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	<title>Comentários sobre Análise de Letras de Musicas</title>
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	<link>http://analisedeletras.com.br</link>
	<description>Aqui você comenta e interpreta as letras de musicas do seu artista preferido!</description>
	<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 13:50:35 +0000</pubDate>
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		<title>Comentário para Pense Em Mim por Aparecido f.</title>
		<link>http://analisedeletras.com.br/leandro-e-leonardo/pense-em-mim/#comment-527</link>
		<dc:creator>Aparecido f.</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Jan 2009 01:07:10 +0000</pubDate>
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		<description>A música sertaneja no Brasil se divide em tres fases bem distintas : a primeira, a fase de raiz, quando se cantava a vida na roça, tendo seu expoente mais conhecido a dupla Tonico e Tinoco. Esta fase durou até o final dos anos secenta, quando se iniciou fortemente a urbanização do país.    A fase intermediária, que pouco durou, cantava as novidades da cidade para o caipira recém chegado. Falava da preda d'agua(gelo), enfim cantava as novidades urbanas. Os expoentes mais conhecidos desta fase são Belmonte e Amarai, Léo Canhoto &#38; Robertinho, e Lourenço e Lourival. Esta fase terminou logo, por volta de 1985, pois os filhos dos caipiras já não aceitavam ser chamados de caipiras, pois a maioria deles já haviam nascido na cidade.  A terceira fase, já conhecida como musica sertaneja urbana, tem vida longa, se iniciou com Chitãozinho e Chororó em 1985 , pois canta a vida do  caipira já adaptado a vida urbana. Além desses, tem como expoentes principais Leandro e Leonardo, Zezé di Camargo e muitos outros. O Palco principal dessa música sertaneja urbana são as festas de peão de rodeio e exposições agreopecuárias pelo país afora. Os temas de agora são as dificuldades amorosas do caipira urbano. Suas filhas tem uma vida que não se sabe se são solteiras ou casadas e depois de casados, os caipiras urbanos ficaram cornos. Já não mais existem aquelas caboclas do sertão ( olha na janela ei ei ei, que linda donzela !!).. Então o tema mais recorrente da maioria  das atuais músicas sertanejas urbanas é a dor de corno. Tem até aquela piada que diz que quando um corno goiano encontra com outro corno goiano, há uma nova dupla sertaneja na praça. E como este tema é  universal, cantado em todas as culturas humanas, vai longe.......</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A música sertaneja no Brasil se divide em tres fases bem distintas : a primeira, a fase de raiz, quando se cantava a vida na roça, tendo seu expoente mais conhecido a dupla Tonico e Tinoco. Esta fase durou até o final dos anos secenta, quando se iniciou fortemente a urbanização do país.    A fase intermediária, que pouco durou, cantava as novidades da cidade para o caipira recém chegado. Falava da preda d&#8217;agua(gelo), enfim cantava as novidades urbanas. Os expoentes mais conhecidos desta fase são Belmonte e Amarai, Léo Canhoto &amp; Robertinho, e Lourenço e Lourival. Esta fase terminou logo, por volta de 1985, pois os filhos dos caipiras já não aceitavam ser chamados de caipiras, pois a maioria deles já haviam nascido na cidade.  A terceira fase, já conhecida como musica sertaneja urbana, tem vida longa, se iniciou com Chitãozinho e Chororó em 1985 , pois canta a vida do  caipira já adaptado a vida urbana. Além desses, tem como expoentes principais Leandro e Leonardo, Zezé di Camargo e muitos outros. O Palco principal dessa música sertaneja urbana são as festas de peão de rodeio e exposições agreopecuárias pelo país afora. Os temas de agora são as dificuldades amorosas do caipira urbano. Suas filhas tem uma vida que não se sabe se são solteiras ou casadas e depois de casados, os caipiras urbanos ficaram cornos. Já não mais existem aquelas caboclas do sertão ( olha na janela ei ei ei, que linda donzela !!).. Então o tema mais recorrente da maioria  das atuais músicas sertanejas urbanas é a dor de corno. Tem até aquela piada que diz que quando um corno goiano encontra com outro corno goiano, há uma nova dupla sertaneja na praça. E como este tema é  universal, cantado em todas as culturas humanas, vai longe&#8230;&#8230;.</p>
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	<item>
		<title>Comentário para Dom Quixote (Engenheiros do Hawaii) por Ana paula</title>
		<link>http://analisedeletras.com.br/engenheiros-do-hawaii/dom-quixote-2/#comment-525</link>
		<dc:creator>Ana paula</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Dec 2008 01:48:05 +0000</pubDate>
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		<description>Oi José Carlos!
Eu tb amo essa musica! 
Bem, ela chamou minha atenção primeiramente pela sonoridade que é belissima, mas tb não entendia muito da letra, exceto por uma ou outra frase avulso.
Mas por esse motivo li o livro "Dom Quixote" de Miguel de Cervantes, pra conhecer mais sobre a história e entender melhor o que o Umberto quis nos dizer.
Fiquei fascinada com o livro e passei a entender melhor os presságios da musica que pra mim agora faz todo sentido!
Te aconselho ler o livro. vai gostar.

E só se eu descrevesse aki todo a história das andanças de Dom Quixote, e sobre sua personalidade seria possivel que a musica ´passasse a ter algum sentido tb pra vc.

Bjs</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi José Carlos!<br />
Eu tb amo essa musica!<br />
Bem, ela chamou minha atenção primeiramente pela sonoridade que é belissima, mas tb não entendia muito da letra, exceto por uma ou outra frase avulso.<br />
Mas por esse motivo li o livro &#8220;Dom Quixote&#8221; de Miguel de Cervantes, pra conhecer mais sobre a história e entender melhor o que o Umberto quis nos dizer.<br />
Fiquei fascinada com o livro e passei a entender melhor os presságios da musica que pra mim agora faz todo sentido!<br />
Te aconselho ler o livro. vai gostar.</p>
<p>E só se eu descrevesse aki todo a história das andanças de Dom Quixote, e sobre sua personalidade seria possivel que a musica ´passasse a ter algum sentido tb pra vc.</p>
<p>Bjs</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário para Piano bar por ana paula</title>
		<link>http://analisedeletras.com.br/engenheiros-do-hawaii/piano-bar/#comment-524</link>
		<dc:creator>ana paula</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Dec 2008 01:30:57 +0000</pubDate>
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		<description>Bom, eu amo esta musica e sob minha percepção ela fala sobre traiçao.
É como se ele contasse uma historia de uma amante dele.
Em várias frases, como:
 "O que você me pede eu não posso fazer
Assim você me perde, eu perco você"
Como se ela tivesse pedindo pra ele ficar só com ela.
Ou:
"Todos os dias eu venho ao mesmo lugar
Às vezes fica longe, impossível de encontrar
Mas, quando o neón é bom
Toda noite é noite de luar"
Como se ele fosse ve-la todos os dias pq gosta dela.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, eu amo esta musica e sob minha percepção ela fala sobre traiçao.<br />
É como se ele contasse uma historia de uma amante dele.<br />
Em várias frases, como:<br />
 &#8220;O que você me pede eu não posso fazer<br />
Assim você me perde, eu perco você&#8221;<br />
Como se ela tivesse pedindo pra ele ficar só com ela.<br />
Ou:<br />
&#8220;Todos os dias eu venho ao mesmo lugar<br />
Às vezes fica longe, impossível de encontrar<br />
Mas, quando o neón é bom<br />
Toda noite é noite de luar&#8221;<br />
Como se ele fosse ve-la todos os dias pq gosta dela.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário para Dom Quixote (Engenheiros do Hawaii) por José Carlos</title>
		<link>http://analisedeletras.com.br/engenheiros-do-hawaii/dom-quixote-2/#comment-523</link>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Dec 2008 15:42:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">#comment-523</guid>
		<description>Olá pessoal,sou um fã de engenheiros e gostaria da analise dessa música que é uma das minhas favoritas.
Abraço</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá pessoal,sou um fã de engenheiros e gostaria da analise dessa música que é uma das minhas favoritas.<br />
Abraço</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário para Mulheres de Atenas por MARCIA MIRANDA</title>
		<link>http://analisedeletras.com.br/chico-buarque/mulheres-de-atenas/#comment-522</link>
		<dc:creator>MARCIA MIRANDA</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Dec 2008 05:27:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">#comment-522</guid>
		<description>Pra mim esta música é isso e  muito mais do que ana disse. esta mexe de verdade com a realidade e a alma.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pra mim esta música é isso e  muito mais do que ana disse. esta mexe de verdade com a realidade e a alma.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário para Dom Quixote por denilson</title>
		<link>http://analisedeletras.com.br/mutantes/dom-quixote/#comment-519</link>
		<dc:creator>denilson</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 19:09:23 +0000</pubDate>
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		<description>só pra avizar que essa música não é a dom quixote dos engenheiros do hawaii, pra ser sincero não uma frase parecida, é melhor vcs se atualizarem, falô!!!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>só pra avizar que essa música não é a dom quixote dos engenheiros do hawaii, pra ser sincero não uma frase parecida, é melhor vcs se atualizarem, falô!!!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário para Construcao por jose</title>
		<link>http://analisedeletras.com.br/chico-buarque/construcao/#comment-517</link>
		<dc:creator>jose</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 23:06:33 +0000</pubDate>
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		<description>Este poema, além de sua extraordinária construção artística, reflete uma face trágica do homem, visualizado num momento de vida (em “construção”). Mas, ao construir, o homem é destruído por todo um sistema desumano, por toda uma concepção egoísta. Passa por um processo de coisificação, desde a primeira estrofe:

Amou daquela vez como se fosse máquina

O que se confirma pelo resultado desse processo:

E acabou no chão feito um pacote flácido

E acabou no chão feito um pacote tímido

E acabou no chão feito um pacote bêbado

E é reafirmado na última estrofe, em que o ser humano é visto, diante da coletividade, de forma irônica, já que o sábado é um dia convencionalmente feito para o lazer. E esse homem, que nem nome tem, tão coisa que é, tão nada, não poderia ficar impune. Sua desgraça foi morrer num sábado, na contramão, atrapalhando a vida, os divertimentos. Contudo, esse anônimo atrapalhou a sociedade, perturbou o sistema, destruiu o instituído, desestabeleceu o estabelecido, desfez o que estava feito, desarmou o armado. Por isso mesmo, Construção “desencanta o encantado, desmitifica o mito, ordena o caótico”.

O poeta questiona insensatez da sociedade, seu desdém pelo próximo, seu desinteresse comunitário. E, ratificando a castração dos valores essenciais do homem, durante essa triste vida (“construção”), o amor é praticamente anulado, enquanto impossibilidade de concretização:

Amou daquela vez como se fosse a última

Amou daquela vez como se fosse o último

Chico atesta a desumanização do homem:

Amou daquela vez como se fosse máquina

O fim demonstra a anulação total. O resultado de tudo é a inutilidade:

Morreu/Morreu/Morreu

Chico Buarque mostra a indiferença, a opressão exercida sobre os mais humildes, redução, cada vez maior, da individualidade humana. Registra o homem esquecido, perdido em seu anonimato.

Por meio de grande intensidade rítmica, com o final dos versos em proparoxítonas e trissílabas (recurso raro em língua portuguesa), numa cadência coerente ao tema (a repetição de palavras e frases reflete a própria repetição rotineira da vida do anônimo), o texto articula os contrários, sem suprimi-los, dado característico da imagem poética.

A tensão entre humano (flácidas, flácido, tímido e bêbado) e não-humano (paredes, pacote) retrata a densidade poética e a visão social do autor.

O uso do pra não é só marca de oralidade mas faz-se necessário o uso do pra no sentido de manter a musicalidade, a rima.

O homem (“bêbado, “tímido” etc.) é coisificado (“paredes”, “pacote” etc.), ratificando a crítica política e social do texto.

A consciência social de Chico Buarque de Holanda em Construção, como em toda a sua obra, é evidente. Sabe o poeta que a poesia é o seu instrumento, o seu veículo de denúncia, de crítica, de representação de uma realidade desumana e injusta, pois é preciso que o homem não seja “máquina” nem “pacote”. Mas que signifique. Que também possa exercer sua liberdade. Assim deve ser visto pela sociedade. Chico aponta para uma estrutura social que não gostaria que existisse para uma coisificação do homem que não deve persistir. Em Construção, o sujeito é generalizado. O homem é visto, em relação à sociedade, de maneira trágica, oprimido, marcado pela inutilidade. Ele constrói, mas é destruído.

http://www.filologia.org.br/ixcnlf/4/05.htm</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Este poema, além de sua extraordinária construção artística, reflete uma face trágica do homem, visualizado num momento de vida (em “construção”). Mas, ao construir, o homem é destruído por todo um sistema desumano, por toda uma concepção egoísta. Passa por um processo de coisificação, desde a primeira estrofe:</p>
<p>Amou daquela vez como se fosse máquina</p>
<p>O que se confirma pelo resultado desse processo:</p>
<p>E acabou no chão feito um pacote flácido</p>
<p>E acabou no chão feito um pacote tímido</p>
<p>E acabou no chão feito um pacote bêbado</p>
<p>E é reafirmado na última estrofe, em que o ser humano é visto, diante da coletividade, de forma irônica, já que o sábado é um dia convencionalmente feito para o lazer. E esse homem, que nem nome tem, tão coisa que é, tão nada, não poderia ficar impune. Sua desgraça foi morrer num sábado, na contramão, atrapalhando a vida, os divertimentos. Contudo, esse anônimo atrapalhou a sociedade, perturbou o sistema, destruiu o instituído, desestabeleceu o estabelecido, desfez o que estava feito, desarmou o armado. Por isso mesmo, Construção “desencanta o encantado, desmitifica o mito, ordena o caótico”.</p>
<p>O poeta questiona insensatez da sociedade, seu desdém pelo próximo, seu desinteresse comunitário. E, ratificando a castração dos valores essenciais do homem, durante essa triste vida (“construção”), o amor é praticamente anulado, enquanto impossibilidade de concretização:</p>
<p>Amou daquela vez como se fosse a última</p>
<p>Amou daquela vez como se fosse o último</p>
<p>Chico atesta a desumanização do homem:</p>
<p>Amou daquela vez como se fosse máquina</p>
<p>O fim demonstra a anulação total. O resultado de tudo é a inutilidade:</p>
<p>Morreu/Morreu/Morreu</p>
<p>Chico Buarque mostra a indiferença, a opressão exercida sobre os mais humildes, redução, cada vez maior, da individualidade humana. Registra o homem esquecido, perdido em seu anonimato.</p>
<p>Por meio de grande intensidade rítmica, com o final dos versos em proparoxítonas e trissílabas (recurso raro em língua portuguesa), numa cadência coerente ao tema (a repetição de palavras e frases reflete a própria repetição rotineira da vida do anônimo), o texto articula os contrários, sem suprimi-los, dado característico da imagem poética.</p>
<p>A tensão entre humano (flácidas, flácido, tímido e bêbado) e não-humano (paredes, pacote) retrata a densidade poética e a visão social do autor.</p>
<p>O uso do pra não é só marca de oralidade mas faz-se necessário o uso do pra no sentido de manter a musicalidade, a rima.</p>
<p>O homem (“bêbado, “tímido” etc.) é coisificado (“paredes”, “pacote” etc.), ratificando a crítica política e social do texto.</p>
<p>A consciência social de Chico Buarque de Holanda em Construção, como em toda a sua obra, é evidente. Sabe o poeta que a poesia é o seu instrumento, o seu veículo de denúncia, de crítica, de representação de uma realidade desumana e injusta, pois é preciso que o homem não seja “máquina” nem “pacote”. Mas que signifique. Que também possa exercer sua liberdade. Assim deve ser visto pela sociedade. Chico aponta para uma estrutura social que não gostaria que existisse para uma coisificação do homem que não deve persistir. Em Construção, o sujeito é generalizado. O homem é visto, em relação à sociedade, de maneira trágica, oprimido, marcado pela inutilidade. Ele constrói, mas é destruído.</p>
<p><a href="http://www.filologia.org.br/ixcnlf/4/05.htm" rel="nofollow">http://www.filologia.org.br/ixcnlf/4/05.htm</a></p>
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	<item>
		<title>Comentário para Mulheres de Atenas por ana</title>
		<link>http://analisedeletras.com.br/chico-buarque/mulheres-de-atenas/#comment-516</link>
		<dc:creator>ana</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 20:14:57 +0000</pubDate>
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		<description>Com certeza esta música trata de feminismo e de quanto as mulheres não são valorizadas na nossa sociedade. Enquanto os homens lutam ou trabalham elas ficam cuidando da casa e dos filhos, que são o futuro do país. Entretanto não são consideradas trabalhadoras e tem sua importancia diminuida perante a sociedade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Com certeza esta música trata de feminismo e de quanto as mulheres não são valorizadas na nossa sociedade. Enquanto os homens lutam ou trabalham elas ficam cuidando da casa e dos filhos, que são o futuro do país. Entretanto não são consideradas trabalhadoras e tem sua importancia diminuida perante a sociedade.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário para Apesar de voce por rafa</title>
		<link>http://analisedeletras.com.br/chico-buarque/apesar-de-voce/#comment-515</link>
		<dc:creator>rafa</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 20:10:54 +0000</pubDate>
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		<description>Através da música Apesar de Você Chico se torna um símbolo de resistência à Ditadura, um de seus maiores sucessos e verdadeiro hino anti-ditadorial: Apesar de Você (Hoje você é quem manda / Falou, tá falado...). Essa música passou desapercebida pela censura, devido a maestria de Chico, que fez com que o tema da música parecesse, à primeira vista, falar sobre um suposto amor que não deu certo. Quando a repressão percebeu o deslize, as lojas e a gravadora tiveram seus estoques destruídos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Através da música Apesar de Você Chico se torna um símbolo de resistência à Ditadura, um de seus maiores sucessos e verdadeiro hino anti-ditadorial: Apesar de Você (Hoje você é quem manda / Falou, tá falado&#8230;). Essa música passou desapercebida pela censura, devido a maestria de Chico, que fez com que o tema da música parecesse, à primeira vista, falar sobre um suposto amor que não deu certo. Quando a repressão percebeu o deslize, as lojas e a gravadora tiveram seus estoques destruídos.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário para É proibido proibir por rafael</title>
		<link>http://analisedeletras.com.br/caetano-veloso/e-proibido-proibir/#comment-514</link>
		<dc:creator>rafael</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 20:07:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://analisedeletras.com.br/?p=1524#comment-514</guid>
		<description>Em meados dos anos 60, lutava-se contra o stalinismo nas ruas de Praga, na Tchecoslováquia. Nos Estados Unidos, contra o racismo. No Vietnã, enfrentava-se o inimigo ianque. Após o assassinato de Che Guevara, focos guerrilheiros promoviam a Revolução na América Latina.

No Brasil, lutava-se contra a ditadura militar. O golpe de 64, apoiado pelos EUA, teve Castelo Branco como o primeiro de uma série de presidentes ditatoriais. Seu substituto, Costa e Silva, governou o país com mais poder ainda.

Enquanto Roberto Carlos e a Jovem Guarda tocavam ingênuas canções nas tardes de domingo, parte dos artistas fazia parte da resistência ao regime de uma maneira autônoma, fragmentada.

O lema “é proibido proibir” que, para os jovens franceses era um princípio de rebeldia nos protestos contra o conservadorismo e a favor da liberdade, espalhou-se pelo mundo e motivou os jovens no Brasil.

A contracultura inaugurada pelos hippies norte-americanos, emblematizada pela expressão “paz e amor” e pela rebeldia estéril soava no Brasil como pura alienação. Mesmo assim, afrontava a ditadura.

A estética do jeans desbotado, dos cabelos e saias, dos cabelos e saias longas ganharam ressonância com a Tropicália. Mutantes, Caetano Veloso e Gilberto Gil desprezaram referências da Bossa Nova propondo a internacionalização da cultura e uma nova expressão do país, não restrita ao discurso político. Os Festivais da Canção tinham lugar para todos.

Composta por Caetano Veloso, É proibido proibir ficará como um marco de coragem, apesar de todo o ritual de proibições. A frase ganhou mais força na letra do cantor baiano. Caetano foi coerente, não se dobrando às imposições da direção do Festival Internacional da Canção, para que apresentasse a sua canção sem uivos.

Caetano chegou a ser vaiado, não conseguiu levar a música até o fim. Então trocou os versos pelo discurso: “Mas é isso que é a juventude que quer tomar o poder? Nós tivemos coragem de entrar em todas as estruturas e sair de todas. E vocês? Se vocês forem como são em estética, estamos feitos. E, quanto ao júri, é muito simpático, mas é incompetente”.

A concepção inovadora criou polêmica e dividiu a sociedade. Mesmo assim, abriu novos caminhos para o seu próprio desenvolvimento. O elemento alegórico e a ironia estão sempre presentes.

Inspirado no Manifesto Pau-Brasil, do poeta modernista Oswald de Andrade, o Tropicalismo criou uma estética de elementos que incluíam a miséria, o passado, o desenvolvimento, a tecnologia industrial, os movimentos musicais brasileiros, o subdesenvolvimento e a paródia.

Além de estar criticamente atento à interpretação cultural da contemporaneidade, como produto dos veículos de comunicação de massa, incentivou a pesquisa musical em que se fundiram todos esses elementos.

Os movimentos tropicalista e modernista aproximaram-se ainda na crítica que faziam ao desenvolvimento desigual do capitalismo brasileiro. A letra de É proibido proibir discorre sobre esses elementos, agora vistos pelo prisma da contemporaneidade e da estética tropicalista.

Autores: Arielly Kizzy, Natalia Sirna, Patrícia Raymond e Renato Moura

Fonte: http://www.facasper.com.br/cultura/site/ensaio.php?tabela=&#38;id=124</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em meados dos anos 60, lutava-se contra o stalinismo nas ruas de Praga, na Tchecoslováquia. Nos Estados Unidos, contra o racismo. No Vietnã, enfrentava-se o inimigo ianque. Após o assassinato de Che Guevara, focos guerrilheiros promoviam a Revolução na América Latina.</p>
<p>No Brasil, lutava-se contra a ditadura militar. O golpe de 64, apoiado pelos EUA, teve Castelo Branco como o primeiro de uma série de presidentes ditatoriais. Seu substituto, Costa e Silva, governou o país com mais poder ainda.</p>
<p>Enquanto Roberto Carlos e a Jovem Guarda tocavam ingênuas canções nas tardes de domingo, parte dos artistas fazia parte da resistência ao regime de uma maneira autônoma, fragmentada.</p>
<p>O lema “é proibido proibir” que, para os jovens franceses era um princípio de rebeldia nos protestos contra o conservadorismo e a favor da liberdade, espalhou-se pelo mundo e motivou os jovens no Brasil.</p>
<p>A contracultura inaugurada pelos hippies norte-americanos, emblematizada pela expressão “paz e amor” e pela rebeldia estéril soava no Brasil como pura alienação. Mesmo assim, afrontava a ditadura.</p>
<p>A estética do jeans desbotado, dos cabelos e saias, dos cabelos e saias longas ganharam ressonância com a Tropicália. Mutantes, Caetano Veloso e Gilberto Gil desprezaram referências da Bossa Nova propondo a internacionalização da cultura e uma nova expressão do país, não restrita ao discurso político. Os Festivais da Canção tinham lugar para todos.</p>
<p>Composta por Caetano Veloso, É proibido proibir ficará como um marco de coragem, apesar de todo o ritual de proibições. A frase ganhou mais força na letra do cantor baiano. Caetano foi coerente, não se dobrando às imposições da direção do Festival Internacional da Canção, para que apresentasse a sua canção sem uivos.</p>
<p>Caetano chegou a ser vaiado, não conseguiu levar a música até o fim. Então trocou os versos pelo discurso: “Mas é isso que é a juventude que quer tomar o poder? Nós tivemos coragem de entrar em todas as estruturas e sair de todas. E vocês? Se vocês forem como são em estética, estamos feitos. E, quanto ao júri, é muito simpático, mas é incompetente”.</p>
<p>A concepção inovadora criou polêmica e dividiu a sociedade. Mesmo assim, abriu novos caminhos para o seu próprio desenvolvimento. O elemento alegórico e a ironia estão sempre presentes.</p>
<p>Inspirado no Manifesto Pau-Brasil, do poeta modernista Oswald de Andrade, o Tropicalismo criou uma estética de elementos que incluíam a miséria, o passado, o desenvolvimento, a tecnologia industrial, os movimentos musicais brasileiros, o subdesenvolvimento e a paródia.</p>
<p>Além de estar criticamente atento à interpretação cultural da contemporaneidade, como produto dos veículos de comunicação de massa, incentivou a pesquisa musical em que se fundiram todos esses elementos.</p>
<p>Os movimentos tropicalista e modernista aproximaram-se ainda na crítica que faziam ao desenvolvimento desigual do capitalismo brasileiro. A letra de É proibido proibir discorre sobre esses elementos, agora vistos pelo prisma da contemporaneidade e da estética tropicalista.</p>
<p>Autores: Arielly Kizzy, Natalia Sirna, Patrícia Raymond e Renato Moura</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.facasper.com.br/cultura/site/ensaio.php?tabela=&amp;id=124" rel="nofollow">http://www.facasper.com.br/cultura/site/ensaio.php?tabela=&amp;id=124</a></p>
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