Sindrome de Edson Arantes e Pele

Se tem coisa que eu não consigo fazer é separar é o Edson Arantes do Pelé. Sou obrigado a admitir que o Pelé fez coisas geniais, como aquele gol após um chapéu no zagueiro nos altos de 1958. Entretanto há de se concordar que aquele sujeito que fez piruetas pelo Santos e Seleção Brasileira não se parece em nada com o Edson Arantes, acusado de tantas malcriadagens pelo Brasil afora.

Questionado acerca de suas atitudes, o rei do futebol pediu o impossível: “Por favor, não confundam o Pelé com o Edson Arantes”.

Cusparadas, xingamentos e xiliques são apenas alguns dos exemplos de atitudes que permeiam os artistas da bola e dos palcos, alvo constante das peripécias deste blog. O comportamento fora de gramados - e de palcos - consegue deturpar toda e qualquer imagem de um popstar, distanciando a música feita do ouvido de qualquer ser que se propõe a raciocinar sobre música. E não é comportamento politicamente correto que eu peço, não. Muito menos coerência. Bom senso?

A primeira imagem que me vem à mente no quesito arte-boa-e-comportamento-mal é o angelical Lionel Ritchie (de Easy e Endless Love, lembram?). O sujeito, dono de muitos hits (parcerias com Diana Ross, etc), foi acusado de espancar a esposa em alguns episódios nos anos 80, quando entrou em plena decadência e desapareceu. Em evidência só deixou sua filha, Nicole Ritchie, que em parceria com Paris Hilton apronta de vez em quando nas ruas de Hollywood.

Um estudo deveria analisar o que se passa na minha cabeça quando escuto Easy, por exemplo. Quase me dá um nó, exatamente como quando colocamos uma mão em uma bacia quente e a outra em uma fria. Os versos soam quase que sádicos! Em defesa do músico só podem estar os casais que se formaram nas noites dos bailinhos, agora casados e com filhos endiabrados.

Existem os artistas que procuram ser notícia, também, e usam de sua vida privada um trampolim para as vendas de discos. Se a mídia influencia, e os empresários impulsionaram cenas inexplicáveis para tornar o artista capa de jornal são quinhentos que seriam impossíveis discutir aqui, em poucas linhas. Estou preocupado com essa síndrome de Edson Arantes e Pelé, que é um mal que me assola, distanciando meu ouvido de artistas que não me parecem ser pessoas decentes.

Pra finlizar, as perguntas: O artista que você mais gosta é alguém que valha a pena conhecer? Aliás…essa questão realmente importa para os fãs?

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