiro contato.Parabéns pela letra.

Essa música é um desabafo geral, de quem quer levar a vida com correção, princípios, ética, moral, bom senso e boa vontade com próximo e é visto como um atrasado, um caxias, um otário mesmo…é o cara que respeita as regras enquanto tá todo mundo furando fila, andando pelo acostamento enquanto ele enfrenta o engarrafamento, é o cara que respeita as vagas de idosos e deficientes, é o cara que cede o lugar no ônibus para uma gestante enquanto a maioria vira o rosto e finge dormir, é o cara que não paga e nem recebe propina e nem suborno, é o cara que sai com a esposa e toma seu vinhozinho e volta pra casa de taxi ou entrega a chave do carro pra patroa que não bebeu, é ocara que não troca seu vota por rapadura, enfim no Brasil é um otário.

essa musica me chamou muita atençaõ porque ela tem, ou pelo menos aparenta ter um quê social. “Por amor ás causas perdidas…” pelo que todos desacreditam.
idependente do que pode parecer barreira nunca desista de lutar pelos seus ideais.

essa música fala em uma luta por alguma coisa que já era… que não existe… dom quixote lutava com moinhos de vento achando que eram dragões… pode ser um amor que já acabou, podem ser outras coisas vida…

Pra mim parece clara a letra. O autor da letra se coloca numa situação de exclusão total de uma sociedade em que somente há espaço para poucos. Embora não haja castas, por exemplo, no Brasil, é claro que a possibilidade de ser um grande pensador nascido na favela, com pais e mães que trocam ferpas e agressões, onde os filhos não tem ambiente saudável de criação é praticamente impossível, portanto, nasceu pobre, sem perspectivas, morrerá da mesma forma ou ainda pior.
A parte que o autor fala sobre os dragões, me parece, que ele se questiona se o que ele vê realmente (a catastrofe pela falta de solidariedade com quem não tem oportunidade) está certo ou errado (vendo dragões em muinhos de vento).
Pra mim é isso!

Dom Quixote fala da desigualdade social… imagine vcs qtas pessoas de talento com habilidades específicas que estao nesse momento pelas ruas sem nenhum tipo de esperança, sem insentivos excluidos de vez da sociedade..
“Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário

->peixe fora d’água, borboletas no aquário.

Muito prazer, meu nome é otário
na ponta dos cascos e fora do páreo

->puro sangue, puxando carroça”

Agora que ele se refere ao livro DOM QUIXOTE, pq na historia o personagem lutava com moinhos imaginando dragoes.
Somos nós que damos força para os nossos medos. Imaginamos e criamos os montros e e lutaremos sempre com eles, aos olhos de outros tdo isso será banal.

“Tudo bem, até pode ser
que os dragões sejam moinhos de vento

Tudo bem, seja o que for
seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas”
E pode ser que tda essa luta pela igualdade seje realmente causas perdidas. Seje uma luta com moinho de vento.
Bem é o que eu entendo da musica e gostaria de ouvir outras interpretaçoes marcyfeliz69@hotmail.com

gosrei dos comentários

Davyson, essa parte da música que vc achou forte é sobre o livro Dom Quixote, se vc ler o livro vai entender melhor. É que Dom Quixote nos seus desvaneios via nos moinhos de ventos dragões.

QUERIA MUITO entender sobra essa frase ” QUE OS DRAGÕES SEJAM MUINHOS DE VENTOS ” axei muito forte queria saber o siguinificado dela

Só vim a conhecer esta letra após o SUICÍDIO do meu cunhado no dia 25 de novembro pp….
Todos os dias sinto sua falta…
Ele não suportou as agruras da vida…
Tentei ajudá-lo…me comportando como mais velho e por isso pensando em ter os conselhos mais centrados e assim procurar norteá-lo, …frustração…
Ao ser o primeiro da família a achá-lo
“…seu corpo jazia pendurado no caibro de sua casa…
” me senti como ele…
“…Puro sangue puxando carroça…”
Eu, Luiz Paulo, Bombeiro Militar.

Bom, essa música para mim nada mais é do que o desabafo de alguém totalmente deslocado do meio em que vive, sem fatores específicos. Seja politicamente, seja financeiramente, seja amorosamente…. Acho que isso vai da interpretação mais do ouvinte do que do locutor. Até pq música não pode ser feita com tantas particularidades, senão não atinge uma boa fatia do público. Então, voltando…. Rs… E quando se fala “por amor às causa perdidas…” entendo que tá todo mundo dentro do mesmo barco, no mesmo ciclo vicioso “onde o rico fica cada vez mais rico, e o pobre cada vez mais pobre…”. Ou seja, as coisas não têm uma tendência a mudarem, mas tá todo mundo indo em direção à mudança… Diga-se de passagem: qual????

Não sou fâ do engenheiro, mais essa Musica me chamo muita atenção por ser a sim tão cheia de detalhes e bem complexa,
adorei o comentario da Ana Paulo e vou ver si consigo o Livro que deve ser muito endereçante.
obrigado pessoal Témais
valeu.

Os dragões podem ser pensados como os governantes que dominam e que fazem o sistema girar de acordo com o que eles determinam.E nós não podemos ou não queremos lutar contra eles,pois a força dos “dragões” é maior .

alguém poderia me explicar porque a parte :”Que os dragões sejam moinhos de vento”
desculpa minha ignorancia

Grato

Acho que por mais que tentemos fugir o que ele diz é a pura, e solida verdade somos fantoches nas maos da queles que sempre estao acima da sociedade sempre nós rebaixando, por causas perdidas mas nao perdemos os sonhos e lutamos por amor e é esse amor que nós da forças para lutar contra essa hierarquia que nós deixa cada vez mais longe e mais perto de nossos sonhos, sao moinhos de vento, onde tudo que bate volta com o vento.nao podemos desitir jamais.

O que exatamente que dizer”Por amor, às causas perdidas”? Gostaria de entender melhor essa parte da música. Obrigada.

Muito bom o site, tem mta gente que posta coisas realmente interessantes, outros que falam só asneiras.

Fabiana, aqui é o Fabiano! heheh

Querias entender um pouco mais sobre “aerodin^mica num tanque de guerra”

como o Pedro falou, o tanque é lento, então para que aerodinâmica? São apenas vaidades bobas…

Para um tanque de guerra, o que importa são detalhes como resistência, precisão, mobilidade, peso e etc… mas não aerodinâmica, mas é com isso que a sociedade se preocupa… com coisas sem sentido mas que são “bonitinhas” não estão nem aí pra funcionalidade.

Ou seja, mais uma vida de aparências… mesmo que isso não os deixem felizes, preferem uma vida de aparências.

Abração a todos. Ótimos comentários.

adoro essa musica pois ela marcou muito minha vida

O comentário acima feito pelo Bruno Vieira é completo e retrata o verdadeiro significado da musica, sugiro apenas algumas obras que ajudarão a entender melhor o pensamento de Humberto Guessinger e a evolução dos sistemas econômicos (que sufocam a humanidade) no decorrer da história.

1. História do Pensamento Econômico – Leo Hubermam
2. Dom Quixote – Miguel de Cervantes
3. O Povo Brasileiro – Darcy Ribeiro
4. Parábola Onças e gatos

Amoo essa música. Queria entender melhor essa parte :”aerodinâmica num tanque de guerra”. :)

“Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
peixe fora d’água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
na ponta dos cascos e fora do páreo
puro sangue, puxando carroça”

Aqui ele ta falando que é alguem ‘fora’ do sistema, que a massa é alienada, nao ta nem aí e tal, e que ele é julgado por ser diferente

Um prazer cada vez mais raro
aerodinâmica num tanque de guerra,
vaidades que a terra um dia há de comer.
“Ás” de Espadas fora do baralho
grandes negócios, pequeno empresário.

Nesse trecho, ele diz que os semelhantes à ele são poucos, e que apesar de todos os esforços, nada muda (aerodinamica num tanque… pare pra pensar, é inutil, tanque é lento.. o signifado é que o esforço pra mudar a sociedade é inutil)

e às de espada é a melhor carta do baralho, certo? mas fora dele ele nao tem utilidade.. ele seria esse ás, mas como ele são poucos, logo ‘nao da jogo’ entendeu ?

No resto da música, as causas perdidas são os valores que a sociedade esqueceu, e que apesar dos esforços de alguns não vingam de novo.

Lembrando que essa é aminha visão, amadurecida a partir de outras análises. posso estar certo ou errado :]

A princípio uma ressalva: “Comentar uma obra, é relativo pacas!”
Ressalva feita, acredito que o autor esteja muito revoltado com a situação de “… o que posso fazer no meio desse desastre?…”, onde, ser humano, sentir-se humano, ver-se como humano, é tudo o que os que o rodeiam não querem, e ai ele diz: “… tudo bem…”; posso fazer parte disso também dessa guerra: ” … num tanque…”; apresenta-se como otário: “… muito prazer…”; mas tem consciência do que fala e embaralha, reafirmando que tudo está errado mas que ele sabe: “peixe fora d´água, borboletas no aquário…”; mas que por possuir essa consciência é um: “…puro sangue, puxando carroça…”; mas no fim mesmo, ele dá a volta, como se dissesse: olha, sei que está errado!; porém, infelizmente não toma atitude nenhuma, quer dizer, pra ele: “… tudo bem…, …muito prazer…ao seu dispor, se for por amor às causas perdidas
por amor às causas perdidas…”; infelizmente aceita tudo do jeito que é, sem tentar mudá-lo, sem tentar, talvez, vê-lo como Dom Quixote. Que para alguns é insano, mas quão bela seria a insanidade se dela pudéssemos retirar frutos, que, com um desses termino esse relativo comentário: “…Cada novo amigo que ganhamos no decorrer da vida aperfeiçoa-nos e enriquece-nos, não tanto pelo que nos dá, mas pelo que nos revela de nós mesmos….”
Saudações…

Oi pessoal, acredito que Humberto Guessinger apresenta o ser humano pensador e não dominado pela midiocracia como um otário, não que ele seja, mas é como a classe dominante o vê.
O ambiente construído pela sociedade não é propício para que ele cresça, por mais que seja um “Puro Sangue” sempre continuará puxando carroça.
O poder do pensamento e da inteligência da Humanidade está sendo utilizado para matar nossos iguais, e um dia pagaremos por isso.
O capitalismo não deixa os pequenos sobreviverem, não há como concorrer com os milhões de dólares.
Porém, mesmo que essas sejam causas perdidas, não desistamos jamais de lutar contra elas, tenhamos amor a essas causas perdidas.
Tudo bem, até pode ser que nunca consigamos vencer algumas, e que nós possamos conviver sem maiores problemas com outras, mas nunca deixe de brigar por estas causas perdidas.
Dom Quixote foi um cavaleiro que brigava por uma causa perdida, o amor de Dulcinéia, lutou contra Gigantes (moinhos de vento) e era totalmente louco, como todos nós temos ser.

Oi José Carlos!
Eu tb amo essa musica!
Bem, ela chamou minha atenção primeiramente pela sonoridade que é belissima, mas tb não entendia muito da letra, exceto por uma ou outra frase avulso.
Mas por esse motivo li o livro “Dom Quixote” de Miguel de Cervantes, pra conhecer mais sobre a história e entender melhor o que o Umberto quis nos dizer.
Fiquei fascinada com o livro e passei a entender melhor os presságios da musica que pra mim agora faz todo sentido!
Te aconselho ler o livro. vai gostar.

E só se eu descrevesse aki todo a história das andanças de Dom Quixote, e sobre sua personalidade seria possivel que a musica ´passasse a ter algum sentido tb pra vc.

Bjs

Olá pessoal,sou um fã de engenheiros e gostaria da analise dessa música que é uma das minhas favoritas.
Abraço

Qual é a sua interpretação?

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