Samba Makossa

4 comentários

Chico Science & Nação Zumbi

Samba maioral!
Onde é que você se meteu antes de chegar na roda meu irmão?
A responsabilidade de tocar o seu pandeiro é a responsabilidadede você manter-se inteiro
Por isso chegou a hora desta roda começar
Samba Makossa da pesada, vamos todos celebrar

Cerebral, é assim que tem que ser
Maioral, é assim que é
Som da cabeça e foguete do pé
Samba makossa sem hora marcada, é da pesada
Samba, samba, samba, samba, samba, samba, samba!

Onde é que você se meteu antes de chegar na roda meu irmão?
A responsabilidade de tocar o seu pandeiro é a responsabilidadede você manter-se inteiro
A responsabilidade de tocar o seu pandeiro
é a de você manter-se inteiro
Por isso chegou a hora desta roda começar
Samba Makossa da pesada, vamos todos celebrar
Cerebral, é assim que tem que ser
Maioral, é assim que é
Som da cabeça e foguete do pé
Samba makossa sem hora marcada, é da pesada
Samba, samba, samba, samba, samba, samba, samba!


4 comments on “Samba Makossa

  1. karla Patrícia disse:

    cerebral é assim que tem que ser maioral

  2. Samba Makossa

    Um sampler misturando sons eletrônicos e percussão marca a transição para esta faixa
    que mantém o ritmo da ciranda ouvido na canção anterior, mas promove sua mistura com o
    samba duro e o gênero africano Makossa
    108
    , difundido no circuito massivo da world music
    por Manu Dibango e outros músicos de Camarões. A guitarra pontua com timbres “limpos”
    (sem distorção) comuns nas levadas de gêneros do african pop e da música caribenha. Sua
    dicção segue técnicas comuns no highlife e seu desdobramento, o Ju-Ju109
    .

    A canção, composta por Science, é temática (como a anterior) e a letra dá continuidade
    ao assunto abordado antes, a dança, mas focaliza um sujeito, o sambista. Ele é repreendido:
    “Onde é que você se meteu antes de chegar na roda, meu irmão?”, mas é aceito por ser o
    “maioral”. Sua chegada marca a hora da roda começar.
    Os atributos desse sujeito são enumerados: é preciso tocar pandeiro e “manter-se intei-
    ro” – corpo e mente: “Cerebral, é assim que tem que ser / Maioral é assim que é, bom da ca-
    beça e foguete no pé”. A canção é curta, tem 3 minutos e 3 segundos, mas acrescenta infor-
    mações que confirmam a proposta manguebeat de diálogo com a música periférica mundial –
    seja ela tradicional ou midiatizada – procedimento do qual tanto o samba quanto a Makossa
    são exemplos. A figura do maioral encontrará paralelos no próprio homem caranguejo, um ser
    que dança e se diverte mas também usa a cabeça – difunde suas idéias e antena-se com o
    mundo, conforme propõe o manifesto e se ouvirá adiante.
    Mais uma vez a banda comunica que sua abertura sonora aos crossoveres não se limi-
    tará à insistência em uma única fórmula. Se até então foi priorizado o diálogo entre as sonori-

    108
    “Ritmo tradicional de Camarões, no final dos anos 1970. Teve entre seus grandes inovadores Manu Dibango,
    que mesclou as tradições nativas com o soul e a disco music” (DOURADO, 2004, p.192).
    109
    Highlife: “Gênero urbano da moderna música africana semelhante ao calipso, é encontrado na Nigéria, em
    Gana e na África Ocidental. Tem perdido terreno, em diversas regiões, para uma versão mais moderna, chamada
    Ju-Ju, que se baseia na música ioruba”. (DOURADO, 2004, p.161) 108
    dades de Pernambuco e do mundo pop anglo-americano, os gêneros mobilizados nesta faixa
    têm ligações com geografias distintas, da África contemporânea ao morro carioca.

    (LEIA MAIS no site acima! O PDF em que foi retirada essa análise!)

    Por TATIANA RODRIGUES LIMA

    MANGUEBEAT – DA CENA AO ÁLBUM:
    PERFORMANCES MIDIÁTICAS DE MUNDO LIVRE S/A
    E CHICO SCIENCE & NAÇÃO ZUMBI

    Dissertação apresentada à Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, da
    FACOM/UFBA, para obtenção do título de Mestre em Comunicação.

  3. Samba Makossa

    Um sampler misturando sons eletrônicos e percussão marca a transição para esta faixa
    que mantém o ritmo da ciranda ouvido na canção anterior, mas promove sua mistura com o
    samba duro e o gênero africano Makossa
    108
    , difundido no circuito massivo da world music
    por Manu Dibango e outros músicos de Camarões. A guitarra pontua com timbres “limpos”
    (sem distorção) comuns nas levadas de gêneros do african pop e da música caribenha. Sua
    dicção segue técnicas comuns no highlife e seu desdobramento, o Ju-Ju109
    .

    A canção, composta por Science, é temática (como a anterior) e a letra dá continuidade
    ao assunto abordado antes, a dança, mas focaliza um sujeito, o sambista. Ele é repreendido:
    “Onde é que você se meteu antes de chegar na roda, meu irmão?”, mas é aceito por ser o
    “maioral”. Sua chegada marca a hora da roda começar.
    Os atributos desse sujeito são enumerados: é preciso tocar pandeiro e “manter-se intei-
    ro” – corpo e mente: “Cerebral, é assim que tem que ser / Maioral é assim que é, bom da ca-
    beça e foguete no pé”. A canção é curta, tem 3 minutos e 3 segundos, mas acrescenta infor-
    mações que confirmam a proposta manguebeat de diálogo com a música periférica mundial –
    seja ela tradicional ou midiatizada – procedimento do qual tanto o samba quanto a Makossa
    são exemplos. A figura do maioral encontrará paralelos no próprio homem caranguejo, um ser
    que dança e se diverte mas também usa a cabeça – difunde suas idéias e antena-se com o
    mundo, conforme propõe o manifesto e se ouvirá adiante.
    Mais uma vez a banda comunica que sua abertura sonora aos crossoveres não se limi-
    tará à insistência em uma única fórmula. Se até então foi priorizado o diálogo entre as sonori-

    108
    “Ritmo tradicional de Camarões, no final dos anos 1970. Teve entre seus grandes inovadores Manu Dibango,
    que mesclou as tradições nativas com o soul e a disco music” (DOURADO, 2004, p.192).
    109
    Highlife: “Gênero urbano da moderna música africana semelhante ao calipso, é encontrado na Nigéria, em
    Gana e na África Ocidental. Tem perdido terreno, em diversas regiões, para uma versão mais moderna, chamada
    Ju-Ju, que se baseia na música ioruba”. (DOURADO, 2004, p.161) 108
    dades de Pernambuco e do mundo pop anglo-americano, os gêneros mobilizados nesta faixa
    têm ligações com geografias distintas, da África contemporânea ao morro carioca.

    (LEIA MAIS no site! O PDF em que foi retirada essa análise!)

    Por TATIANA RODRIGUES LIMA

    MANGUEBEAT – DA CENA AO ÁLBUM:
    PERFORMANCES MIDIÁTICAS DE MUNDO LIVRE S/A
    E CHICO SCIENCE & NAÇÃO ZUMBI

    Dissertação apresentada à Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas, da
    FACOM/UFBA, para obtenção do título de Mestre em Comunicação.

  4. Z. caiçara disse:

    Caraca Tatiana!!! Matou a pau!!! Já gostava da música, agora com toda essa análise, reforço ainda mais meu apreço por chico e nação!!!!

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