Iracema

3 comentários

Adoniran Barbosa

Iracema, eu nunca mais eu te vi
Iracema meu grande amor foi embora
Chorei, eu chorei de dor porque
Iracema, meu grande amor foi você

Iracema, eu sempre dizia
Cuidado ao travessar essas ruas
Eu falava, mas você não me escutava não
Iracema você travessou contra mão

E hoje ela vive lá no céu
E ela vive bem juntinho de nosso Senhor
De lembranças guardo somente suas meias e seus sapatos
Iracema, eu perdi o seu retrato.

– Iracema, fartavam vinte dias pra o nosso casamento
Que nóis ia se casar
Você atravessou a São João
Veio um carro, te pega e te pincha no chão
Você foi para Assistência, Iracema
O chofer não teve curpa, Iracema
Paciência, Iracema, paciência

E hoje ela vive lá no céu
E ela vive bem juntinho de nosso Senhor
De lembranças guardo somente suas meias e seus sapatos
Iracema, eu perdi o seu retrato


3 comments on “Iracema

  1. Orson Welles R. da Silva disse:

    1ª Estrofe
    Na primeira estrofe o narrador (eu poético), lamenta a perda de Iracema e, reafirmar o seu grande amor por ela. Enfatiza que a ausência da personagem esta lhe causando muito sofrimento.
    2ª Estrofe
    Na segunda estrofe o narrador lamenta o fato de Iracema ter ignorado suas recomendações e por esse motivo ter sofrido consequências drásticas. Inclusive o narrador atribue, à própria Iracema, as conseqências do fato.
    3ª Estrofe
    Mas apesar da tragédia, na qual Iracema foi protagonista e que causou tanta dor ao eu poético, ele se sente consolado pelo fato da personagem está vivendo lá no céu, junto ao Nosso Senhor, e se consola por ter como lembrança as meias e os sapatos de Iracema, embora tenha perdido o seu retrato.
    4ª Estrofe
    Mais uma vez o narrador lamenta o fato de Iracema ter ignorado suas recomendações para atravessar a rua, principalmente porque faltavam poucos dias para o casamento
    deles. Embora Iracema tenha sido socorrida pelo serviço médico, o acidente foi fatal. É interessante notar que o narrador reafirma a isenção de culpa do motorista.
    5ª Estrofe
    Na quinta estrofe o narrador retoma o lamento já registrado na terceira estrofe, como uma maneira de enfatizar a saudade que sente por Iracema.

  2. esio555@gmail.com disse:

    Vai em um documentário, sobre a vida de Adoniran Barbosa, a história sobre essa música. Ele era um grande galanteador. E no bar que ele frequentava tinha uma Iracema que não dava bola para ele. Diante disso, com raiva, disse aos amigos que iria matar a Iracema e saiu do bar. A princípio ficaram preocupados, os amigos, mas no outro dia ele chegou com essa música onde matava a Iracema. Esse é o resumo da história.

  3. Renato Marques disse:

    Kklkkk…Ele viu um atropelamento de uma moça perto da Av.sao João e compôs a musica. Ele nem soube o nome da vítima.

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